Autor: Nétali

AMMG em dia

Mostra de setembro

Pelo segundo ano consecutivo, ‘Arte em Macramê’ é a exposição do mês de setembro no Espaço Cultural Otto Cirne. A artista Maria Aparecida Teixeira da Silva revisita a galeria com peças que estampam as belezas produzidas em tecelagem, que consiste em fios, de várias espessuras, traçados e atados em nós. O nome Macramê (Migramach) é de origem turca, e significa “tecido com franjas, tramas ornamentais e galão decorativo”. Este ano, há novidade! Serão cerca de 40 obras como painéis para fotos, tramas feitas em vidro e suporte para plantas. O destaque é para o vestido, exposto em um manequim, que revela a possibilidade de fazer roupas que são sobrepostas em peças já prontas, além de ombreiras como acessório. Nascida em Cuiabá (MT), ela conta que o ofício de tecer fios veio do patriarca da família “Meu pai era agricultor, mas também produzia e vendia bandeiras em Macramê. Ele me ensinou a técnica e fui aperfeiçoando sozinha. É tudo 100% artesanal e levo até cinco horas dependendo da peça, porque se erro um ponto, desmancho e recomeço do zero”, explica. “Macramê ou você ama ou odeia, assim como o ponto cruz e a pintura em tecido”, afirma. Maria Aparecida diz que já tentou passar a técnica de mãe para filha, mas, embora aprecie, sua primogênita não deseja herdar a prática. Sendo assim, perpetua sua arte ensinando algumas mulheres e crianças de projetos sociais em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. Os ensinamentos em suas aulas são absorvidos de forma que muitas pessoas conseguem gerar renda com a venda dos artigos. A artista concilia há duas décadas a arte com a atividade que a mantém financeiramente. “Então, crio somente no meu tempo livre.” Seu ateliê é em sua própria casa, onde costuma acompanhar pelo YouTube as aulas da professora Osana Barreto, de São Gonçalo (RJ), conhecida como Osana Macramê. “Admiro o que ela faz e aprendo muito.” As peças serão comercializadas e ‘Arte em Macramê’ estará aberta à visitação até o final do mês de setembro, de 8h às 21h, de segunda a sábado. O Espaço Cultural Otto Cirne está localizado no hall de entrada do Centro de Convenções e Eventos da Associação Médica de Mina Gerais e é destinado à exposição de obras de arte de autoria de associados e seus dependentes. Médicos não associados e artistas não médicos podem utilizar o espaço, dependendo da disponibilidade na agenda. Interessados devem entrar em contato com a Assessoria de Comunicação, pelo telefone (31) 3247 1608 ou e-mail comunicacao@ammg.org.br.

