Autor: Nétali

Ginecologia e Obstetrícia

Menopausa além dos hormônios

Menopausa além dos hormônios: Nova opção amplia tratamento para ondas de calor Aprovado pela Anvisa, medicamento não hormonal pode beneficiar mulheres com contraindicação à terapia hormonal Ondas de calor intensas, suores noturnos, noites mal dormidas e impacto na rotina de trabalho ainda são sintomas que impactam muitas mulheres.  A aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de uma nova opção não hormonal para tratar sintomas vasomotores moderados a intensos associados ao climatério amplia as possibilidades de cuidado, especialmente para pacientes que não podem ou não desejam fazer terapia hormonal. O medicamento fezolinetanto, aprovado no Brasil em junho de 2026, atua de forma diferente da terapia hormonal tradicional. Em vez de repor estrogênio, ele age em uma região do cérebro relacionada ao controle da temperatura corporal, ajudando a reduzir ondas de calor e suores noturnos. Segundo a médica ginecologista e membro da diretoria da Sogimig, Gisele Vissoci Marquini, a novidade representa um avanço importante para mulheres que conviviam com sintomas intensos e poucas alternativas terapêuticas. “Para mulheres com contraindicação à terapia hormonal, essa possibilidade representa uma ressignificação do tratamento do climatério. É uma forma de devolver qualidade de vida para pacientes que muitas vezes ouviam que não havia muito a ser feito”, explica. Entre as pacientes que podem ser mais impactadas estão mulheres com histórico ou tratamento atual de câncer de mama, câncer de endométrio, sangramentos uterinos sem diagnóstico definido, antecedentes de trombose e doenças cardiovasculares importantes, situações que exigem cautela ou podem contraindicar a terapia hormonal convencional. A alternativa também pode ser considerada para mulheres que, mesmo após orientação médica, não se sentem seguras para utilizar hormônios. Apesar do avanço, a especialista reforça que o tratamento não deve ser entendido como substituto automático da terapia hormonal. Segundo ela, cada abordagem tem indicações, benefícios e limitações. “A terapia hormonal pode atuar em diferentes aspectos da menopausa, como melhora de sintomas genitourinários, melhor desempenho do metabolismo, prevenção de perda de massa óssea e outros efeitos relacionados à queda hormonal. Já o fezolinetanto tem ação voltada principalmente para ondas de calor e sudorese noturna. Por isso, ele não substitui necessariamente a terapia hormonal, mas amplia as opções de tratamento”, afirma. Os sintomas vasomotores podem afetar diretamente a vida diária das mulheres. As ondas de calor, especialmente à noite, prejudicam o sono e, consequentemente, a disposição, o desempenho no trabalho, os relacionamentos e a saúde emocional. “Quando conseguimos controlar os sintomas noturnos, muitas mulheres retomam sua rotina com mais energia, melhor sono e mais qualidade de vida. Não se trata apenas de aliviar calorões, mas de reduzir um impacto que pode ser físico, emocional e social”, destaca Gisele. A nova opção também muda a conversa no consultório. Para a médica, ampliar as opções terapêuticas fortalece a autonomia da paciente e permite decisões mais compartilhadas entre profissional e mulher. “Essa alternativa abre novas oportunidades para que a paciente participe ativamente da decisão sobre o próprio tratamento. Ela pode entender as possibilidades, avaliar riscos e benefícios e escolher, junto com o médico, o caminho mais adequado para sua realidade”, pontua. Antes de iniciar qualquer tratamento para sintomas da menopausa, a orientação é passar por avaliação médica. Mesmo quando a opção escolhida não é hormonal, a consulta ginecológica continua sendo fundamental para rastreamento de câncer de mama, investigação de sangramentos, avaliação do endométrio e prevenção de doenças cardiovasculares. Atendimento individualizado “O climatério é uma oportunidade importante para olhar a saúde da mulher de forma global. Independentemente de usar ou não terapia hormonal, é essencial manter consultas regulares e realizar os exames recomendados”, reforça. Para a especialista, a chegada de novas alternativas também evidencia que o climatério não deve ser tratado como uma experiência igual para todas. Sintomas, riscos, histórico pessoal, preferências e expectativas precisam ser considerados na escolha terapêutica. “As mulheres são diferentes, e o tratamento deve respeitar essa individualidade. Quando o cuidado é individualizado e respaldado pela medicina baseada em evidências, a chance de adesão e sucesso é maior”, afirma. As mulheres que convivem com sintomas intensos não devem normalizar o sofrimento. Vergonha, medo e desinformação ainda afastam muitas pacientes do atendimento adequado. “Não sofram caladas. Busquem orientação com profissionais de confiança e evitem informações desencontradas, especialmente nas redes sociais. A menopausa não é o fim; é o início de uma nova fase, que pode ser vivida com saúde, acolhimento e qualidade de vida”, conclui. Sobre a SogimigA Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Trabalha para a atualização científica e para a defesa e valorização dos profissionais da área. Contato para imprensa:Flávio AmaralAssessoria de Imprensa Sogimig(31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br+Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes.

