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Mostra ‘Agora’

Otto Cirne recebe a mostra ‘Agora’ A exposição coletiva ‘Agora’ visita o Espaço Cultural Otto Cirne durante o mês de junho. Com a curadoria de Paulo Apgáua, artista plástico, e Tiago Lopo, artista e articulador cultural, oito talentos locais e independentes apresentam trabalhos em técnicas e estilos variados, como desenhos, esculturas, pinturas entre outros. Segundo Apgáua, a ‘Agora’ “nasce da urgência de colocar mais arte nos nossos dias”. “Esse chamado coletivo propõe um recorte contemporâneo do cenário artístico de Belo Horizonte”, avalia. Ele completa que a mostra explora o diálogo entre ciência e arte, ambas movidas pelo mesmo impulso de compreender e reinventar o mundo. Os artistas convidados são: Drin; Estefania Stoupa; Isabel Quadra; Luiza Azam; Paulo Apgáua; Renan Florindo; Tassiane Matsubara e Tiago Lopo. O curador explica que a formação de cada um deles varia entre acadêmica e autodidata, e todos produzem em ateliê próprio. A primeira experiência do ‘Agora’ foi a ocupação artística do ateliê de um dos seus idealizadores, de acordo com Apgáua. “Sem distinguir incubação e nascimento, espectadores e artistas locais puderam se encontrar e fazer trocas. Lembramos da urgência de dissolver as invisíveis fronteiras que ainda parecem afastar nossos dias da arte.” A peças da mostra ‘Agora’ serão comercializadas e exibidas até o final de junho, de 8h às 21h, de segunda a sábado. O Espaço Cultural Otto Cirne está localizado no hall de entrada do Centro de Convenções e Eventos da Associação Médica de Minas Gerais e é destinado à exposição de obras de arte de autoria de associados e seus dependentes. Médicos não associados e artistas não médicos podem utilizar o espaço, dependendo da disponibilidade na agenda. Interessados devem entrar em contato com a Assessoria de Comunicação, pelo telefone (31) 3247 1608 ou pelo e-mail comunicacao@ammg.org.br.

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Nova edição no ar

🗞️ A edição de Abril/Maio do Jornal da AMMG traz uma reportagem especial sobre o Marketing Médico. O crescimento de profissionais de medicina investindo na divulgação de suas atividades por meio das plataformas digitais é real. ⁉️ Hoje é possível encontrar especialistas presentes no Instagram, YouTube, Facebook e, até mesmo, no Tik Tok. Algum problema? De acordo com o Código de Ética Médica, não. No entanto, há diretrizes a serem seguidas e os interessados em se mostrar no mundo virtual precisam se ater, além do bom senso, às possíveis consequências de conteúdos mal elaborados. Reportagens completas AQUI ‼️ LEIA MAIS 📌 Pesquisador da Fiocruz Minas, Gregório Guilherme Almeida, fala da desinformação como ameaça as vacinas📌 Pesquisas clínicas ampliam potencial📌 Projetos de Lei criminalizam prática obstétrica

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Junho Laranja

‼️As queimaduras podem acontecer num piscar de olhos e, muitas vezes, dentro da própria casa. Por isto, neste Junho Laranja, evite acidentes que podem deixar marcas para a vida toda. 🔥 Mantenha líquidos quentes fora do alcance das crianças.🔥 Nunca deixe o fogão ligado sem supervisão.🔥 Tenha cuidado ao manusear materiais inflamáveis. ‼️Em caso de acidente, lave a área atingida com água corrente e procure atendimento médico imediatamente — nunca utilize pasta de dente, manteiga ou outras receitas caseiras.