Leia mais »
Ginecologia e Obstetrícia

Febre oropouche

Doença pode comprometer a saúde das gestantes Especialista alerta para quadros graves de coagulopatia e comprometimento hepático. A febre Oropouche, doença viral transmitida pelo mosquito maruim, tem se espalhado rapidamente pelo Brasil, com registros em 16 estados, incluindo Minas Gerais, que ocupa a 9ª posição com 83 confirmações, até o fechamento desta edição. Comumente mais leve que dengue e febre amarela, a febre Oropouche pode ter comportamento diferente em gestantes. O médico Julio Couto, membro do Comitê de Gravidez de Alto Risco e Medicina Fetal da Sogimig, alerta: “A febre Oropouche em gestantes pode evoluir para uma forma mais grave, levando a quadros de coagulopatia e comprometimento hepático.” No Brasil, já foram confirmadas duas mortes de mulheres, as primeiras no mundo provocadas pela doença. As pacientes, que não eram gestantes, apresentaram sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia e fraqueza, com rápida progressão para complicações fatais. As gestantes devem redobrar a atenção procurar assistência médica ao apresentarem sintomas como febre de início súbito, dor de cabeça, dores musculares e articulares, tontura, dor na região posterior dos olhos, calafrios, náuseas e vômitos. Os sintomas da febre Oropouche podem durar de dois a sete dias, com possibilidade de recorrência. Conforme a nota técnica 15/2024 da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, a partir de estudos realizados e os ainda em andamento, foram demonstradas evidências da ocorrência da transmissão vertical do vírus Oropouche (OROV). Devido a limitações dos estudos, ainda não é possível afirmar relação direta entre a infecção por OROV durante a vida intrauterina. “Casos de recém-nascidos com microcefalia foram associados à infecção materna pelo vírus, além de um caso em que material genético do vírus foi encontrado em um feto de 30 semanas. Embora ainda não haja evidências conclusivas, esses achados sugerem que a infecção pode causar malformações neurológicas no bebê”, destaca o médico. Proteção É importante evitar áreas com alta concentração de mosquitos, utilizar telas de malha fina em portas e janelas, aplicar repelente nas áreas expostas da pele e usar roupas que cubram a maior parte do corpo. Manter a casa e os terrenos limpos, evitando o acúmulo de folhas e frutos que possam atrair insetos, também é essencial. “As gestantes devem seguir rigorosamente as orientações das autoridades de saúde e evitar ao máximo o contato com vetores da doença,” reforça Julio Couto. Sobre a SOGIMIG A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica e para a defesa e a valorização dos profissionais da área. Contato para imprensa: Flávio AmaralAssessoria de Imprensa Sogimig(31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br+Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes

Leia mais »
Ginecologia e Obstetrícia

Prolapso Genital

Conheça os fatores de risco e Tratamentos Especialista esclarece as principais dúvidas sobre a condição. O prolapso genital é a descida ou queda da parede vaginal anterior, da parede vaginal posterior ou do ápice vaginal em mulheres que já não possuem útero. É uma condição que causa desconforto e impacta na qualidade de vida da paciente. De acordo com o Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados do Reino Unido, os sintomas da condição estão presentes em até 50% das mulheres que são submetidas aos exames físicos. “Os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento do prolapso são a idade acima de 60 anos, obesidade, múltiplos partos vaginais, principalmente com o uso de fórceps, doenças genéticas de defeito do colágeno e condições que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse crônica,” explica a Dra. Liv Braga, médica e membro da diretoria da SOGIMIG. Os sintomas mais comuns do prolapso genital incluem uma sensação de peso na região vaginal e a percepção de uma massa ou “bola” que sai pela vagina. “Esses sintomas causam grande desconforto para as pacientes. Dependendo do tamanho do prolapso, pode haver dificuldades para evacuar, infecções urinárias recorrentes e retenção de urina na bexiga,” destaca a Dra. Liv Braga. A médica explica que as opções de tratamento variam de acordo com a gravidade do caso e as condições de saúde da paciente. “Para aquelas com risco cirúrgico aumentado ou que preferem evitar cirurgia, tratamentos conservadores como fisioterapia para fortalecimento do assoalho pélvico ou o uso de pessários vaginais podem ser eficazes. Esses dispositivos ajudam a manter os órgãos pélvicos no lugar. No entanto, o tratamento mais eficaz para casos graves é a cirurgia, que corrige o prolapso e pode envolver o uso de telas para reforçar a estrutura vaginal.” Prevenção A diretora da SOGIMIG destaca que algumas medidas podem reduzir os riscos. “Fortalecer a musculatura do assoalho pélvico através de fisioterapia e exercícios específicos durante a vida, manter um peso saudável e tratar condições que aumentam a pressão abdominal, como constipação e tosse crônica, podem ajudar,” recomenda a especialista. “Embora não haja evidências claras de que um tipo específico de parto previna o prolapso, evitar o uso de fórceps durante o parto, quando possível, pode ser benéfico.” Sobre a SOGIMIG A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica e para a defesa e a valorização dos profissionais da área. Contato para imprensa: Flávio AmaralAssessoria de Imprensa Sogimig(31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br+Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes