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Aclamação chapa única

Às 19h do dia 17 agosto, segunda-feira, a chapa única, regularmente homologada para a diretoria da Associação Médica de Minas Gerais (gestão 2026-2029), será aclamada na sede da entidade, por deliberação da Comissão Eleitoral da AMMG. Saiba quem são os futuros diretores da chapa ‘Experiência que sustenta. Inovação que transforma.’: Presidente: Gabriel de Almeida Silva JúniorVice-presidente: Regina de Fátima Barbosa EtoSecretário-Geral: Clécio Ênio Murta de Lucena1ª Secretária: Maria do Carmo Barros de MeloDiretor Administrativo: Paulo Roberto RepsoldDiretor Administrativo Adjunto: Márcio Silva FortiniDiretora Científica: Sinara Mônica de Oliveira LeiteDiretor Científico Adjunto: Agnaldo Soares LimaDiretor Financeiro: Rogério de Castro PereiraDiretor Financeiro Adjunto: Alcebíades Vitor Leal FilhoDiretora de Comunicação e Marketing: Walnéia Cristina de Almeida MoreiraDiretor de Comunicação e Marketing Adjunto: Leonardo Campos de QueirozDiretor de Defesa do Exercício Profissional: Marcelo Versiani TavaresDiretora de Defesa do Exercício Profissional Remuneração: Cathia Costa Carvalho RabeloDiretora de Defesa do Exercício Profissional Assuntos Legislativos: Inessa Beraldo de Andrade BonomiDiretora de Benefícios: Aline Camille YehiaDiretor de Promoções Culturais: Erickson Ferreira GontijoDiretor de Assuntos do Interior: Fábio Augusto de Castro GuerraDiretor de Assuntos do Interior Adjunto: João Thomaz da CostaDiretor de Assuntos do Interior Adjunto: Luiz Henrique de Souza PintoDiretora de Assuntos do Interior Adjunta: Maria Tereza Maia Penido RebelloDiretora de Assuntos do Interior Adjunta: Rosângela Maria de AlmeidaDiretora de Assuntos do Interior Adjunta: Rosimara Moraes Bonfim

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Nova edição Jornal AMMG

📰 A edição de junho/julho do Jornal da AMMG traz na reportagem de capa o tema ‘Medicina de hoje, passado e futuro: o que esperar’. ‼️O Brasil já soma cerca de 635 mil médicos ativos, segundo o Conselho Federal de Medicina, enquanto o número de cursos e vagas continua crescendo. ‼️Ao mesmo tempo, o mercado se transformou, com novas formas de atuação, uso de tecnologia e maior exigência de habilidades além do conhecimento técnico. Por isso, decidir cursar medicina exige uma análise consciente do mercado, do perfil profissional e das oportunidades da área, sem perder nunca o sentido maior que é o de cuidar do próximo. Acesse aqui! LEIA MAIS ✅Ponto de Vista: Desafios para garantir a segurança do paciente ✅Entrevista: Transplantes de órgãos desafiam barreiras ✅Acesso a UTI’s não é igualitário

