Autor: Nétali

AMMG em dia

Ato Médico seguro

Brasil ganha uma plataforma online para proteger a população de abusos causados por pessoas que desrespeitam a Lei do Ato Médico O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou hoje, (28), a plataforma Medicina Segura (acesse AQUI). Por meio dessa ferramenta, os médicos poderão registrar relatos de pacientes que enfrentam danos causados por atendimentos realizados por não médicos, mas que por lei são exclusivos de profissionais da medicina. Trata-se de uma iniciativa que busca coibir práticas que colocam o paciente em risco e desrespeitam a legislação. “Quando o paciente tem alguma intercorrência, ele procura o médico, que busca ajudar na solução do problema causado por pessoas sem formação em medicina. Muitas vezes, esses danos podem resultar em adoecimento, sequelas irreversíveis. Em casos extremos, mortes ocorrem”, ressaltou Rosylane Rocha, 2ª vice-presidente do CFM, coordenadora desse projeto e relatora da Resolução CFM nº 2.453/2026, que criou a estrutura de funcionamento dessa estratégia. Por meio da plataforma Medicina Segura, apenas médicos, identificados por dados cadastrais, poderão preencher um questionário on-line com informações sobre o procedimento realizado e os problemas gerados; o perfil do paciente atendido e da pessoa responsável pelo atendimento malsucedido; e o local onde foi realizado o procedimento de forma irregular. Há campos para anexar fotos, exames, prescrições, laudos e outros documentos relacionados ao fato. Para ter acesso e fazer a denúncia na plataforma, os médicos deverão estar com o e-mail atualizado na base de dados do CFM. Essa atualização é fundamental, pois a ferramenta exigirá autenticação em dois fatores, sendo que o link com o código de acesso será enviado para o e-mail cadastrado. A plataforma funcionará como mecanismo de coleta de denúncias e relatos de problemas gerados por atendimentos irregulares. Todas as informações serão recebidas pelo CFM, que fará a distribuição para os Conselhos Regionais dos estados onde os casos aconteceram. Os CRMs, após analisarem cada caso, poderão acionar o apoio de órgãos de controle e fiscalização, como a Polícia Civil, o Ministério Público, a Vigilância Sanitária e o Procon para que esses órgãos tomem medidas visando a responsabilização dos autores dos danos. Essa iniciativa integra o Projeto Medicina Segura o qual, após debates realizados em quatro fóruns nacionais para discussão do tema, levou à formação de um Pacto com esse nome. Esse acordo, capitaneado pelo CFM, junta mais de 65 organizações públicas e privadas que aceitaram unir forças para trabalharem em prol da segurança dos pacientes. Assinaram o Pacto, por exemplo, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), a Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF) e o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), além de várias sociedades de especialidade e os 27 Conselhos Regionais de Medicina. Acesse a lista completa AQUI.   Para tanto, o Pacto prevê a produção de documentos e cartilhas para conscientização da população e de profissionais sobre o tema. O Pacto também atua na organização de eventos, cursos e produção de conteúdo, que ajudam na proteção dos interesses da população. “Infelizmente, no Brasil, muitas pessoas não têm a menor responsabilidade ao realizarem atos invasivos que, mesmo os médicos, evitam fazer. Essa é uma questão urgente, de vida e de morte. Espero que a Plataforma e o Pacto Medicina Segura ajudem a proteger o nosso povo de pessoas criminosas e inconsequentes”, cravou Rosylane Rocha. Para saber mais sobre o Pacto, acesse o Guia Medicina Segura. Ato Médico Perfeito – Além de oferecer um suporte para que os médicos denunciem as intercorrências causadas por outros profissionais, o CFM também tem atuado na Justiça para derrubar resoluções de outros conselhos que tentam usurpar competências exclusivas da medicina. Nos últimos anos, o CFM obteve dez decisões favoráveis em ações ajuizadas contra os conselhos de fisioterapia, enfermagem e fonoaudiologia. Ações do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo e dos conselhos federais de enfermagem, fonoaudiologia e biomedicina questionando resoluções da medicina também foram indeferidas na Justiça pelo CFM. Fonte: Conselho Federal de Medicina

