AMMG em dia

Nova Edição Jornal AMMG

Formação médica requer avaliação criteriosa O Exame de Proficiência Médica, o Profimed, como um pré-requisito para o exercício da medicina, foi aprovado no dia 25 de fevereiro, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. O Projeto de Lei 2294/2024 encontra-se ainda no Senado e aguarda a votação dos Senadores para que possa ser enviado à Câmara dos Deputados. A necessidade de uma avaliação criteriosa já vem sendo debatida ao longo dos anos e tomou seu ápice após mais de 100 cursos de medicina do país terem sido mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica. Em Minas Gerais, 12 instituições estão entre as que serão punidas pelo Ministério da Educação (MEC). O resultado divulgado, em 19 de janeiro, reacendeu as discussões das entidades médicas sobre a importância de uma boa formação e a abertura indiscriminada de cursos de medicina no Brasil. Leia outros destaques Fórum de Defesa do médico reúne especialistas Telas: quando o excesso vira risco Prática de exercício aumenta longevidade Leia a Edição de Fevereiro/Março completa aqui

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AMMG em dia

AMMG apoia Março Azul

Diretores da Associação Mineira de Gastroenterologia (AMG) e da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva – Regional Minas Gerais (Sobed MG) se reuniram, no dia 26 de março, na seda da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) para celebrar o Março Azul, mês de Conscientização de Combate ao Câncer Colorretal. A AMMG apoia essa iniciativa e ilumina a sede da entidade para reforçar a importância da prevenção e da manutenção de hábitos de vida saudáveis. A entidades participam ativamente de campanhas para alertar à população sobre as doenças gastrointestinais e os cuidados que são precisos para se ter em torno da saúde como um todo. Campanha 2026 Sua jornada da vida é importante demais para ser interrompida por um diagnóstico tardio. Previna-se. Mais de 50 mil brasileiros descobrem o câncer de intestino todos os anos e muitos deles não sentem os sintomas. Se você tem mais de 45 anos, ou casos na família, converse com seu médico e faça os exames preventivos. Isso pode salvar a sua vida. O que você precisa saber sobre o câncer de intestino O que é o câncer de intestino O câncer de intestino é também conhecido como câncer colorretal porque engloba os tumores surgidos na parte do intestino grosso chamada cólon e reto (localizada no final do intestino, antes do ânus) e no ânus. Fatores de risco Fumar, consumir alimentos ricos em gorduras saturadas, ter uma vida sedentária, consumir bebidas alcoólicas, ter idade superior a 45 anos, ter história familiar de câncer colorretal, ter história pessoal da doença (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama), baixo consumo de cálcio e obesidade são fatores de risco para esta doença. Sinais e sintomas Se você está perdendo peso sem ter feito nenhuma mudança na dieta, passou a ter diarreia e/ou prisão de ventre, percebeu sangue nas fezes, sente gases ou cólicas, náuseas ou vômitos, dores na região anal ou sensação de intestino cheio mesmo após a evacuação, deve procurar avaliação médica com brevidade. Há dois exames capazes de detectar precocemente os tumores de intestino: o Teste FIT – que aponta sangue nas fezes (mesmo oculto a olho nu) e a Colonoscopia (exame de imagem que vê o funcionamento do intestino por dentro). O diagnóstico precoce oferece até 90% de chance de cura do câncer de intestino! Tratamento Se você for diagnosticado com câncer de intestino, o médico ou a médica poderão recomendar o melhor tratamento para o seu caso. Confie neles. O tratamento poderá incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica. A escolha vai depender da localização do tumor e do estágio da doença. Cura O câncer de intestino tem cura. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, maiores as possibilidades de cura. E mesmo após a cura, é feito um rigoroso acompanhamento com consultas e exames para evitar ou detectar um possível retorno do câncer. Fazer tal monitoramento é imprescindível para identificar recidivas precocemente. Fonte: https://www.marcoazul.org.br/