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Congresso AMB

AMB reúne grandes nomes da Medicina e médicos generalistas no 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral em São Paulo Evento será realizado no Distrito Anhembi, entre 11 e 13 de maio e trará ainda mais inovações e temas práticos para a atuação na linha de frente da saúde Em sua quarta edição, o Congresso Brasileiro de Medicina Geral 2026 (CBMG 2026), promovido pela Associação Médica Brasileira (AMB), promete consolidar-se como o maior evento multidisciplinar voltado ao médico generalista no país. Com um formato ainda mais interativo e centrado em experiências práticas, o encontro reunirá, nos próximos dias 11, 12 e 13 de junho de 2026, mais de 400 palestrantes de todas as especialidades da Medicina, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Entre os nomes já divulgados e que integram a programação científica estão o médico e escritor Dráuzio Varella (com o tema “Medicina no Brasil: O passado e o Futuro”), o psiquiatra forense Guido Palomba (“Conceito de Normalidade Mental existe? Qual é?”), o psiquiatra Ronaldo Laranjeira (“Avaliação inicial de casos complexos de transtornos e dependências químicas”), além de outros grandes nomes da Medicina brasileira, como representantes de diversas sociedades de especialidades e docentes de instituições de referência. Clique aqui e confira a programação completa. E sugestões dos principais temas no final do texto. Integração e capacitação para quem está na linha de frenteA proposta do CBMG 2026 segue firme: capacitar, atualizar e valorizar o médico generalista, que é muitas vezes o primeiro ponto de contato dos pacientes com o sistema de saúde. Todas as 55 especialidades médicas participarão do evento, promovendo um diálogo direto entre especialistas e generalistas, com enfoque em casos prevalentes nas unidades de pronto atendimento, UBSs e UPAs. “O CMG 2026 representa um salto qualitativo na troca de experiências entre diferentes áreas da Medicina. Reuniremos lideranças médicas, professores, pesquisadores e clínicos experientes para uma imersão profunda nos temas que realmente importam para quem está na linha de frente”, destaca o presidente da AMB, Dr. César Eduardo Fernandes. Entre as especialidades da programação estão: Cardiologia, Clínica Médica, Medicina de Família e Comunidade, Medicina Intensiva, Infectologia, Geriatria, Psiquiatria, Oncologia, Nefrologia, Cirurgia Geral, Cuidados Paliativos, Medicina Preventiva, entre outras.  Contará com mesas-redondas, simpósios, conferências, discussões de casos clínicos e atividades interativas, conduzidas por especialistas reconhecidos nacionalmente. Compõe a comissão organizadora o Dr. César Eduardo Fernandes e o Dr. José Eduardo Dolci. A comissão científica é composta pelas doutorasLuciana Rodrigues, Maria Rita de Souza e pelos doutores Bento Bezerra Neto, Jurandir Marcondes Filho, Paulo Martins Toscano, Fernando Tallo, Luiz Carlos Von Bahten e Rômulo Capello Teixeira. Formato dinâmico e estrutura ampliadaDurante os três dias de evento, os participantes terão acesso a mais de 200 horas de conteúdo, distribuídas em aulas, workshops hands-on, mesas interativas, simpósios satélites e apresentação de casos clínicos. O congresso contará com oito auditórios simultâneos e uma arena central voltada ao networking e à troca de experiências entre os profissionais. Para o diretor Científico da AMB, José Eduardo Lutaif Dolci, é essencial reconhecer a vital importância da atualização para todos os profissionais – sejam eles generalistas ou especialistas. “Um médico atualizado é mais eficiente e reduz a probabilidade de equívocos, por isso que a AMB luta incansavelmente por essa causa. Trazer o médico que está na linha de frente para a atualização de seus conhecimentos e, assim, aprimorar a qualidade do atendimento à nossa população, especialmente no SUS, nos estimula e fortalece a continuar trabalhando em busca de formar médicos cada vez melhores.” Nesta edição, o espaço físico será ainda maior: 2.500 lugares somente nos auditórios, 70 estandes na área de exposição e uma arena silenciosa com 100 posições individuais. O CMG 2026 contará com o apoio estratégico de instituições como o Ministério da Saúde, AgSUS, Conasems, Conass e outras entidades parceiras do setor. Trabalhos científicos e prêmiosA apresentação de trabalhos científicos continua sendo uma das atrações do CMG. Após curadoria especializada, os autores selecionados poderão apresentar suas pesquisas e relatos de caso em uma das 55 áreas temáticas,  As inscrições estão abertas no site oficial: www.cbmg.com.br/

