Sociedades de Especialidades

NEFROLOGIA

A Sociedade Mineira de Nefrologia (SMN) é organizada como uma Sociedade Civil e Científica, sem fins lucrativos, e tem funcionamento regulado pelos presentes Estatutos e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis. Defende, em Juízo ou fora dele, os interesses de seus associados, desde que tais interesses possam ser caracterizados como coletivos, difusos ou individuais homogêneos e possam acarretar benefícios, diretos ou indiretos, para os seus associados

O PROFISSIONAL
Nefrologia é uma especialidade médica dedicada ao diagnóstico e tratamento clínico das doenças do sistema urinário, principalmente relacionadas ao rim. O médico especializado nas doenças do sistema urinário chama-se médico nefrologista. No Brasil, o tempo para formar um nefrologista é de 10 anos de estudo (6 anos do curso Médico, 2 anos de residência ou estágio em clínica médica e mais 2 anos de residência ou estágio em nefrologia).

SOCIEDADE MINEIRA NEFROLOGIA

Presidente: Dra. Lilian Pires de Freitas do Carmo

Telefone:

(31) 3247-1616

E-mail:

nefrologia@ammg.org.br

Site:

http://www.smn.org.br/

NOTÍCIAS

Saúde dos rins

Saúde Renal para Todos Cuidando das Pessoas, protegendo o Planeta A doença renal crônica (DRC) é um grande e crescente desafio global de saúde, afetando 1 em cada 10 pessoas em todo o mundo[1]. Frequentemente silenciosa em seus estágios iniciais, a DRC pode progredir despercebida até causar graves consequências à saúde, impactando profundamente indivíduos, famílias e comunidades. A doença aumenta significativamente o risco de complicações cardiovasculares, reduz a qualidade de vida e pode evoluir para insuficiência renal, onde a sobrevivência depende de terapias de substituição renal que mantêm a vida, como diálise ou transplante. Sua carga é distribuída de forma desigual, afetando desproporcionalmente as populações desfavorecidas e exacerbando as desigualdades em saúde existentes.  DETECÇÃO PRECOCE A detecção precoce pode salvar vidas. Testes simples, não invasivos e econômicos, por meio de exames de sangue e urina, podem identificar disfunções renais, permitindo intervenções oportunas que retardam a progressão da doença. A segmentação de populações de alto risco – pessoas com diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade ou histórico familiar de doença renal – é altamente eficaz. Programas comunitários podem expandir o acesso em populações carentes. A detecção precoce da DRC não apenas preserva a função renal, mas também reduz a necessidade de tratamentos que exigem muitos recursos e melhora os resultados a longo prazo. As mudanças ambientais estão agora a agravar este fardo.Os riscos relacionados com o clima – poluição atmosférica, stress térmico, desidratação e fenómenos meteorológicos extremos – agravam os riscos da DRC e aceleram a sua progressão[2]. TRATAMENTO O aumento das temperaturas globais também alimenta a propagação de doenças tropicais que podem danificar os rins. Ao mesmo tempo, os tratamentos para a doença renal terminal, em particular a diálise, são intensivos em recursos: requerem grandes volumes de água, energia e plásticos de utilização única, e geram emissões de gases com efeito de estufa. Uma única sessão de hemodiálise pode ter uma pegada de carbono equivalente a conduzir um carro durante quase 240 quilómetros. Isto cria um ciclo de retroalimentação: a doença renal e as alterações climáticas agravam-se mutuamente. Um ponto de virada global chegou. Na 78ª Assembleia Mundial da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou sua primeira resolução dedicada à doença renal[3]. Esta decisão histórica eleva a saúde renal a uma prioridade global de saúde pública, reconhecendo o Dia Mundial do Rim como uma comemoração formal e incentivando ações de prevenção, conscientização, acesso ao tratamento e redução de riscos ambientais. Chamado à ação: um compromisso de múltiplas partes interessadas para construir um futuro mais saudável, mais equitativo e mais sustentável para a saúde renal, apelamos aos governos, aos sistemas de saúde, à indústria e às comunidades para que ajam em conjunto: Priorizar a prevenção, a detecção precoce e o tratamento oportuno da doença renal. Promover as8 Regras de Ouro para a saúde renal, integrar os testes de DRC aos cuidados de rotina para populações de alto risco e fortalecer as campanhas de conscientização pública para incentivar a detecção precoce e o tratamento preventivo, reduzindo, em última análise, a necessidade de intervenções hospitalares. ACESSO EQUITATIVO Promover o acesso equitativo ao transplante.Expandir o acesso ao transplante preventivo e precoce não só melhora a sobrevivência e a qualidade de vida, como também reduz a dispendiosa dependência da diálise, diminui o desperdício e as emissões de plástico e combate as disparidades globais. Transformar a diálise em direção à sustentabilidade. Acelerar inovações em terapias com menor impacto ambiental, priorizar opções domiciliares, como a diálise peritoneal, e promover práticas ecologicamente corretas, como o reuso de água e a reciclagem de materiais, garantindo que a qualidade do atendimento nunca seja comprometida. INVESTIMENTO Proteger as necessidades dos pacientes em cuidados renais sustentáveis.A sustentabilidade nunca deve ser feita às custas dos pacientes. As iniciativas devem focar em ineficiências sistêmicas (por exemplo, máquinas com eficiência energética, suprimentos livres de toxinas) e incluir a voz dos pacientes para garantir confiança, transparência e cobenefícios. Investir em caminhos de implementação para todos os contextos. Fortalecer políticas e financiamento, construir parcerias entre governos e empresas para apoiar a inovação e apoiar soluções práticas para ambientes com poucos recursos – como transferência de tarefas, clínicas móveis e cicladores manuais de diálise peritoneal. [1] Colaboração GBD para Doença Renal Crônica.Carga global, regional e nacional da doença renal crônica, 1990–2019: uma análise sistemática para o Estudo da Carga Global da Doença de 2019.Lancet. 2020;396: 1–18. doi:10.1016/S0140-6736(20)32336-8 [2] Bowe B, Artimovich E, Xie Y, et al. A carga global e nacional da doença renal crônica atribuível à poluição atmosférica por partículas finas: um estudo de modelagem. BMJ Global Health 2020;5:e002063. doi:10.1136/bmjgh-2019-002063 [3] OMS.Reduzir a carga de doenças não transmissíveis por meio da promoção da saúde renal e do fortalecimento da prevenção e do controle da doença renal. Disponível em: https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/EB156/B156_CONF6-en.pdf (Acessado em: 01 de setembro de 2025). Fonte: https://sbn.org.br/medicos/dia-mundial-do-rim/2026/release/