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Ginecologia e Obstetrícia

Alerta para a adenomiose

ABRIL ROXOAlerta para a adenomiose: doença que pode causar dor intensa e sangramento anormal Condição ginecológica pode afetar a fertilidade e a qualidade de vida, mas ainda é pouco conhecida e frequentemente diagnosticada de forma tardia. Cólica menstrual intensa é normal? Sangramento aumentado durante a menstruação deve ser considerado algo comum? Essas são algumas das dúvidas mais comuns e que a campanha Abril Roxo, mês de conscientização sobre a adenomiose, busca esclarecer ao chamar a atenção para uma doença ginecológica caracterizada pela presença do tecido endometrial que normalmente reveste a parte interna do útero, infiltrado na musculatura uterina, podendo provocar dor, aumento do fluxo menstrual e impacto significativo na qualidade de vida. Segundo o médico ginecologista e membro da diretoria da Sogimig, Eduardo Cunha, um dos principais desafios ainda é combater a normalização dos sintomas. “Não é normal sentir dor intensa ou ter sangramento excessivo durante o período menstrual. Esses sinais precisam ser investigados, porque podem indicar alguma doença ginecológica”, explica. Entre os principais sinais da adenomiose estão o aumento do fluxo menstrual, cólicas progressivas e dor pélvica. Em muitos casos, a mulher menstrua nas datas habituais, mas percebe uma piora gradual na intensidade das dores e no volume do sangramento. De acordo com o especialista, a cólica considerada fora do padrão costuma ser aquela que deixa de responder a medidas simples, como analgésicos leves ou calor local (compressa quente), e passa a interferir na rotina da paciente. “Quando a dor começa a se intensificar progressivamente e impacta as atividades do dia a dia, é importante investigar. Existem várias doenças que podem causar esses sintomas, e o diagnóstico correto é fundamental”, destaca. Além do desconforto físico, a adenomiose também pode interferir na fertilidade. Mulheres com a doença podem apresentar maior dificuldade para engravidar e risco aumentado de complicações gestacionais. Adenomiose x endometriose Apesar de frequentemente confundidas, adenomiose e endometriose são doenças diferentes. Na adenomiose, o tecido semelhante ao endométrio cresce dentro da parede muscular do útero, o que pode causar aumento do órgão, dor e sangramento intenso. Já na endometriose, esse tecido se desenvolve fora do útero, podendo atingir ovários, intestino, bexiga e outras estruturas da pelve. Embora tenham sintomas parecidos, como cólica menstrual intensa e dor pélvica, o diagnóstico e as abordagens de tratamento podem ser diferentes, o que reforça a importância da avaliação especializada. Diagnóstico Para confirmação do diagnóstico, o médico pode solicitar exames de imagem, como o ultrassom transvaginal e a ressonância magnética. O tratamento varia conforme a idade, a intensidade dos sintomas e o desejo reprodutivo da paciente. Entre as opções estão terapias hormonais, medicamentos para controle da dor e dispositivos intrauterinos hormonais. Nos casos em que a mulher já teve filhos e apresenta sintomas importantes, pode ser indicada cirurgia. “Em situações específicas, a retirada do útero pode ser necessária e resolver definitivamente o problema”, explica o médico. Embora anteriormente fosse mais associada a mulheres entre 30 e 40 anos com histórico de múltiplas gestações, hoje se sabe que a adenomiose também pode atingir mulheres jovens e sem filhos. Entre os fatores de risco estão: multiparidade, início precoce da menstruação, ciclos menstruais curtos e obesidade. “Muitas mulheres ainda escutam que cólica forte é algo normal ou ‘coisa de mulher’, mas isso não é verdade. Dor e sangramento excessivo precisam de avaliação do ginecologista de confiança, porque podem estar relacionados a doenças tratáveis”, reforça Eduardo Cunha. Sobre a Sogimig A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica, além da defesa e valorização dos profissionais da área. ————————————- Contato para imprensa: Flávio Amaral Assessoria de Imprensa Sogimig (31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br +Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes.