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AMMG em dia

Dia Mundial sem Tabaco

Tiradentes recebe palestra sobre tabagismo Especialistas levam à histórica cidade mineira importantes dados sobre os problemas causados pelo ato de fumar Palestra: ‘Tabagismo: estratégias de prevenção e cessação’ Data: 29 de maio, sexta-feira Horário: 13h às 16h30 Local: Centro Cultural Yves Alves – Rua Direita, 168, Tiradentes (MG) Inscrições: https://acesse.one/cwKp7 No dia 29 de maio, em Tiradentes (MG), a presidente da Comissão de Controle do Tabagismo Alcoolismo e Uso de Outras Drogas da Associação Médica de Minas Gerais (Contad AMMG), Maria das Graças Rodrigues, e o especialista em pneumologia sanitária Pedro Daibert de Navarro apresentam aos profissionais de saúde da região a palestra ‘Tabagismo: estratégias de prevenção e cessação’. O ‘Dia Mundial sem Tabaco’ é celebrado no dia 31 de maio desde 1987, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) chamou atenção para o tema. O objetivo maior é o de levar informações à sociedade, divulgar dados relevantes e sensibilizar legisladores e tomadores de decisão sobre as doenças evitáveis relacionadas ao tabagismo. O Brasil interrompeu a trajetória de queda do tabagismo, após estagnar desde 2019, o número de fumantes no país voltou a subir em 2024. Hoje, 11,6% da população adulta se declara fumante de cigarro convencional, contra 9,3% em 2023. Os dados são da pesquisa preliminar anual da Vigitel, a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. O aumento de 25% acende um alerta, especialmente no contexto de popularização dos cigarros eletrônicos.  A presidente da Contad AMMG explica a necessidade de abordar frequentemente a temática entre médicos e demais profissionais da saúde. Este ano, segunda ela, serão debatidos a epidemiologia do tabagismo, tabagismo ativo e passivo, iniciação ao uso do tabaco, políticas públicas e ambientes 100% livre do tabaco, dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), conceitos básicos na abordagem e tratamento do fumante. “Além da palestra aos colegas de profissão, estou sempre aberta a conceder entrevistas, pois os veículos de comunicação têm grande abrangência, chegando rapidamente à comunidade”, enfatiza. Rodrigues completa que o tabagismo constitui fator de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, além de estar associado a outras doenças crônicas não transmissíveis. “Também é um importante fator de risco para o desenvolvimento de enfermidades como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata, entre outras.” De acordo com ela, o tabaco fumado, em qualquer uma de suas formas – principalmente os cigarros, que são o produto mais consumido no país, é responsável pela maior parte dos casos de câncer de pulmão e constitui fator de risco significativo para doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, acidentes cerebrovasculares e infarto agudo do miocárdio. “Os produtos que não produzem fumaça são ainda associados ao desenvolvimento de cânceres de cabeça e pescoço, esôfago e pâncreas, assim como a diversas patologias buco – dentais.” Mais dados e outras informações com a presidente da Contad AMMG. Contatos pela Assessoria de Imprensa da Associação Médica de Minas Gerais: (31) 3247 1630 ou 3247 1639.