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Doença do Olho Seco

⁉️ O que é o Olho Seco?Também conhecido como Síndrome do Olho Seco ou Doença do Olho Seco, ocorre quando há redução na quantidade e/ou alteração na qualidade e distribuição da lágrima na superfície ocular, resultando em sintomas de ressecamento ocular, sensação de areia nos olhos e visão embaçada. 👁️‍🗨️ Se você suspeita ter Olho Seco ou está frequentemente exposto a fatores desencadeantes como uso prolongado de dispositivos eletrônicos ou uso inadequado de lentes de contato, é importante procurar um oftalmologista para avaliação específica do seu caso a fim de determinar o tratamento adequado. ‼️A Associação Médica de Minas Gerais ilumina a sua sede e junto à Sociedade Mineira de Oftalmologia chama a atenção este mês. ammg #smo #olhoseco #usodetelaprolongado

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Eleição AMMG 2026

Em razão da existência de chapa única, regularmente homologada para a diretoria da Associação Médica de Minas Gerais (gestão 2026-2029), a eleição será realizada por aclamação, dia 17 de agosto de 2026 , às 8h, deliberação da Comissão Eleitoral da AMMG. Saiba quem são os futuros diretores da chapa ‘Experiência que sustenta. Inovação que transforma.’: Presidente: Gabriel de Almeida Silva JúniorVice-presidente: Regina de Fátima Barbosa EtoSecretário-Geral: Clécio Ênio Murta de Lucena1ª Secretária: Maria do Carmo Barros de MeloDiretor Administrativo: Paulo Roberto RepsoldDiretor Administrativo Adjunto: Márcio Silva FortiniDiretora Científica: Sinara Mônica de Oliveira LeiteDiretor Científico Adjunto: Agnaldo Soares LimaDiretor Financeiro: Rogério de Castro PereiraDiretor Financeiro Adjunto: Alcebíades Vitor Leal FilhoDiretora de Comunicação e Marketing: Walnéia Cristina de Almeida MoreiraDiretor de Comunicação e Marketing Adjunto: Leonardo Campos de QueirozDiretor de Defesa do Exercício Profissional: Marcelo Versiani TavaresDiretora de Defesa do Exercício Profissional Remuneração: Cathia Costa Carvalho RabeloDiretora de Defesa do Exercício Profissional Assuntos Legislativos: Inessa Beraldo de Andrade BonomiDiretora de Benefícios: Aline Camille YehiaDiretor de Promoções Culturais: Erickson Ferreira GontijoDiretor de Assuntos do Interior: Fábio Augusto de Castro GuerraDiretor de Assuntos do Interior Adjunto: João Thomaz da CostaDiretor de Assuntos do Interior Adjunto: Luiz Henrique de Souza PintoDiretora de Assuntos do Interior Adjunta: Maria Tereza Maia Penido RebelloDiretora de Assuntos do Interior Adjunta: Rosângela Maria de AlmeidaDiretora de Assuntos do Interior Adjunta: Rosimara Moraes Bonfim