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Ato Médico seguro

Brasil ganha uma plataforma online para proteger a população de abusos causados por pessoas que desrespeitam a Lei do Ato Médico O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou hoje, (28), a plataforma Medicina Segura (acesse AQUI). Por meio dessa ferramenta, os médicos poderão registrar relatos de pacientes que enfrentam danos causados por atendimentos realizados por não médicos, mas que por lei são exclusivos de profissionais da medicina. Trata-se de uma iniciativa que busca coibir práticas que colocam o paciente em risco e desrespeitam a legislação. “Quando o paciente tem alguma intercorrência, ele procura o médico, que busca ajudar na solução do problema causado por pessoas sem formação em medicina. Muitas vezes, esses danos podem resultar em adoecimento, sequelas irreversíveis. Em casos extremos, mortes ocorrem”, ressaltou Rosylane Rocha, 2ª vice-presidente do CFM, coordenadora desse projeto e relatora da Resolução CFM nº 2.453/2026, que criou a estrutura de funcionamento dessa estratégia. Por meio da plataforma Medicina Segura, apenas médicos, identificados por dados cadastrais, poderão preencher um questionário on-line com informações sobre o procedimento realizado e os problemas gerados; o perfil do paciente atendido e da pessoa responsável pelo atendimento malsucedido; e o local onde foi realizado o procedimento de forma irregular. Há campos para anexar fotos, exames, prescrições, laudos e outros documentos relacionados ao fato. Para ter acesso e fazer a denúncia na plataforma, os médicos deverão estar com o e-mail atualizado na base de dados do CFM. Essa atualização é fundamental, pois a ferramenta exigirá autenticação em dois fatores, sendo que o link com o código de acesso será enviado para o e-mail cadastrado. A plataforma funcionará como mecanismo de coleta de denúncias e relatos de problemas gerados por atendimentos irregulares. Todas as informações serão recebidas pelo CFM, que fará a distribuição para os Conselhos Regionais dos estados onde os casos aconteceram. Os CRMs, após analisarem cada caso, poderão acionar o apoio de órgãos de controle e fiscalização, como a Polícia Civil, o Ministério Público, a Vigilância Sanitária e o Procon para que esses órgãos tomem medidas visando a responsabilização dos autores dos danos. Essa iniciativa integra o Projeto Medicina Segura o qual, após debates realizados em quatro fóruns nacionais para discussão do tema, levou à formação de um Pacto com esse nome. Esse acordo, capitaneado pelo CFM, junta mais de 65 organizações públicas e privadas que aceitaram unir forças para trabalharem em prol da segurança dos pacientes. Assinaram o Pacto, por exemplo, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), a Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF) e o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), além de várias sociedades de especialidade e os 27 Conselhos Regionais de Medicina. Acesse a lista completa AQUI.   Para tanto, o Pacto prevê a produção de documentos e cartilhas para conscientização da população e de profissionais sobre o tema. O Pacto também atua na organização de eventos, cursos e produção de conteúdo, que ajudam na proteção dos interesses da população. “Infelizmente, no Brasil, muitas pessoas não têm a menor responsabilidade ao realizarem atos invasivos que, mesmo os médicos, evitam fazer. Essa é uma questão urgente, de vida e de morte. Espero que a Plataforma e o Pacto Medicina Segura ajudem a proteger o nosso povo de pessoas criminosas e inconsequentes”, cravou Rosylane Rocha. Para saber mais sobre o Pacto, acesse o Guia Medicina Segura. Ato Médico Perfeito – Além de oferecer um suporte para que os médicos denunciem as intercorrências causadas por outros profissionais, o CFM também tem atuado na Justiça para derrubar resoluções de outros conselhos que tentam usurpar competências exclusivas da medicina. Nos últimos anos, o CFM obteve dez decisões favoráveis em ações ajuizadas contra os conselhos de fisioterapia, enfermagem e fonoaudiologia. Ações do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo e dos conselhos federais de enfermagem, fonoaudiologia e biomedicina questionando resoluções da medicina também foram indeferidas na Justiça pelo CFM. Fonte: Conselho Federal de Medicina