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Ginecologia e Obstetrícia

Pré-eclâmpsia

Pré-eclâmpsia: a ameaça silenciosa que ainda desafia a medicina e coloca mães e bebês em risco No Dia da Conscientização da Pré-eclâmpsia (22/5), especialista detalha os riscos, os sinais de alerta e as estratégias de prevenção que podem salvar vidas. Ela atinge entre 3% e 8% das gestações no Brasil. Em países em desenvolvimento, como o nosso, a incidência pode ser até quatro vezes maior do que em nações mais ricas. Na América Latina, responde por cerca de 20% a 25% das mortes maternas. E, segundo dados do Ministério da Saúde, está por trás de aproximadamente 82 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. Os números ajudam a dimensionar um problema que, apesar de conhecido e monitorado, ainda representa uma das principais ameaças à saúde de mães e bebês: a pré-eclâmpsia. É com esse pano de fundo que o Dia de Conscientização da doença, em 22 de maio, ganha ainda mais relevância. Não se trata de uma condição rara, tampouco simples. Como explica a ginecologista e obstetra Angelica Debs, especialista em medicina fetal e gravidez de alto risco e integrante da diretoria da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), a pré-eclâmpsia é uma doença complexa, multifatorial e muitas vezes imprevisível. “Ela não é apenas pressão alta na gravidez. É uma síndrome que pode comprometer vários órgãos da mulher e também o desenvolvimento do bebê”, afirma. O diagnóstico começa com a elevação da pressão arterial — acima de 140 por 90 mmHg — após a 20ª semana de gestação em uma paciente que antes não era hipertensa. Mas não para por aí. “Antigamente, o inchaço era um critério, e a perda de proteína na urina era obrigatória para o diagnóstico. Hoje, o conceito é mais amplo e foca nos sinais de danos a órgãos-alvo, o que torna o diagnóstico mais complexo e reforça a necessidade de acompanhamento “, explica a médica, acrescentando que alterações laboratoriais, sinais de lesão em órgãos como fígado e rins, ou indícios de insuficiência placentária já são suficientes para caracterizar o quadro. A placenta, aliás, está no centro da doença. Quando não se desenvolve adequadamente, passa a funcionar de forma insuficiente, comprometendo a chegada de nutrientes e também de oxigênio ao feto. “É como se fosse o pulmão do bebê. Se ela falha, todo o sistema é afetado”, resume. O resultado pode ser dramático: bebês com restrição de crescimento, maior risco de sofrimento fetal, prematuridade e até morte intrauterina. Um inimigo com muitas faces A pré-eclâmpsia também desafia pela forma como se apresenta. Não existe um único padrão. Algumas pacientes têm hipertensão evidente; outras manifestam apenas alterações silenciosas em exames laboratoriais, como elevação de enzimas hepáticas, queda de plaquetas ou complicações pulmonares. Essa variabilidade dificulta o diagnóstico e reforça a importância do acompanhamento contínuo. Hoje, a classificação da doença não fala mais em “leve” ou “grave”, mas em pré-eclâmpsia precoce — antes de 34 semanas, geralmente mais agressiva — e tardia, que responde por cerca de 70% dos casos. Há ainda os quadros que surgem já a termo, após 37 semanas. Em qualquer uma dessas formas, o risco existe. No extremo mais grave está a eclâmpsia, quando a paciente desenvolve convulsões causadas por alterações cerebrais. É uma emergência médica. Sintomas como dor de cabeça intensa, alterações visuais e dor epigástrica podem ser sinais de alerta. Sem intervenção rápida, o risco de morte materna e fetal é real. O impacto da doença não termina no parto. Mulheres que tiveram pré-eclâmpsia carregam um risco aumentado, ao longo da vida, para hipertensão crônica, síndrome metabólica e acidente vascular cerebral. As mulheres também podem enfrentar sequelas neurológicas — um aspecto ainda pouco visível nas estatísticas. Prevenção: as etapas que salvam vidas Apesar da gravidade, grande parte dos casos pode ser evitada ou controlada com diagnóstico precoce. O pré-natal é a principal ferramenta. Ainda no primeiro trimestre, é possível identificar mulheres com maior risco por meio da história clínica, da aferição da pressão arterial e de exames como o Doppler das artérias uterinas. Nesses casos, o uso de aspirina em baixa dose, iniciado antes da 16ª semana, pode reduzir drasticamente a incidência, especialmente das formas mais graves. O controle do ganho de peso e a prática de atividade física regular também são fatores de proteção importantes. Mas a realidade ainda está aquém do ideal. “São mortes evitáveis”, reforça a especialista. “Precisamos melhorar o acesso ao pré-natal de qualidade, investir em diagnóstico e ampliar políticas públicas.” Vivência e motivação É justamente esse cenário que move a atuação e a pesquisa de Angelica Debs há mais de duas décadas. Com apoio do CNPQ, ela investiga novas formas de prever a doença antes que ela se manifeste clinicamente. Uma das frentes mais promissoras é o estudo do Doppler da artéria oftálmica, um exame capaz de identificar alterações vasculares precoces na gestante. Mas o envolvimento com o tema não é apenas científico. É também pessoal. A médica viveu, na própria pele, a experiência da pré-eclâmpsia durante a gravidez da segunda filha, que nasceu prematura, com restrição de crescimento, e precisou de cuidados intensivos. “Foi uma experiência muito difícil, mas que me motivou a estudar a doença e ajudar outras mulheres a não passarem pelo mesmo”, relata. Histórias como essa ajudam a traduzir o que os números mostram: a pré-eclâmpsia não é apenas uma estatística. É uma condição que atravessa vidas, famílias e sistemas de saúde. E que, apesar de conhecida, ainda exige atenção constante. Diante de uma doença silenciosa e potencialmente devastadora, ignorar os sinais não é uma opção. “Diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e acesso à informação podem fazer a diferença entre uma gestação saudável e um desfecho grave”, reforça a especialista. “Neste 22 de maio, a conscientização é o primeiro passo para mudar essa realidade”. Sobre a Sogimig A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica e para a defesa e a valorização dos profissionais da