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AMMG em dia

InterAção Brasil

Aconteceu no dia 21 de março, promovido pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (FM UFMG), com o apoio da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), o projeto InterAção Brasil – O Esporte como Agente de Transformação. A iniciativa idealizada pelo Instituto InterAÇÃO Brasil propõe uma reflexão qualificada sobre o papel estratégico da atividade física na saúde individual e coletiva. A Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) ao participar, reafirmou seu compromisso institucional em ações que fortalecem a prevenção, a promoção da saúde e o aprimoramento das políticas públicas voltadas à prática esportiva. A diretora científica da AMMG, Sinara Mônica de Oliveira Leite, foi representada pelo cardiologista e especialista em medicina do exercício e do esporte, Marconi Gomes. Em sua apresentação, foram discutidas evidências científicas robustas que consolidam o exercício físico como intervenção terapêutica baseada em evidência. Com base em publicação do British Journal of Sports Medicine, Gomes apresentou a meta-análise demonstrando que o exercício físico apresenta efeito comparável à psicoterapia e semelhante ao uso de antidepressivos em casos leves a moderados, não devendo ser considerado apenas estratégia adjuvante, mas intervenção terapêutica central. Destacou ainda que exercícios aeróbicos apresentam forte impacto na redução da ansiedade, exercícios resistidos mostram efeito expressivo na depressão, e treinos combinados ampliam os benefícios clínicos. A exposição também abordou o conceito de “prescrição de exercício”, reforçando que a atividade física deve ser estruturada, individualizada e incorporada à prática clínica como conduta formal, com indicação, dose, frequência e acompanhamento. Outro ponto relevante foi a discussão sobre saúde mental dos médicos e estudantes de medicina, com dados que evidenciam maiores taxas de sofrimento psíquico, estresse patológico e risco aumentado de suicídio nessa população, reforçando a urgência de estratégias preventivas — entre elas, a prática regular de exercício físico como medida estruturante de cuidado. O evento reforçou que o esporte transcende o desempenho atlético: trata-se de ferramenta de transformação social, promoção de saúde, prevenção de doenças e qualificação das políticas públicas. A integração entre ciência, prática clínica e políticas estruturadas é caminho essencial para uma sociedade mais saudável e sustentável. Também integraram o evento: Sociedade de Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais (Sammg), Instituto Patrícia Magalhães, Centro de Valorização da Vida (SVV), Sociedade Mineira de Cardiologia (SMC) e Centro de Diretores Lojistas de Belo Horizonte (CDL BH). Novas atividades estão previstas para 2026 e serão divulgadas em breve.

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Alergia e Imunologia

Desbravando o ChatGPT

Quer incorporar a Inteligência Artificial à sua rotina profissional com segurança, critério técnico e aplicação prática?Inscreva-se no curso “Desbravando o ChatGPT: Ferramentas para o Dia a Dia”. A formação é ministrada pelo Dr. Antônio Toledo — Doutor em Infectologia, especialista em Inteligência Artificial e professor em Ciências da Saúde. O programa foi estruturado de forma objetiva e estratégica, abordando desde a produção qualificada de conteúdo até a otimização de fluxos de trabalho e tomada de decisão com apoio da IA. 💻 Modalidade: 100% online, na plataforma da Associação Médica de Minas Gerais📚 Inclui: videoaulas, eBook exclusivo e materiais complementares para download🎯 Benefício: 20% de desconto para associados da AMMG Informações e inscrições:https://ensino.ammg.org.br/ Conteúdo objetivo, aplicável e direcionado à utilização estratégica da IA desde a produção de conteúdo até a otimização de rotinas profissionais. Mais informações: http://ammg.org.br