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Dia Mundial sem Tabaco

Tiradentes recebe palestra sobre tabagismo Especialistas levam à histórica cidade mineira importantes dados sobre os problemas causados pelo ato de fumar Palestra: ‘Tabagismo: estratégias de prevenção e cessação’ Data: 29 de maio, sexta-feira Horário: 13h às 16h30 Local: Centro Cultural Yves Alves – Rua Direita, 168, Tiradentes (MG) Inscrições: https://acesse.one/cwKp7 No dia 29 de maio, em Tiradentes (MG), a presidente da Comissão de Controle do Tabagismo Alcoolismo e Uso de Outras Drogas da Associação Médica de Minas Gerais (Contad AMMG), Maria das Graças Rodrigues, e o especialista em pneumologia sanitária Pedro Daibert de Navarro apresentam aos profissionais de saúde da região a palestra ‘Tabagismo: estratégias de prevenção e cessação’. O ‘Dia Mundial sem Tabaco’ é celebrado no dia 31 de maio desde 1987, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) chamou atenção para o tema. O objetivo maior é o de levar informações à sociedade, divulgar dados relevantes e sensibilizar legisladores e tomadores de decisão sobre as doenças evitáveis relacionadas ao tabagismo. O Brasil interrompeu a trajetória de queda do tabagismo, após estagnar desde 2019, o número de fumantes no país voltou a subir em 2024. Hoje, 11,6% da população adulta se declara fumante de cigarro convencional, contra 9,3% em 2023. Os dados são da pesquisa preliminar anual da Vigitel, a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. O aumento de 25% acende um alerta, especialmente no contexto de popularização dos cigarros eletrônicos.  A presidente da Contad AMMG explica a necessidade de abordar frequentemente a temática entre médicos e demais profissionais da saúde. Este ano, segunda ela, serão debatidos a epidemiologia do tabagismo, tabagismo ativo e passivo, iniciação ao uso do tabaco, políticas públicas e ambientes 100% livre do tabaco, dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), conceitos básicos na abordagem e tratamento do fumante. “Além da palestra aos colegas de profissão, estou sempre aberta a conceder entrevistas, pois os veículos de comunicação têm grande abrangência, chegando rapidamente à comunidade”, enfatiza. Rodrigues completa que o tabagismo constitui fator de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, além de estar associado a outras doenças crônicas não transmissíveis. “Também é um importante fator de risco para o desenvolvimento de enfermidades como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata, entre outras.” De acordo com ela, o tabaco fumado, em qualquer uma de suas formas – principalmente os cigarros, que são o produto mais consumido no país, é responsável pela maior parte dos casos de câncer de pulmão e constitui fator de risco significativo para doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, acidentes cerebrovasculares e infarto agudo do miocárdio. “Os produtos que não produzem fumaça são ainda associados ao desenvolvimento de cânceres de cabeça e pescoço, esôfago e pâncreas, assim como a diversas patologias buco – dentais.” Mais dados e outras informações com a presidente da Contad AMMG. Contatos pela Assessoria de Imprensa da Associação Médica de Minas Gerais: (31) 3247 1630 ou 3247 1639.

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AMMG Cultural em junho

Estilo de Vida e Mindfulness para um Viver Consciente A Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) e a Academia Mineira de Medicina (AMM) realizam, com o apoio da Sociedade de Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais (SAMMG), um evento especial que aborda a importância do mindfulness e de um estilo de vida saudável na promoção da saúde. Data: 23 de junho (Terça-feira)Local: Auditório Borges da CostaHorário: 19h30 Convidados Especiais: Os especialistas trarão novidades sobre o tema e como o mindfulness pode impactar positivamente a nossa saúde mental e física, promovendo um viver mais consciente e harmônico. As inscrições estão abertas no Sympla e o evento é gratuito. Acesse aqui: https://www.sympla.com.br/evento/ammg-cultural-estilo-de-vida-e-mindfulness-para-um-viver-consciente/3444313

