Dia: 26/03/2026

Ginecologia e Obstetrícia

Alerta para a adenomiose

ABRIL ROXOAlerta para a adenomiose: doença que pode causar dor intensa e sangramento anormal Condição ginecológica pode afetar a fertilidade e a qualidade de vida, mas ainda é pouco conhecida e frequentemente diagnosticada de forma tardia. Cólica menstrual intensa é normal? Sangramento aumentado durante a menstruação deve ser considerado algo comum? Essas são algumas das dúvidas mais comuns e que a campanha Abril Roxo, mês de conscientização sobre a adenomiose, busca esclarecer ao chamar a atenção para uma doença ginecológica caracterizada pela presença do tecido endometrial que normalmente reveste a parte interna do útero, infiltrado na musculatura uterina, podendo provocar dor, aumento do fluxo menstrual e impacto significativo na qualidade de vida. Segundo o médico ginecologista e membro da diretoria da Sogimig, Eduardo Cunha, um dos principais desafios ainda é combater a normalização dos sintomas. “Não é normal sentir dor intensa ou ter sangramento excessivo durante o período menstrual. Esses sinais precisam ser investigados, porque podem indicar alguma doença ginecológica”, explica. Entre os principais sinais da adenomiose estão o aumento do fluxo menstrual, cólicas progressivas e dor pélvica. Em muitos casos, a mulher menstrua nas datas habituais, mas percebe uma piora gradual na intensidade das dores e no volume do sangramento. De acordo com o especialista, a cólica considerada fora do padrão costuma ser aquela que deixa de responder a medidas simples, como analgésicos leves ou calor local (compressa quente), e passa a interferir na rotina da paciente. “Quando a dor começa a se intensificar progressivamente e impacta as atividades do dia a dia, é importante investigar. Existem várias doenças que podem causar esses sintomas, e o diagnóstico correto é fundamental”, destaca. Além do desconforto físico, a adenomiose também pode interferir na fertilidade. Mulheres com a doença podem apresentar maior dificuldade para engravidar e risco aumentado de complicações gestacionais. Adenomiose x endometriose Apesar de frequentemente confundidas, adenomiose e endometriose são doenças diferentes. Na adenomiose, o tecido semelhante ao endométrio cresce dentro da parede muscular do útero, o que pode causar aumento do órgão, dor e sangramento intenso. Já na endometriose, esse tecido se desenvolve fora do útero, podendo atingir ovários, intestino, bexiga e outras estruturas da pelve. Embora tenham sintomas parecidos, como cólica menstrual intensa e dor pélvica, o diagnóstico e as abordagens de tratamento podem ser diferentes, o que reforça a importância da avaliação especializada. Diagnóstico Para confirmação do diagnóstico, o médico pode solicitar exames de imagem, como o ultrassom transvaginal e a ressonância magnética. O tratamento varia conforme a idade, a intensidade dos sintomas e o desejo reprodutivo da paciente. Entre as opções estão terapias hormonais, medicamentos para controle da dor e dispositivos intrauterinos hormonais. Nos casos em que a mulher já teve filhos e apresenta sintomas importantes, pode ser indicada cirurgia. “Em situações específicas, a retirada do útero pode ser necessária e resolver definitivamente o problema”, explica o médico. Embora anteriormente fosse mais associada a mulheres entre 30 e 40 anos com histórico de múltiplas gestações, hoje se sabe que a adenomiose também pode atingir mulheres jovens e sem filhos. Entre os fatores de risco estão: multiparidade, início precoce da menstruação, ciclos menstruais curtos e obesidade. “Muitas mulheres ainda escutam que cólica forte é algo normal ou ‘coisa de mulher’, mas isso não é verdade. Dor e sangramento excessivo precisam de avaliação do ginecologista de confiança, porque podem estar relacionados a doenças tratáveis”, reforça Eduardo Cunha. Sobre a Sogimig A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica, além da defesa e valorização dos profissionais da área. ————————————- Contato para imprensa: Flávio Amaral Assessoria de Imprensa Sogimig (31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br +Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes.

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AMMG em dia

InterAção Brasil

Aconteceu no dia 21 de março, promovido pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (FM UFMG), com o apoio da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), o projeto InterAção Brasil – O Esporte como Agente de Transformação. A iniciativa idealizada pelo Instituto InterAÇÃO Brasil propõe uma reflexão qualificada sobre o papel estratégico da atividade física na saúde individual e coletiva. A Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) ao participar, reafirmou seu compromisso institucional em ações que fortalecem a prevenção, a promoção da saúde e o aprimoramento das políticas públicas voltadas à prática esportiva. A diretora científica da AMMG, Sinara Mônica de Oliveira Leite, foi representada pelo cardiologista e especialista em medicina do exercício e do esporte, Marconi Gomes. Em sua apresentação, foram discutidas evidências científicas robustas que consolidam o exercício físico como intervenção terapêutica baseada em evidência. Com base em publicação do British Journal of Sports Medicine, Gomes apresentou a meta-análise demonstrando que o exercício físico apresenta efeito comparável à psicoterapia e semelhante ao uso de antidepressivos em casos leves a moderados, não devendo ser considerado apenas estratégia adjuvante, mas intervenção terapêutica central. Destacou ainda que exercícios aeróbicos apresentam forte impacto na redução da ansiedade, exercícios resistidos mostram efeito expressivo na depressão, e treinos combinados ampliam os benefícios clínicos. A exposição também abordou o conceito de “prescrição de exercício”, reforçando que a atividade física deve ser estruturada, individualizada e incorporada à prática clínica como conduta formal, com indicação, dose, frequência e acompanhamento. Outro ponto relevante foi a discussão sobre saúde mental dos médicos e estudantes de medicina, com dados que evidenciam maiores taxas de sofrimento psíquico, estresse patológico e risco aumentado de suicídio nessa população, reforçando a urgência de estratégias preventivas — entre elas, a prática regular de exercício físico como medida estruturante de cuidado. O evento reforçou que o esporte transcende o desempenho atlético: trata-se de ferramenta de transformação social, promoção de saúde, prevenção de doenças e qualificação das políticas públicas. A integração entre ciência, prática clínica e políticas estruturadas é caminho essencial para uma sociedade mais saudável e sustentável. Também integraram o evento: Sociedade de Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais (Sammg), Instituto Patrícia Magalhães, Centro de Valorização da Vida (SVV), Sociedade Mineira de Cardiologia (SMC) e Centro de Diretores Lojistas de Belo Horizonte (CDL BH). Novas atividades estão previstas para 2026 e serão divulgadas em breve.

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