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Doenças renais crônicas

Seus rins são fundamentais para manter o equilíbrio e o bom funcionamento do organismo. Mantenha hábitos de vida saudáveis e realize seus exames periodicamente. O diagnóstico precoce pode evitar doenças renais crônicas. #ammg #prevenção #rins #diagnósticoprecoce

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Multidisciplinar Diabetes

Encontro reforça um olhar amplo sob a Diabetes Reunião multidisciplinar reúne médicos de várias especialidades para falar sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento Reunião Multidisciplinar: Diabetes – Atualizações no Diagnóstico e TratamentoData: 02/12Horário: 8h às 12hLocal: Centro de Convenções e Eventos da AMMG. Avenida João Pinheiro, 161, Centro, BH.Inscrições: https://doity.com.br/rmdiabetes Acontece no dia dois de dezembro, a Reunião Multidisciplinar Diabetes: Atualizações no Diagnóstico e Tratamento, organizada pela Associação Médica de Minas Gerais. O encontro será realizado no Centro de Convenções e Eventos da AMMG, de 8h às 12h, e tem como líder a Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO). Participam também a Sociedade Mineira de Nefrologia (SMN), Sociedade Brasileira De Endocrinologia e Metabologia – Regional Minas Gerais (SBEM MG), Associação Mineira de Gastroenterologia e Nutrição de Minas Gerais (AMGN) e Sociedade Mineira de Cardiologia (SMC). Dados divulgados na décima edição do Atlas do Diabetes, em 2021, da Federação Internacional de Diabetes (IDF), mostram que 537 milhões de pessoas têm a doença no mundo. Entre 2019 e 2021, houve um aumento de 74 milhões de casos. O documento destaca ainda que mais de 80% dos adultos com diabetes vivem em países em desenvolvimento. A projeção global do Atlas, em 2025, era de 438 milhões de brasileiros. No entanto, essa previsão já foi ajustada para 463 milhões em 2022. O Brasil é o 5º país com maior incidência de pacientes diagnosticados no mundo, com mais de 16,8 milhões de casos em pessoas entre 20 e 79 anos, ficando atrás somente da China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. A estimativa da incidência da doença em 2030 chega a 21,5 milhões de brasileiros. A diabetes é responsável por milhões de mortes anuais, sendo só em 2021 mais de seis milhões de óbitos, um a cada cinco segundos. Essa é a doença que mais gera custo, gastos e despesas para todos os envolvidos. Segundo o Atlas de Diabetes IDF, em 2021 foram gastos, no mundo, mais de 65 bilhões de dólares com os desfechos de diabetes. Na América do Sul, um a cada 11 adultos já têm o diagnóstico de diabetes e nos últimos dez anos houve um aumento de 26,61% no número de pacientes diabéticos no Brasil. Para a diretora científica da AMMG, Sinara Mônica de Oliveira Leite, a doença é grave e é importante que medidas de conscientização e prevenção sejam adotadas em caráter de urgência. “Nossa iniciativa de reunir médicos de diversas especialidades tem como objetivo estimular a troca de experiências, rever protocolos de manejo e, sobretudo, reforçar a importância do trabalho de todos junto a seus pacientes sobre como é possível prevenir e, em caso da doença instalada, a necessidade de um cuidado multidisciplinar.” De acordo com o diretor da SMO, Luiz Carlos Molinari, o acompanhamento do diabetes deve ser realizado por uma equipe multiprofissional, composta por médicos de diversas especialidades, como endocrinologista, oftalmologista, angiologista, cirurgião vascular, cardiologista e nefrologista, além de nutricionista, educador físico e psicólogo. “Sem o acompanhamento e controle adequados, é possível haver uma série de complicações, como retinopatia diabética, glaucoma, catarata, infecções na pele que podem levar a amputação, o chamado pé diabético e graves complicações renais, que podem levar inclusive a diálise.” Existe mais de um tipo de diabetes. Quais são eles? Quais os sintomas mais frequentes? Fonte: CBO l

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