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Alergia e Imunologia

Fórum aquece debates

AMMG realiza II Fórum de Judicialização e Direito Médico A Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) promoveu, nos dias 19 e 20 de março, o II Fórum de Judicialização e Direito Médico, no Centro de Convenções e Eventos da AMMG, em Belo Horizonte. O evento, que contou com apoio de diversas entidades, teve como objetivo promover e fortalecer o diálogo qualificado entre profissionais da medicina, do direito e áreas afins, abordando temas relevantes à prática médica e sua interface com os aspectos jurídicos, éticos e institucionais. Em 2024, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o número de processos contra médicos disparou: foram 74.358 ações, contra 12.268 no ano anterior — um aumento de 506%. De acordo especialistas, nos últimos anos, a Judicialização da Medicina vem crescendo de forma preocupante, afetando a relação de confiança entre médico e paciente. Para o coordenador do encontro e diretor de Defesa do Exercício Profissional da AMMG, Marcelo Versiani Tavares, encontros como esses permitem um debate sobre temas extremamente relevantes. Durante o primeiro dia de debate foi abordado o tema sobre ‘Publicidade médica, redes sociais e responsabilidade ética’, sob a coordenação do coordenador do encontro, Marcelo Versiani Tavares. De acordo com o presidente da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos do Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (Codame CRM MG), Angelo Adami, é imprescindível, antes de tudo, conhecer as regras, saber dos limites éticos e só assim, agir com clareza e oferecer informações seguras aos pacientes. Participaram da mesa, a jornalista, especialista de marketing em saúde, Deborah Ribeiro; a presidente da Comissão de Direito Médico da Ordem dos Advogados do Brasil – Regional Minas Gerais (OAB/MG), Bárbara Abreu; e o conselheiro do Conselho Federal de Medicina, Marcelo Prado. Na mesa sobre ‘Inteligência artificial na medicina’, sob a coordenação do vice-presidente da AMMG, Gabriel de Almeida Silva Júnior, o infectologista e especialista em Inteligência Artificial, Antônio Toledo, chamou a atenção para o fato de que a IA está aí e não há como negar a sua presença. “É preciso entender que o uso da tecnologia existe para ampliar as habilidades e o conhecimento humano, sem substituí-los. Levando sempre em conta que o uso da tecnologia, incluindo a IA, deve ser feito de forma crítica, ética e eficiente.” Participou da mesa também, o representante da Comissão de Inteligência Artificial da OAB MG, mestre em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). LL.M, pesquisador no Grupo de Estudos em Direito e Tecnologia da UFMG, João Doreto. Com a temática‘Pejotização, contratos e riscos legais para o médico’, sob a coordenação do especialista em direito médico Frederico Ferri, especialistas em direito e medicina abordaram sobre a fragilidade do vínculo entre o médico e os hospitais e como o mercado vem se apresentando, sobretudo, para os médicos jovens.   