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Nota AMP e ABECer

Psiquiatria, cuidado moderno e eletroconvulsoterapia contemporânea Documento público da Associação Mineira de Psiquiatria e da Associação Brasileira de Estimulação Cerebral à sociedade civil e à imprensa Associação Mineira de Psiquiatria — AMPAssociação Brasileira de Estimulação Cerebral — ABECer Belo Horizonte, maio de 2026 1. Uma discussão necessária, mas que precisa ser técnica A Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) e a Associação Brasileira de Estimulação Cerebral (ABECer) vêm a público se manifestar diante de recentes discussões sobre assistência psiquiátrica, hospitais públicos e uso da eletroconvulsoterapia no Sistema Único de Saúde. O tema é sensível e merece respeito. Envolve transtornos psiquiátricos graves, política pública, financiamento, fiscalização, ciência médica e comunicação responsável. A psiquiatria contemporânea é uma especialidade médica estruturada por evidências científicas, normas éticas, responsabilidade profissional, consentimento informado e trabalho integrado com outros pontos da rede de saúde. Sua finalidade é tratar transtornos psiquiátricos, reduzir riscos, preservar autonomia possível, apoiar famílias e oferecer cuidado proporcional à gravidade de cada caso. Nas últimas décadas, a melhora das condições técnicas de tratamento permitiu grande ampliação do cuidado ambulatorial, dos serviços comunitários, dos Centros de Atenção Psicossocial, da atenção básica e dos modelos de acompanhamento longitudinal. Esse avanço é importante e deve ser preservado. Ao mesmo tempo, existem quadros graves em que ambulatórios e CAPS, isoladamente, não são suficientes. Nesses casos, hospitais psiquiátricos modernos, leitos psiquiátricos em hospitais gerais e unidades especializadas podem ser necessários para garantir segurança, estabilização clínica e tratamento adequado. A eletroconvulsoterapia, ou ECT, tem sido muitas vezes tratada no debate público como se fosse sinônimo de práticas antigas, punitivas ou sem controle técnico. Essa associação é incorreta. Também é perigosa, porque reforça medo e estigma em pacientes e familiares que, em algumas situações, podem se beneficiar de um tratamento médico legítimo. Não se trata de pedir concordância automática. Trata-se de pedir precisão. 2. ECT moderna não é “eletrochoque” A eletroconvulsoterapia contemporânea é um procedimento médico realizado sob anestesia, com relaxamento muscular, monitorização clínica e equipe treinada. O estímulo elétrico é breve, controlado e feito com equipamento apropriado. O paciente não permanece acordado durante o procedimento. A aplicação correta exige avaliação psiquiátrica, avaliação clínica, indicação formal, esclarecimento de riscos e benefícios, consentimento informado e registro em prontuário.[9] A diferença entre a ECT moderna e o antigo “eletrochoque” não é apenas de linguagem. É uma diferença de técnica, contexto, finalidade, segurança e ética. A medicina mudou. A anestesia mudou. Os equipamentos mudaram. A legislação mudou. A bioética mudou. A relação médico-paciente mudou. Ignorar essas mudanças empobrece o debate e mantém a população presa a imagens que não descrevem a prática atual.[9-13] O Conselho Federal de Medicina regulamentou a eletroconvulsoterapia por meio da Resolução CFM nº 1.640/2002, que estabelece normas relativas ao procedimento, e posteriormente consolidou e atualizou normas gerais da assistência psiquiátrica na Resolução CFM nº 2.057/2013, abrangendo a prática psiquiátrica em diferentes contextos assistenciais e incluindo seção específica sobre eletroconvulsoterapia.[9,10] A existência dessa regulamentação é central: a ECT não é uma prática clandestina, experimental ou sem controle. É um ato médico normatizado, sujeito às exigências éticas da profissão e à fiscalização dos órgãos competentes. A Associação Brasileira de Psiquiatria também reconhece a ECT como procedimento terapêutico em psiquiatria. Em material educativo oficial, a ABP descreve a eletroconvulsoterapia como alternativa segura, realizada em ambiente hospitalar, com o paciente sedado e com presença de equipe multidisciplinar.[12] As diretrizes da Associação Médica Brasileira, elaboradas com autoria da Associação Brasileira de Psiquiatria, tratam a ECT dentro de critérios clínicos e técnicos.[11] A pergunta pública responsável não deve ser “ECT sim ou não?”, como se fosse uma disputa ideológica. A pergunta correta é: em quais casos, com qual indicação, em que ambiente, com qual equipe, sob quais protocolos, com qual consentimento e com qual acompanhamento? 3. Quando a eletroconvulsoterapia pode salvar vidas A ECT não é tratamento para qualquer transtorno psiquiátrico. Não é primeira resposta para problemas leves. Não substitui psicoterapia, medicação, cuidado ambulatorial, acompanhamento familiar, CAPS, atenção básica ou políticas públicas de saúde mental. Ela tem lugar em quadros selecionados, geralmente graves, nos quais a demora na resposta terapêutica pode significar piora clínica importante, incapacidade, internações prolongadas ou risco de morte.[3,11,14-17] Entre as situações em que a ECT pode ser considerada estão depressão maior grave, depressão resistente a tratamentos prévios, depressão com sintomas psicóticos, risco suicida elevado, catatonia, mania grave e alguns quadros em que há recusa alimentar, desidratação, imobilidade, estupor, agitação extrema ou risco clínico associado ao transtorno mental.[3,11,15-17] Em idosos, gestantes e pacientes com comorbidades, a indicação deve ser ainda mais individualizada, mas a ECT pode ser alternativa importante quando outros tratamentos são lentos, ineficazes ou trazem riscos relevantes.[3,15,17] A American Psychiatric Association informa que a ECT é mais frequentemente usada em depressão maior grave ou transtorno bipolar que não responderam a outros tratamentos, sendo realizada sob anestesia por equipe treinada.[15] A entidade também destaca seu papel quando é necessária resposta rápida, como em risco suicida. O NICE, referência britânica em avaliação de tecnologias em saúde, mantém recomendações para uso de ECT em quadros graves, incluindo catatonia e episódios maníacos prolongados ou severos, além de orientações específicas para depressão.[16] Como todo procedimento médico, a ECT exige informação honesta sobre riscos. Podem ocorrer cefaleia, náusea, dores musculares, confusão transitória e alterações de memória, em geral temporárias, embora alguns pacientes possam relatar dificuldades mais persistentes.[3,15,17] Esses riscos precisam ser explicados. Mas também precisam ser comparados aos riscos da doença não tratada: suicídio, desnutrição, desidratação, imobilidade, transtornos psiquiátricos graves, internações prolongadas, perda funcional e impacto familiar. A boa prática médica não consiste em esconder riscos nem em exagerá-los. Consiste em ponderar riscos e benefícios de forma individual, com base na gravidade do quadro, nas alternativas disponíveis, na urgência clínica, nos valores do paciente e na melhor evidência disponível.[9,11,15-17] 4. O SUS deve ser fiscalizado; o tratamento não deve ser estigmatizado A AMP e a ABECer apoiam a fiscalização séria dos serviços de saúde mental. A sociedade tem o direito de saber como recursos públicos são aplicados, quais protocolos são usados, quais pacientes são elegíveis para procedimentos,