Leia mais »
AMMG em dia

Prevenção do Suicídio

A Associação Mineira de Psiquiatria, em parceria com a o Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da UFMG, realiza o XIX Simpósio de Prevenção do Suicídio. O evento, que faz parte da programação do ‘Setembro Amarelo’, mês de alerta e prevenção do suicídio, acontece nos dias 9 e 10 de setembro em dois lugares: Salão Nobre da Faculdade de Medicina da UFMG e Centro de Convenções da AMMG. Para finalizar o Simpósio, o artista plástico Carlos Bracher faz uma intervenção artística às 19h30 do dia 10 de setembro Confira a programação e inscreva-se aqui!

Leia mais »
AMMG em dia

Otto Cirne abriga coletiva

Durante o mês de agosto, o Espaço Cultural Otto Cirne recebe a mostra coletiva do Studio Sérgio Cioglia. Pela terceira vez, o artista plástico que nomeia o estúdio reúne outros artistas para expor as diversas faces da arte clássica. São eles: Doralice Barros Pereira, Efigênia Terezinha de Castilho, Eliana Franco Rodrigues, Eloisa Lima Soriano Marcolino, Maria Aida Arancibia Jensen, Monalisa Moraes Reis e o próprio Cioglia. Os trabalhos foram produzidos em tinta a óleo e acrílica nos mais variados temas como flores, natureza morta, retratos, paisagens, abstrato geométrico. Há também telas com paisagens urbanas nas quais fotos da Belo Horizonte antiga ganham cores em pinturas à óleo. Cada expositor terá a oportunidade de apresentar um pouco de sua essência. A mostra coletiva pode ser conferida até o final do mês de agosto e as obras serão comercializadas, exceto as de acervo particular, que estão identificadas. O Espaço Cultural Otto Cirne está localizado no hall de entrada da AMMG e é destinado à exposição de obras de arte de autoria de associados e seus dependentes. Médicos não associados e artistas não médicos podem utilizar o espaço, dependendo da disponibilidade na agenda. Interessados devem entrar em contato com a Assessoria de Comunicação, pelo telefone (31) 3247 1608 ou e-mail comunicacao@ammg.org.br. Conheça os expositores e seus nomes artísticos: Doralice B. Pereira: aluna de Sérgio Cioglia, cursou pintura no Cenex Belas Artes/UFMG. Dedica-se às artes desde 2018. Com estilo realista, é admiradora de Vicent van Gogh e Claude Monet. A inspira “a possibilidade de ver o real com outros olhares e me transportar com leveza para dimensões outras.” D’Castlho, nome artístico de Efigênia Terezinha que cursou Direito, aposentou-se e agora pinta em estilo clássico e realista. Além de seu professor Cioglia, admira Alfredo Vieira. Artisticamente chamada somente pelo primeiro nome Eliana, é pedagoga especializada em administração escolar. De estilo considerado por ela realismo figurativo, admira no mundo das artes Claude Monet e Vicent van Gogh Eloísa Marc é médica aposentada e em 2019 começou as aulas de desenho e iniciação à pintura na UFMG. Formou-se em Ikebana e segue cursando pintura acrílica no Studio Sérgio Cioglia. De estilo figurativo, afirma que busca inspiração no belo e na harmonia das cores. “Considero cada quadro como um desafio a ser superado.” M. Aida A. atualmente está nas artes, no entanto, sua formação é em Administração Pública na Universidade do Chile e mestrado em Administração na UFMG. Sua admiração e inspiração é por Claude Monet, Tarcísio do Amaral, Wassily Kandinsky e Yara Tupynambá. Monalisa Moraes é advogada e sua trajetória artística começou aos 13 anos de idade com a pintura. Suas preferências nas artes são Amadeo Modigliani, Claude Monet e Pablo Picasso. Sérgio Cioglia é bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard – UEMG com habilitação em Pintura e Escultura. Atualmente trabalha e leciona pintura e desenho em seu ateliê, nas técnicas óleo, acrílica e aquarela. Pratica a arte clássica figurativa. Sua admiração é por João Batista da Costa, Mauro Ferreira e Rembrandt.