Segundo a Promotora de Justiça de Defesa da Saúde de Belo Horizonte, Josely Ramos Pontes, é fundamental questionar onde o médico quer estar no mercado, hoje. “Vemos um grande descompasso entre formação e mercado. É importante lembrar que a precarização do trabalho existe muito antes da pejotização, portanto, é preciso mudar o que está por trás disso. E ainda questionarmos, onde o profissional da medicina quer estar daqui 20 ou 30 anos.” Participaram da mesa, o representante da Central dos Hospitais. Presidente da Comissão de Apoio Jurídico a Micro e Pequenas Empresas da OAB/MG, Flávio Carvalho Monteiro de Andrade; o presidente da Federação Nacional das Cooperativas Médicas (Fencom), Sérgio Lages Murta e a desembargadora do Trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, Taísa Macena. Durante a abertura do evento, ao final das palestras do dia 19 de março, o presidente da AMMG, Fábio Augusto de Castro Guerra, reforçou sobre a construção do evento como resultado de cooperação institucional, diálogo permanente e compromisso comum com a qualificação do debate sobre uma saúde ética e de qualidade. “A judicialização da saúde não pode ser analisada de forma fragmentada. Ela dialoga com transformações tecnológicas, mudanças regulatórias, novos modelos contratuais e com a crescente digitalização da prática médica. O cenário é dinâmico e exige reflexão madura, baseada em evidências, responsabilidade ética e respeito às competências técnicas do ato médico.” Estiveram presentes também na solenidade, o presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM MG), Ricardo Hernane Lacerda Gonçalves de Oliveira; a conselheira federal pelo estado de Minas Gerais, Cibele Alves de Carvalho; o presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed MG), André Christiano dos Santos; o presidente da Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), Wagner Eduardo Ferreira; representando a Academia Mineira de Medicina (AMMG), a acadêmica e diretoria Científica da AMMG, Sinara Mônica de Oliveira Leite; a diretora de Regulação de Média e Alta Complexidade em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Juliana de Carvalho.   Debates do segundo dia No dia 20 de março, os debates continuaram com a presença de uma plateia atenta e com a presença de importantes nomes do direito e da medicina. Nas palestras apresentadas foram abordados temas como ‘Violência contra o médico: proteção, segurança e marcos legais’, sob a coordenação do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM MG), Victor Hugo de Melo. De acordo o presidente do Sinmed MG, André Christiano dos Santos, levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), aponta que em média, 12 médicos foram vítimas diariamente de algum tipo de violência em um estabelecimento de saúde no Brasil em 2024. A estimativa é baseada na quantidade de boletins de ocorrência (BOs) registrados nas delegacias de Polícia Civil dos estados brasileiros e do Distrito Federal em 2024. “Ou seja, a cada duas horas, um médico passou por uma situação de ameaça, injúria, desacato, lesão corporal, difamação, furto, entre outros crimes, dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros, laboratórios e outros espaços semelhantes, públicos ou privados. É a maior quantidade da série histórica pesquisada pelo CFM.” Para Santos, o problema tem se agravado devido ao subfinanciamento crônico, falta de planejamento e ineficiência na saúde pública. Médicos e demais profissionais