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Exposição coletiva

Otto Cirne recebe mostra coletiva Durante o mês de julho, o Espaço Cultural Otto Cirne abriga a exposição ‘Sonhos, memórias e viagens’. A mostra coletiva recebe peças de 23 artistas, entre eles a curadora e professora de Educação Artística Jônia Vieira. Ela reuniu seus alunos do grupo ‘Vida em cores 60+’ do qual, na técnica acrílica sobre tela, rememoram andanças por cenários interioranos e urbanos de cidades brasileiras e também do exterior. A trajetória da curadora nas artes começou há 30 anos com sua formação na Escola Guignard. “Lecionei para crianças, adolescentes e adultos e há 15 anos ensino pintura para pessoas acima dos 60 anos, no Centro de Referência da Pessoa Idosa (CRPI), um núcleo da Prefeitura de Belo Horizonte, onde sou funcionária.” Ela impulsiona seus alunos a ressignificarem a atividade laboral, já que a maioria já se aposentou na profissão. O trabalho de confecção da mostra iniciou em novembro passado quando o grupo começou a pensar em um tema central. Com tempo para se dedicarem não apenas à pintura, colocaram em prática a realização de sonhos por meio de memórias criadas em viagens. Os registros dos passeios foram transpostos para as telas, muitos fidedignos às fotografias e outros desenhados somente a partir do resgate das lembranças. Os pintores viajantes são: Amália Santos, Ana Santos, Antônio Afonso, Antônio Astrogésio, Carmen Oliveira, Cláudia Oliveira, Efigênia Bittencourt, Elina Magalhães, Elizabeth Almeida, Elisabeth Marcondes, Gilza Vieira, Jônia Vieira, Leda Fróes, Luciano Rosental, Maria Fidelis, Maria Lúcia Rodrigues, Mazza Borone, Nadir Braga, Neide Tavares, Regina Campos, Sílvia Yung, Sônia Alves e Vera Alves. Todos pintam no estilo figurativo. A experiência bem sucedida apresentou a pintura aos sexagenários que, na maioria, tiveram o seu primeiro contato com essa atividade artística. “Tenho alunos de 60, 70, 80 anos, sendo que a mais velha hoje está com 87 anos.” A aluna Maria Fidelis relata que desde 2023 aprendeu muito no CRPI, dando seus primeiros passos na pintura. “Quando soube pela professora Jônia que eu participaria de uma exposição externa fiquei muito feliz, é a realização de um sonho”, destaca. Situado no bairro Caiçara, em Belo Horizonte, o Centro é dirigido por Renata Mouram com coordenação de Giovanna Macedo. “Quem quiser participar, pode me contatar”, explica Veira. As obras de ‘Sonhos, memórias e viagens’ serão comercializadas e exibidas até o final de julho, de 8h às 21h, de segunda a sábado. O Espaço Cultural Otto Cirne está localizado no hall de entrada do Centro de Convenções e Eventos da Associação Médica de Minas Gerais e é destinado à exposição de obras de arte de autoria de associados e seus dependentes. Médicos não associados e artistas não médicos podem utilizar o espaço, dependendo da disponibilidade na agenda. Interessados devem entrar em contato com a Assessoria de Comunicação, pelo telefone (31) 3247 1608 ou pelo e-mail comunicacao@ammg.org.br.

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Ato Médico seguro

Brasil ganha uma plataforma online para proteger a população de abusos causados por pessoas que desrespeitam a Lei do Ato Médico O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou hoje, (28), a plataforma Medicina Segura (acesse AQUI). Por meio dessa ferramenta, os médicos poderão registrar relatos de pacientes que enfrentam danos causados por atendimentos realizados por não médicos, mas que por lei são exclusivos de profissionais da medicina. Trata-se de uma iniciativa que busca coibir práticas que colocam o paciente em risco e desrespeitam a legislação. “Quando