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AMMG em dia

Atenção, oftalmologistas!

Prezados Oftalmologistas, Circulam nas redes sociais informações equivocadas sobre supostas decisões judiciais que teriam autorizado optometristas a realizarem exames de vista, prescrição de lentes de grau e outros atos privativos da medicina. É importante esclarecer que nenhuma decisão judicial alterou as disposições da Lei nº 12.842/2013, tampouco o entendimento técnico do Conselho Federal de Medicina, exposto no Parecer CFM nº 14/2024 e na Resolução CFM nº 2.416/2024. Permanecem sendo atos privativos do médico: o diagnóstico de doenças;a definição de prognóstico;a prescrição de tratamentos;a prescrição de lentes corretivas;a adaptação de lentes de contato. Da mesma forma, continuam proibidas: a realização e oferta de exames de vista em óticas;a manutenção de consultórios ópticos;a prática de venda casada entre exames e comercialização de lentes ou óculos. O julgamento da ADPF 131 não regulamentou a optometria, não criou conselho profissional e não autorizou a prática de atos médicos por optometristas. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia segue atuando firmemente na defesa do ato médico oftalmológico e da segurança da saúde visual da população brasileira. Atenciosamente,Departamento JurídicoConselho Brasileiro de Oftalmologia

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Sala comercial

Vendo sala comercial no Edifício Gerson Dias, Rua Domingos Vieira, 587, Santa Efigênia, próximo ao Octaviano Neves e Centro de Especialidades Médicas. Área de 28m2, com um banheiro, ar condicionado e móveis planejados na recepção, uma vaga de garagem rotativa. Tratar com Dra. Carla Friche: telefone ou WhatsApp (31) 98525 2801.