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AMMG em dia

Março azul

Muita gente não sabe, mas a maioria dos casos de câncer de intestino é prevenível com medidas como: dieta saudável, prática regular de exercícios físicos, peso adequado, consumo moderado de álcool e fim do tabagismo. O histórico familiar também precisa ser levado em conta. Então, cuide-se!! Lembre-se de que a colonoscopia é o exame indicado para avaliar como anda a saúde do seu intestino. É recomendada para pacientes que apresentam sintomas de origem intestinal como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal. Para a população sem sintomas, com o objetivo de prevenir um câncer colorretal, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 10 anos.

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Atenção Sócio AMMG

Devido à atualização do sistema, o site da Associação Médica de Minas Gerais está lento e, por este motivo, a confirmação de pagamento da anuidade pode demorar a aparecer. No entanto, não se preocupe, pois o sistema interno da AMMG está registrando tudo. Caso necessite de uma declaração de quitação, gentileza entrar em contato com a Central de Atendimento: 31 3247 1623.

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Março amarelo

Alerta para diagnóstico precoce da endometriose Condição pode começar na adolescência, comprometer a fertilidade e afetar outros órgãos. A endometriose é uma condição que pode provocar dor intensa, impacto na qualidade de vida e, em alguns casos, infertilidade. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de prevalência é estimada entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. Segundo o presidente do Comitê de Cirurgia e Endoscopia Ginecológica da SOGIMIG, Rodrigo Manieri Rocha, o problema pode surgir ainda na adolescência e não deve ser tratado como algo “normal”. A endometriose é caracterizada por uma formação tecidual com elementos específicos, compostos por células glandulares (semelhantes ao revestimento interno do útero) e fibrose intensa, muito possivelmente de origem congênita. Esse tecido pode estar implantado  nos ovários, no intestino, na bexiga e em estruturas profundas da pelve. Entre os principais sintomas estão dor durante a menstruação, dor nas relações sexuais, dor para evacuar ou urinar, alterações intestinais como constipação ou diarreia e dificuldade para engravidar. Algumas mulheres podem não apresentar sintomas evidentes, o que reforça a importância do acompanhamento ginecológico regular.  “Hoje sabemos que a dor não deve ser considerada normal. Qualquer dor menstrual que cause incômodo e atrapalhe o dia a dia merece investigação”, destaca o especialista. Apesar de historicamente considerada de difícil diagnóstico, a realidade vem mudando. “Com profissionais capacitados e o uso adequado do ultrassom transvaginal, é possível diagnosticar a endometriose com bastante eficiência”, afirma Rodrigo. A demora no diagnóstico, segundo ele, está mais relacionada ao acesso aos exames do que à ausência de métodos diagnósticos. Embora tenha relação com a infertilidade, a maioria das mulheres com a condição engravida espontaneamente. Em casos mais avançados, alternativas como preservação da fertilidade, congelamento de óvulos ou embriões e técnicas de reprodução assistida podem ser consideradas. Além do sistema reprodutivo, a condição pode comprometer outros órgãos. Intestino, bexiga, ureter e, em situações mais raras, diafragma e nervos da pelve. O tratamento inclui terapias hormonais para reduzir a atividade biológica da doença, cirurgia para remoção de lesões em casos específicos e medidas complementares como fisioterapia pélvica, atividade física, alimentação adequada e controle da dor. “É possível que a mulher tenha vida plena mesmo convivendo com a endometriose, desde que haja acompanhamento adequado”, explica. Segundo o médico, dor pélvica recorrente não deve ser ignorada. “Dor não é normal! Não é normal sentir dor intensa na menstruação, dor na relação ou dificuldade importante no funcionamento do intestino ou da bexiga. É fundamental procurar avaliação especializada para identificar a causa e evitar sofrimento desnecessário”, conclui. Sobre a SOGIMIG A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica e para a defesa e a valorização dos profissionais da área. ————————————————- Contato para imprensa: Flávio Amaral Assessoria de Imprensa Sogimig (31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br +Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes.