o paciente tem alguma intercorrência, ele procura o médico, que busca ajudar na solução do problema causado por pessoas sem formação em medicina. Muitas vezes, esses danos podem resultar em adoecimento, sequelas irreversíveis. Em casos extremos, mortes ocorrem”, ressaltou Rosylane Rocha, 2ª vice-presidente do CFM, coordenadora desse projeto e relatora da Resolução CFM nº 2.453/2026, que criou a estrutura de funcionamento dessa estratégia. Por meio da plataforma Medicina Segura, apenas médicos, identificados por dados cadastrais, poderão preencher um questionário on-line com informações sobre o procedimento realizado e os problemas gerados; o perfil do paciente atendido e da pessoa responsável pelo atendimento malsucedido; e o local onde foi realizado o procedimento de forma irregular. Há campos para anexar fotos, exames, prescrições, laudos e outros documentos relacionados ao fato. Para ter acesso e fazer a denúncia na plataforma, os médicos deverão estar com o e-mail atualizado na base de dados do CFM. Essa atualização é fundamental, pois a ferramenta exigirá autenticação em dois fatores, sendo que o link com o código de acesso será enviado para o e-mail cadastrado. A plataforma funcionará como mecanismo de coleta de denúncias e relatos de problemas gerados por atendimentos irregulares. Todas as informações serão recebidas pelo CFM, que fará a distribuição para os Conselhos Regionais dos estados onde os casos aconteceram. Os CRMs, após analisarem cada caso, poderão acionar o apoio de órgãos de controle e fiscalização, como a Polícia Civil, o Ministério Público, a Vigilância Sanitária e o Procon para que esses órgãos tomem medidas visando a responsabilização dos autores dos danos. Essa iniciativa integra o Projeto Medicina Segura o qual, após debates realizados em quatro fóruns nacionais para discussão do tema, levou à formação de um Pacto com esse nome. Esse acordo, capitaneado pelo CFM, junta mais de 65 organizações públicas e privadas que aceitaram unir forças para trabalharem em prol da segurança dos pacientes. Assinaram o Pacto, por exemplo, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), a Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF) e o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), além de várias sociedades de especialidade e os 27 Conselhos Regionais de Medicina. Acesse a lista completa AQUI.   Para tanto, o Pacto prevê a produção de documentos e cartilhas para conscientização da população e de profissionais sobre o tema. O Pacto também atua na organização de eventos, cursos e produção de conteúdo, que ajudam na proteção dos interesses da população. “Infelizmente, no Brasil, muitas pessoas não têm a menor responsabilidade ao realizarem atos invasivos que, mesmo os médicos, evitam fazer. Essa é uma questão urgente, de vida e de morte. Espero que a Plataforma e o Pacto Medicina Segura ajudem a proteger o nosso povo de pessoas criminosas e inconsequentes”, cravou Rosylane Rocha. Para saber mais sobre o Pacto, acesse o Guia Medicina Segura. Ato Médico Perfeito – Além de oferecer um suporte para que os médicos denunciem as intercorrências causadas por outros profissionais, o CFM também tem atuado na Justiça para derrubar resoluções de outros conselhos que tentam usurpar competências exclusivas da medicina. Nos últimos anos, o CFM obteve dez decisões favoráveis em ações ajuizadas contra os conselhos de fisioterapia, enfermagem e fonoaudiologia. Ações do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo e dos conselhos federais de enfermagem, fonoaudiologia e biomedicina questionando resoluções da medicina também foram indeferidas na Justiça pelo CFM. Fonte: Conselho Federal de Medicina