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AMMG em dia

Exposição de maio

‘Minhas viagens’ revisitam Otto Cirne Oly Freire Bernardes volta ao Espaço Cultural Otto Cirne, durante o mês de maio, reapresentando o tema de uma exposição passada. Intitulada ‘Minhas viagens’, a atual mostra revela, em pinturas em acrílico sobre tela, registros inspirados em suas andanças por mais de 160 países. Ela transforma deslocamentos geográficos em experiências sensíveis. A artista relata que cada obra nasce não apenas da observação de paisagens, cidades e culturas, mas daquilo que essas travessias, segundo ela, despertam no íntimo: memória, emoção e pertencimento. Falando em rememorar, ela conta que seu gosto pelas artes surgiu na infância. “Aos 9 anos de idade eu coroava Nossa Senhora e, encantada, fiz minha própria guirlanda.” Cirurgiã dentista de formação, construiu, ao longo de cinco décadas, uma trajetória sólida nas artes visuais. Estudou na Escola Guinard, instituição da qual tem boas recordações como as palavras do professor José Maria Gouveia que afirmou que as cores de suas peças eram semelhantes as utilizadas pelo desenhista brasileiro Carlos Scliar. Mesmo com sua natureza autodidata, cursou ainda desenho, aquarela, cerâmica e pintura em acrílico. Além de Scliar, possuiu influências perceptíveis de outro consagrado artista nacional, Cândido Portinari. Considera seu estilo como moderno e atua em ateliê em sua própria casa, para ela espaço de transformação, onde as imagens de suas viagens são convertidas em “narrativas visuais que atravessam fronteiras geográficas e emocionais”. Bernardes diz que pintar lhe faz um bem enorme e esse sentimento será compartilhado em forma de apoio às instituições beneficentes como a Vila Vicentina de Campo Belo. “Doar parte dos valores das vendas dos meus quadros é uma maneira de estabelecer uma ponte entre arte e responsabilidade social”, avalia. A mostra ‘Minhas viagens’ será exibida até o final de maio, de 8h às 21h, de segunda a sábado. O Espaço Cultural Otto Cirne está localizado no hall de entrada do Centro de Convenções e Eventos da Associação Médica de Minas Gerais e é destinado à exposição de obras de arte de autoria de associados e seus dependentes. Médicos não associados e artistas não médicos podem utilizar o espaço, dependendo da disponibilidade na agenda. Interessados devem entrar em contato com a Assessoria de Comunicação, pelo telefone (31) 3247 1608 ou pelo e-mail comunicacao@ammg.org.br.

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Ginecologia e Obstetrícia

Reposição hormonal

Reposição hormonal: o que é verdade e o que é mito sobre o tratamento na menopausa Terapia pode melhorar qualidade de vida, mas ainda gera dúvidas sobre riscos, indicações e efeitos colaterais. A reposição hormonal ainda é cercada por dúvidas e receios entre muitas mulheres, especialmente durante o climatério, fase de transição para a menopausa. Indicada para aliviar sintomas causados pela queda dos hormônios, a terapia pode trazer benefícios importantes quando bem orientada, mas a desinformação ainda é um dos principais obstáculos para o acesso ao tratamento. Segundo a médica ginecologista e membro da diretoria da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (SOGIMIG), Luciana Calazans, a reposição hormonal consiste na administração de estrogênio, isolado ou combinado à progesterona, com o objetivo de compensar a redução fisiológica desses hormônios. “A principal indicação é no climatério, especialmente na perimenopausa e nos primeiros anos após a menopausa, quando os sintomas costumam impactar mais a qualidade de vida”, explica. Entre os sintomas mais comuns estão os fogachos (ondas de calor) e a sudorese noturna. No entanto, as queixas vão além. Alterações do sono, irritabilidade, dificuldade de concentração e sintomas geniturinários, como ressecamento vaginal e dor na relação, também estão entre os fatores que levam as mulheres a buscar o tratamento. Apesar dos benefícios, a terapia hormonal ainda é alvo de mitos, associados a interpretações antigas de estudos científicos. “Houve uma generalização dos riscos no passado, sem considerar o perfil das pacientes. Hoje sabemos que, quando bem indicada, a terapia tem um perfil de segurança muito mais favorável”, afirma a especialista. Um dos principais questionamentos está relacionado ao risco de câncer. De acordo com a médica, a resposta depende do tipo de terapia e das características da paciente. O uso combinado de estrogênio e progesterona pode estar associado a um discreto aumento do risco de câncer de mama em uso prolongado. Já o estrogênio isolado, indicado para mulheres que retiraram o útero, não demonstrou aumento desse risco. A indicação da reposição hormonal não é universal. Nem todas as mulheres precisam do tratamento. “A decisão deve considerar a presença de sintomas, o impacto na qualidade de vida e o perfil de risco individual”, explica. Além do controle dos fogachos, a terapia pode contribuir para melhora do sono e dos sintomas geniturinários. Em alguns casos, também pode impactar positivamente o humor e a vida sexual, especialmente quando reduz o desconforto durante a relação. Outro ponto importante é o momento de início do tratamento. Existe o conceito de “janela de oportunidade”, em que a reposição hormonal apresenta melhor relação entre riscos e benefícios. “O ideal é iniciar antes dos 60 anos ou até 10 anos após a menopausa”, destaca. A crença de que terapias hormonais “naturais” ou manipuladas são mais seguras também não se sustenta. Segundo a especialista, não há evidência de superioridade dessas formulações em relação às terapias convencionais, além de possíveis variações de dose e menor controle de qualidade. O uso de hormônios sem acompanhamento médico também representa risco. A automedicação pode levar a complicações como sangramentos anormais, alterações no endométrio e eventos tromboembólicos. Para mulheres que apresentam sintomas, mas ainda têm receio do tratamento, a orientação é buscar avaliação especializada. “A decisão deve ser baseada em informação de qualidade, análise individualizada e diálogo entre médica e paciente. Quando bem indicada, a terapia hormonal pode ser uma ferramenta segura e eficaz para melhorar a qualidade de vida”, conclui. Sobre a Sogimig A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica e para a defesa e a valorização dos profissionais da área. ———————————– Contato para imprensa: Flávio Amaral Assessoria de Imprensa (31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br +Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes.

