Menopausa precoce

Menopausa precoce

Menopausa precoce exige atenção e diagnóstico ágil para prevenir riscos à saúde

A condição pode impactar a fertilidade, saúde óssea, cardiovascular e emocional.

Nem sempre as mudanças no ciclo menstrual e os sintomas típicos da menopausa indicam um processo natural do envelhecimento. Em algumas mulheres, essas alterações podem acontecer antes dos 40 anos — um quadro conhecido como menopausa precoce ou insuficiência ovariana prematura.

O médico e membro da diretoria da Sogimig (Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais), Márcio Rodrigues, explica que a menopausa precoce ocorre quando os ovários deixam de funcionar de forma espontânea ou induzida, antes do período considerado fisiológico (em média, aos 52 anos). “Além das causas genéticas e autoimunes, algumas infecções e tratamentos como quimioterapia e radioterapia também podem desencadear o quadro. Em muitos casos, no entanto, não conseguimos identificar uma causa específica”, esclarece.

Entre os sinais de alerta estão a ausência ou redução do fluxo menstrual por mais de três meses, associada a sintomas como ondas de calor, distúrbios do sono, ressecamento vaginal, alterações de humor, ansiedade e depressão. O diagnóstico é confirmado por exame hormonal, com níveis elevados de FSH (hormônio folículo-estimulante).

A menopausa precoce tem impacto direto na saúde física e emocional da mulher. Segundo o especialista, além da infertilidade, a condição está associada a maior risco de doenças cardiovasculares, osteoporose, demência e distúrbios metabólicos, como alterações no colesterol e nos triglicerídeos. O médico ressalta que aproximadamente 5% das mulheres com diagnóstico de insuficiência ovariana prematura podem engravidar espontaneamente.

“A perda precoce da função ovariana afeta o sistema cognitivo, o equilíbrio emocional e aumenta o risco de mortalidade prematura. Por isso, o diagnóstico ágil e o tratamento adequado são essenciais para preservar a saúde a longo prazo”, reforça Márcio Rodrigues.

O tratamento principal envolve terapia hormonal, com estrogênio e progestagênios, individualizados de acordo com o perfil da paciente. Também são indicadas mudanças no estilo de vida, acompanhamento psicológico e, quando necessário, apoio de especialistas como endocrinologistas e nutricionistas. “O cuidado deve ir além da reposição hormonal. É preciso considerar o bem-estar físico, afetivo e psicossocial dessas mulheres”, acrescenta o ginecologista.

Embora não haja formas de prevenção, o diagnóstico precoce permite minimizar os impactos da condição. Por isso, mulheres com histórico familiar devem estar atentas e buscar orientação médica caso percebam alterações no ciclo menstrual ou sintomas antes dos 40 anos.

“Já acompanhamos casos em que o diagnóstico tardio levou a múltiplas fraturas e complicações evitáveis. A informação é a chave para a prevenção dos efeitos mais graves”, finaliza.

Sobre a Sogimig
A Sogimig é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), com cerca de 2.000 associados. Atua pela atualização científica, defesa e valorização dos profissionais da área.

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