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Dia Mundial sem Tabaco

Tiradentes recebe palestra sobre tabagismo Especialistas levam à histórica cidade mineira importantes dados sobre os problemas causados pelo ato de fumar Palestra: ‘Tabagismo: estratégias de prevenção e cessação’ Data: 29 de maio, sexta-feira Horário: 13h às 16h30 Local: Centro Cultural Yves Alves – Rua Direita, 168, Tiradentes (MG) Inscrições: https://acesse.one/cwKp7 No dia 29 de maio, em Tiradentes (MG), a presidente da Comissão de Controle do Tabagismo Alcoolismo e Uso de Outras Drogas da Associação Médica de Minas Gerais (Contad AMMG), Maria das Graças Rodrigues, e o especialista em pneumologia sanitária Pedro Daibert de Navarro apresentam aos profissionais de saúde da região a palestra ‘Tabagismo: estratégias de prevenção e cessação’. O ‘Dia Mundial sem Tabaco’ é celebrado no dia 31 de maio desde 1987, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) chamou atenção para o tema. O objetivo maior é o de levar informações à sociedade, divulgar dados relevantes e sensibilizar legisladores e tomadores de decisão sobre as doenças evitáveis relacionadas ao tabagismo. O Brasil interrompeu a trajetória de queda do tabagismo, após estagnar desde 2019, o número de fumantes no país voltou a subir em 2024. Hoje, 11,6% da população adulta se declara fumante de cigarro convencional, contra 9,3% em 2023. Os dados são da pesquisa preliminar anual da Vigitel, a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. O aumento de 25% acende um alerta, especialmente no contexto de popularização dos cigarros eletrônicos.  A presidente da Contad AMMG explica a necessidade de abordar frequentemente a temática entre médicos e demais profissionais da saúde. Este ano, segunda ela, serão debatidos a epidemiologia do tabagismo, tabagismo ativo e passivo, iniciação ao uso do tabaco, políticas públicas e ambientes 100% livre do tabaco, dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), conceitos básicos na abordagem e tratamento do fumante. “Além da palestra aos colegas de profissão, estou sempre aberta a conceder entrevistas, pois os veículos de comunicação têm grande abrangência, chegando rapidamente à comunidade”, enfatiza. Rodrigues completa que o tabagismo constitui fator de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, além de estar associado a outras doenças crônicas não transmissíveis. “Também é um importante fator de risco para o desenvolvimento de enfermidades como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata, entre outras.” De acordo com ela, o tabaco fumado, em qualquer uma de suas formas – principalmente os cigarros, que são o produto mais consumido no país, é responsável pela maior parte dos casos de câncer de pulmão e constitui fator de risco significativo para doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, acidentes cerebrovasculares e infarto agudo do miocárdio. “Os produtos que não produzem fumaça são ainda associados ao desenvolvimento de cânceres de cabeça e pescoço, esôfago e pâncreas, assim como a diversas patologias buco – dentais.” Mais dados e outras informações com a presidente da Contad AMMG. Contatos pela Assessoria de Imprensa da Associação Médica de Minas Gerais: (31) 3247 1630 ou 3247 1639.