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Abril Marrom

👀 Cuidar da visão é coisa séria. Você sabia que assim como outras partes do corpo, os olhos também precisam de cuidados e de consultas de rotina? 👁️ Cuidar da visão vai além do uso de óculos, pois muitas doenças oculares não apresentam sintomas iniciais e, quando percebidas, estão em estágios avançados. 👁️‍🗨️ Cerca de 80% dos casos de cegueira no mundo podem ser prevenidos com diagnósticos e tratamentos precoces. No Brasil, estima-se que mais de 6,5 milhões de pessoas enfrentam algum tipo de deficiência visual. ‼️ Procure um médico oftalmologista. E coloque em sua agenda como uma consulta de rotina. ammg #sociedademineiradeoftalmologia #saúdeocular #prevençãoàcegueira

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Edital/Eleições 2026

ASSOCIAÇÃO MÉDICA DE MINAS GERAIS – AMMG EDITAL/ELEIÇÕES 2026 A Comissão Eleitoral da Associação Médica de Minas Gerais, por meio de seu Presidente, e a Diretoria da Associação Médica de Minas Gerais, por meio de seu Presidente, em conformidade com os preceitos estatutários, vêm comunicar aos seus associados que processará Eleições Gerais, no dia 17.08.2026, visando o preenchimento dos cargos previstos nos artigos 7°, 27, 50 e 106 do estatuto, em vigor e Normas Eleitorais aprovadas na Assembleia de Delegados realizada em 28/03/2026, informando, na oportunidade, que estão abertas as inscrições para chapas concorrentes. As chapas dos candidatos à Diretoria da AMMG, Delegados da Capital à Assembleia de Delegados da AMMG e Delegados da AMMG junto à AMB serão vinculadas, constituindo uma única chapa, acompanhadas das anuências, por escrito, de todos os candidatos, serão inscritas até 60 (sessenta) dias antes da data marcada para as eleições, ou seja, 19.06.2026, através de ofício assinado pelos seus candidatos, o Presidente e o Secretário-Geral, dirigido ao Presidente da Comissão Eleitoral, através de ofício que deverá ser protocolado, até às 18h da data limite, na sede da Associação Médica de Minas Gerais (Av. João Pinheiro, 129/2º Andar, Centro, Belo Horizonte), com a observância das formalidades previstas no Estatuto Social e Normas Eleitorais. Na hipótese de uma única chapa inscrita a eleição poderá ser realizada por aclamação. Belo Horizonte, 08 de abril de 2026. DRA. CIBELE ALVES DE CARVALHO Presidente da Comissão Eleitoral da AMMG