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Saúde dos rins

Saúde Renal para Todos Cuidando das Pessoas, protegendo o Planeta A doença renal crônica (DRC) é um grande e crescente desafio global de saúde, afetando 1 em cada 10 pessoas em todo o mundo[1]. Frequentemente silenciosa em seus estágios iniciais, a DRC pode progredir despercebida até causar graves consequências à saúde, impactando profundamente indivíduos, famílias e comunidades. A doença aumenta significativamente o risco de complicações cardiovasculares, reduz a qualidade de vida e pode evoluir para insuficiência renal, onde a sobrevivência depende de terapias de substituição renal que mantêm a vida, como diálise ou transplante. Sua carga é distribuída de forma desigual, afetando desproporcionalmente as populações desfavorecidas e exacerbando as desigualdades em saúde existentes.  DETECÇÃO PRECOCE A detecção precoce pode salvar vidas. Testes simples, não invasivos e econômicos, por meio de exames de sangue e urina, podem identificar disfunções renais, permitindo intervenções oportunas que retardam a progressão da doença. A segmentação de populações de alto risco – pessoas com diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade ou histórico familiar de doença renal – é altamente eficaz. Programas comunitários podem expandir o acesso em populações carentes. A detecção precoce da DRC não apenas preserva a função renal, mas também reduz a necessidade de tratamentos que exigem muitos recursos e melhora os resultados a longo prazo. As mudanças ambientais estão agora a agravar este fardo.Os riscos relacionados com o clima – poluição atmosférica, stress térmico, desidratação e fenómenos meteorológicos extremos – agravam os riscos da DRC e aceleram a sua progressão[2]. TRATAMENTO O aumento das temperaturas globais também alimenta a propagação de doenças tropicais que podem danificar os rins. Ao mesmo tempo, os tratamentos para a doença renal terminal, em particular a diálise, são intensivos em recursos: requerem grandes volumes de água, energia e plásticos de utilização única, e geram emissões de gases com efeito de estufa. Uma única sessão de hemodiálise pode ter uma pegada de carbono equivalente a conduzir um carro durante quase 240 quilómetros. Isto cria um ciclo de retroalimentação: a doença renal e as alterações climáticas agravam-se mutuamente. Um ponto de virada global chegou. Na 78ª Assembleia Mundial da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou sua primeira resolução dedicada à doença renal[3]. Esta decisão histórica eleva a saúde renal a uma prioridade global de saúde pública, reconhecendo o Dia Mundial do Rim como uma comemoração formal e incentivando ações de prevenção, conscientização, acesso ao tratamento e redução de riscos ambientais. Chamado à ação: um compromisso de múltiplas partes interessadas para construir um futuro mais saudável, mais equitativo e mais sustentável para a saúde renal, apelamos aos governos, aos sistemas de saúde, à indústria e às comunidades para que ajam em conjunto: Priorizar a prevenção, a detecção precoce e o tratamento oportuno da doença renal. Promover as8 Regras de Ouro para a saúde renal, integrar os testes de DRC aos cuidados de rotina para populações de alto risco e fortalecer as campanhas de conscientização pública para incentivar a detecção precoce e o tratamento preventivo, reduzindo, em última análise, a necessidade de intervenções hospitalares. ACESSO EQUITATIVO Promover o acesso equitativo ao transplante.Expandir o acesso ao transplante preventivo e precoce não só melhora a sobrevivência e a qualidade de vida, como também reduz a dispendiosa dependência da diálise, diminui o desperdício e as emissões de plástico e combate as disparidades globais. Transformar a diálise em direção à sustentabilidade. Acelerar inovações em terapias com menor impacto ambiental, priorizar opções domiciliares, como a diálise peritoneal, e promover práticas ecologicamente corretas, como o reuso de água e a reciclagem de materiais, garantindo que a qualidade do atendimento nunca seja comprometida. INVESTIMENTO Proteger as necessidades dos pacientes em cuidados renais sustentáveis.A sustentabilidade nunca deve ser feita às custas dos pacientes. As iniciativas devem focar em ineficiências sistêmicas (por exemplo, máquinas com eficiência energética, suprimentos livres de toxinas) e incluir a voz dos pacientes para garantir confiança, transparência e cobenefícios. Investir em caminhos de implementação para todos os contextos. Fortalecer políticas e financiamento, construir parcerias entre governos e empresas para apoiar a inovação e apoiar soluções práticas para ambientes com poucos recursos – como transferência de tarefas, clínicas móveis e cicladores manuais de diálise peritoneal. [1] Colaboração GBD para Doença Renal Crônica.Carga global, regional e nacional da doença renal crônica, 1990–2019: uma análise sistemática para o Estudo da Carga Global da Doença de 2019.Lancet. 2020;396: 1–18. doi:10.1016/S0140-6736(20)32336-8 [2] Bowe B, Artimovich E, Xie Y, et al. A carga global e nacional da doença renal crônica atribuível à poluição atmosférica por partículas finas: um estudo de modelagem. BMJ Global Health 2020;5:e002063. doi:10.1136/bmjgh-2019-002063 [3] OMS.Reduzir a carga de doenças não transmissíveis por meio da promoção da saúde renal e do fortalecimento da prevenção e do controle da doença renal. Disponível em: https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/EB156/B156_CONF6-en.pdf (Acessado em: 01 de setembro de 2025). Fonte: https://sbn.org.br/medicos/dia-mundial-do-rim/2026/release/

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