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Ginecologia e Obstetrícia

Pré-eclâmpsia

Pré-eclâmpsia: a ameaça silenciosa que ainda desafia a medicina e coloca mães e bebês em risco No Dia da Conscientização da Pré-eclâmpsia (22/5), especialista detalha os riscos, os sinais de alerta e as estratégias de prevenção que podem salvar vidas. Ela atinge entre 3% e 8% das gestações no Brasil. Em países em desenvolvimento, como o nosso, a incidência pode ser até quatro vezes maior do que em nações mais ricas. Na América Latina, responde por cerca de 20% a 25% das mortes maternas. E, segundo dados do Ministério da Saúde, está por trás de aproximadamente 82 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. Os números ajudam a dimensionar um problema que, apesar de conhecido e monitorado, ainda representa uma das principais ameaças à saúde de mães e bebês: a pré-eclâmpsia. É com esse pano de fundo que o Dia de Conscientização da doença, em 22 de maio, ganha ainda mais relevância. Não se trata de uma condição rara, tampouco simples. Como explica a ginecologista e obstetra Angelica Debs, especialista em medicina fetal e gravidez de alto risco e integrante da diretoria da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), a pré-eclâmpsia é uma doença complexa, multifatorial e muitas vezes imprevisível. “Ela não é apenas pressão alta na gravidez. É uma síndrome que pode comprometer vários órgãos da mulher e também o desenvolvimento do bebê”, afirma. O diagnóstico começa com a elevação da pressão arterial — acima de 140 por 90 mmHg — após a 20ª semana de gestação em uma paciente que antes não era hipertensa. Mas não para por aí. “Antigamente, o inchaço era um critério, e a perda de proteína na urina era obrigatória para o diagnóstico. Hoje, o conceito é mais amplo e foca nos sinais de danos a órgãos-alvo, o que torna o diagnóstico mais complexo e reforça a necessidade de acompanhamento “, explica a médica, acrescentando que alterações laboratoriais, sinais de lesão em órgãos como fígado e rins, ou indícios de insuficiência placentária já são suficientes para caracterizar o quadro. A placenta, aliás, está no centro da doença. Quando não se desenvolve adequadamente, passa a funcionar de forma insuficiente, comprometendo a chegada de nutrientes e também de oxigênio ao feto. “É como se fosse o pulmão do bebê. Se ela falha, todo o sistema é afetado”, resume. O resultado pode ser dramático: bebês com restrição de crescimento, maior risco de sofrimento fetal, prematuridade e até morte intrauterina. Um inimigo com muitas faces A pré-eclâmpsia também desafia pela forma como se apresenta. Não existe um único padrão. Algumas pacientes têm hipertensão evidente; outras manifestam apenas alterações silenciosas em exames laboratoriais, como elevação de enzimas hepáticas, queda de plaquetas ou complicações pulmonares. Essa variabilidade dificulta o diagnóstico e reforça a importância do acompanhamento contínuo. Hoje, a classificação da doença não fala mais em “leve” ou “grave”, mas em pré-eclâmpsia precoce — antes de 34 semanas, geralmente mais agressiva — e tardia, que responde por cerca de 70% dos casos. Há ainda os quadros que surgem já a termo, após 37 semanas. Em qualquer uma dessas formas, o risco existe. No extremo mais grave está a eclâmpsia, quando a paciente desenvolve convulsões causadas por alterações cerebrais. É uma emergência médica. Sintomas como dor de cabeça intensa, alterações visuais e dor epigástrica podem ser sinais de alerta. Sem intervenção rápida, o risco de morte materna e fetal é real. O impacto da doença não termina no parto. Mulheres que tiveram pré-eclâmpsia carregam um risco aumentado, ao longo da vida, para hipertensão crônica, síndrome metabólica e acidente vascular cerebral. As mulheres também podem enfrentar sequelas neurológicas — um aspecto ainda pouco visível nas estatísticas. Prevenção: as etapas que salvam vidas Apesar da gravidade, grande parte dos casos pode ser evitada ou controlada com diagnóstico precoce. O pré-natal é a principal ferramenta. Ainda no primeiro trimestre, é possível identificar mulheres com maior risco por meio da história clínica, da aferição da pressão arterial e de exames como o Doppler das artérias uterinas. Nesses casos, o uso de aspirina em baixa dose, iniciado antes da 16ª semana, pode reduzir drasticamente a incidência, especialmente das formas mais graves. O controle do ganho de peso e a prática de atividade física regular também são fatores de proteção importantes. Mas a realidade ainda está aquém do ideal. “São mortes evitáveis”, reforça a especialista. “Precisamos melhorar o acesso ao pré-natal de qualidade, investir em diagnóstico e ampliar políticas públicas.” Vivência e motivação É justamente esse cenário que move a atuação e a pesquisa de Angelica Debs há mais de duas décadas. Com apoio do CNPQ, ela investiga novas formas de prever a doença antes que ela se manifeste clinicamente. Uma das frentes mais promissoras é o estudo do Doppler da artéria oftálmica, um exame capaz de identificar alterações vasculares precoces na gestante. Mas o envolvimento com o tema não é apenas científico. É também pessoal. A médica viveu, na própria pele, a experiência da pré-eclâmpsia durante a gravidez da segunda filha, que nasceu prematura, com restrição de crescimento, e precisou de cuidados intensivos. “Foi uma experiência muito difícil, mas que me motivou a estudar a doença e ajudar outras mulheres a não passarem pelo mesmo”, relata. Histórias como essa ajudam a traduzir o que os números mostram: a pré-eclâmpsia não é apenas uma estatística. É uma condição que atravessa vidas, famílias e sistemas de saúde. E que, apesar de conhecida, ainda exige atenção constante. Diante de uma doença silenciosa e potencialmente devastadora, ignorar os sinais não é uma opção. “Diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e acesso à informação podem fazer a diferença entre uma gestação saudável e um desfecho grave”, reforça a especialista. “Neste 22 de maio, a conscientização é o primeiro passo para mudar essa realidade”. Sobre a Sogimig A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica e para a defesa e a valorização dos profissionais da

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Atenção, oftalmologistas!

Prezados Oftalmologistas, Circulam nas redes sociais informações equivocadas sobre supostas decisões judiciais que teriam autorizado optometristas a realizarem exames de vista, prescrição de lentes de grau e outros atos privativos da medicina. É importante esclarecer que nenhuma decisão judicial alterou as disposições da Lei nº 12.842/2013, tampouco o entendimento técnico do Conselho Federal de Medicina, exposto no Parecer CFM nº 14/2024 e na Resolução CFM nº 2.416/2024. Permanecem sendo atos privativos do médico: o diagnóstico de doenças;a definição de prognóstico;a prescrição de tratamentos;a prescrição de lentes corretivas;a adaptação de lentes de contato. Da mesma forma, continuam proibidas: a realização e oferta de exames de vista em óticas;a manutenção de consultórios ópticos;a prática de venda casada entre exames e comercialização de lentes ou óculos. O julgamento da ADPF 131 não regulamentou a optometria, não criou conselho profissional e não autorizou a prática de atos médicos por optometristas. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia segue atuando firmemente na defesa do ato médico oftalmológico e da segurança da saúde visual da população brasileira. Atenciosamente,Departamento JurídicoConselho Brasileiro de Oftalmologia

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