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Ginecologia e Obstetrícia

ISTs silenciosas

ISTs silenciosas reforçam importância da testagem regular Infecções podem evoluir sem sintomas e causar infertilidade, além de complicações na gestação. As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) continuam sendo um importante problema de saúde pública no Brasil, principalmente por um fator preocupante: muitas delas evoluem de forma silenciosa, sem sintomas aparentes, o que favorece a transmissão e dificulta o diagnóstico precoce. Entre as ISTs mais comuns no Brasil, a sífilis representa um desafio para a saúde pública. Segundo dados Ministério da Saúde, divulgados no Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025, mostram que o país registrou, em 2024, cerca de 256 mil casos de sífilis adquirida, aproximadamente 89 mil casos em gestantes e cerca de 24 mil casos de sífilis congênita, quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê. Segundo a médica ginecologista Raphaela Conrado, membro do Comitê de Sexologia da SOGIMIG, entre as ISTs silenciosas mais comuns também estão clamídia, gonorreia, HPV, HIV nas fases iniciais e hepatite B. “Doença sexualmente transmissível não tem cara! Muitas dessas infecções podem permanecer por meses ou até anos sem causar sintomas evidentes. A pessoa pode não apresentar dor, corrimento ou lesões visíveis e só descobrir a doença em exames de rotina ou quando já existem complicações”, explica. Quando não diagnosticadas e tratadas corretamente, as ISTs podem trazer consequências importantes para a saúde reprodutiva feminina. Entre os riscos estão doença inflamatória pélvica, infertilidade, dor pélvica crônica, gravidez ectópica e complicações durante a gestação. Algumas infecções também podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gravidez ou no parto. A sífilis, por exemplo, pode causar aborto, parto prematuro, além da transmissão para o recém-nascido. Já o HPV está diretamente associado ao câncer do colo do útero. “As ISTs têm impacto direto na fertilidade e na gestação. Por isso, o rastreio faz parte da rotina do pré-natal e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações”, destaca a médica. Testagem mesmo sem sintomas Entre os exames considerados essenciais para o rastreamento estão os testes rápidos, disponíveis nos centros públicos de saúde, com resultado em 30 minutos, para HIV, sífilis e hepatites. Além desses, há também o exame preventivo (Papanicolau), que ajuda a identificar alterações relacionadas ao HPV. Também existem exames específicos para clamídia e gonorreia, feitos a partir de secreção vaginal ou urina. A frequência dos exames deve ser individualizada, mas a recomendação geral é manter acompanhamento ginecológico regular. Mulheres com vida sexual ativa devem realizar testagem sempre que houver mudança de parceria ou situação de risco. “O preventivo deve ser feito a partir dos 25 anos, conforme as recomendações do Ministério da Saúde. Já os testes para ISTs devem ser feitos periodicamente, principalmente quando há novas parcerias”, orienta. Prevenção é a melhor estratégia O uso do preservativo continua sendo a principal forma de prevenção contra ISTs. Além disso, a especialista reforça a importância da vacinação contra HPV e hepatite B, testagem regular e tratamento adequado das pessoas infectadas e de seus parceiros. “A vacina contra HPV é uma ferramenta extremamente importante porque previne o câncer do colo do útero. Quanto maior a cobertura vacinal, maior a proteção da população”, afirma Raphaela. Outro ponto fundamental apontado pela médica é o diálogo aberto entre o casal e com o médico, reduzindo estigmas e facilitando o diagnóstico precoce. Para a especialista, a ausência de sintomas não significa ausência de doença. Por isso, a prevenção deve fazer parte da rotina de cuidados com a saúde: “A maioria dessas infecções não dá sinais no início, mas pode trazer consequências importantes. Fazer exames periódicos é uma forma de autocuidado e de proteção da saúde sexual e reprodutiva”, conclui. Sobre a Sogimig A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica e para a defesa e a valorização dos profissionais da área. ——————————– Contato para imprensa: Flávio Amaral Assessoria de Imprensa Sogimig (31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br +Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes.

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