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75 anos de Varginha

Jantar de gala marca o aniversário de 75 anos da AMV Mais de 150 pessoas participaram, no último sábado (22), do jantar em comemoração aos 75 anos da Associação Médica de Varginha (AMV), fundada em 20 de maio de 1951. O evento, realizado no salão Krauss, reuniu associados, familiares e convidados em uma noite marcada pela integração, homenagens e celebração da trajetória da entidade. Durante o discurso de abertura, o presidente da AMV, Ricardo David Frota, celebrou o legado da entidade. “Ao longo dessas décadas, a associação foi ponto de encontro, espaço de amizades, aprendizado e, principalmente, de união. Que os próximos anos sejam guiados pelos mesmos valores: ética, amizade, ciência e amor ao próximo”, destacou. Um dos momentos de destaque da cerimônia, foi a homenagem aos ex-presidentes que participaram da festa. “Muito obrigado pela homenagem, me senti muito honrado. Vamos continuar nosso objetivo de elevar sempre a nossa classe médica e a nossa medicina. Sejamos exemplos para os que nos sucederem”, agradeceu o ex-presidente da entidade, Luiz Henrique de Souza Pinto. O anestesiologista .Luiz Renato Fagundes Nora também destacou a relevância do encontro: “Parabenizo a todos pela belíssima organização deste evento, que proporcionou um importante momento de união, reconhecimento e fortalecimento da nossa categoria”. Fonte: Associação Médica de Varginha

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