Leia mais »
AMMG em dia

Agosto Dourado

⁉️Você sabe quais os benefícios para a mãe e o bebê ao amamentar? 💢Considerado o alimento mais completo para os bebês, o leite materno sacia a fome, contribui para a melhora nutricional, reduz a chance de obesidade, hipertensão e diabetes, diminui os riscos de infecções e alergias, além de provocar um efeito positivo na inteligência e no vínculo entre mãe e bebê. 💢Para celebrar este mês, a Associação Médica de Minas Gerais ilumina sua sede. A AMMG, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Mineira de Pediatria reforçam que a amamentação tem reflexos positivos até a vida adulta, reduzindo riscos de muitas doenças. ammg #sbp #smp #agostodourado #aleitamentomaterno

Leia mais »
AMMG em dia

Radiologia oferece curso

💢Abertas as inscrições para o Curso de Leitura Radiológica das Pneumoconioses que será realizado de 28 a 31 de agosto, no Espaço de Eventos da sede da Associação Médica de Minas Gerais (Avenida João Pinheiro, 129, Centro – Belo Horizonte). 💢Organizado pela Sociedade de Radiologia e Diagnóstico por Imagem de Minas Gerais, o encontro tem como objetivo treinar e qualificar médicos em leitura radiológica das pneumoconioses. Material específico foi desenvolvido para os participantes. Inscrições e mais informações: ☎️(31) 32731559 e/ou por 📧 e-mail srmg@srmg.org.br.

Leia mais »
AMMG em dia

Empoderamento feminino

Discriminação contra a mulher: precisamos falar sobre isso A médica Psiquiatra, Vanuza Fortes Ribeiro, relembra como precisou vencer o preconceito para ganhar reconhecimento na escolha profissional e na vida. O preconceito e a violência contra as mulheres não são recentes na história da humanidade. As sociedades são tradicionalmente patriarcais e produzem relações assimétricas entre homens e mulheres. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, divulgou em 2023 um relatório que revela que 90% dos entrevistados têm algum tipo de preconceito contra as mulheres. O estudo, que cobriu 85% da população mundial, ainda aponta que duas em cada cinco pessoas acreditam que os homens se saem melhor como executivos. O relatório também apontou que 25% dos entrevistados acreditam que “é justificável um homem agredir sua companheira.” Segundo o Pnud, não houve melhora no nível de preconceito contra as mulheres na última década. Há muitos anos, as mulheres seguem buscando um tratamento equitativo na sociedade, seja pelo direito aos mesmos salários e condições de trabalho, ou ainda, pelos direitos reprodutivos, nos movimentos contra os padrões estéticos e sua representação no discurso midiático, bem como no combate à violência contra a mulher.  A caminhada ainda é grande quando se pensa em respeito e igualdade entre os gêneros. Alguns dados reforçam a importância desse tema: Quatro mulheres morreram por dia no País em 2023 por motivos relacionados à sua condição de gênero – ao todo, foram 1.463, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou em março de 2024. É o maior patamar já registrado no País desde 2015, quando a lei que tipifica o crime de feminicídio entrou em vigor e, consequentemente, o crime começou a ser contabilizado. As mulheres ganham 19,4% a menos que os homens no Brasil. Em cargos de dirigentes e gerentes, a diferença de remuneração chega a 25,2%. (Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e das Mulheres). A dupla jornada é um dos fatores que também apontam diferenças entre homens e mulheres: elas dedicam quase o dobro do tempo dos homens para afazeres domésticos. Em 2022, eram em média 21,6 horas semanais para os afazeres domésticos e/ou cuidados de pessoas. Entre os homens, a média era de 11 horas por semana. (Estudo de Estatísticas de Gênero: Indicadores sociais das mulheres no Brasil, divulgado pelo IBGE 2024). É preciso uma mudança cultural para seguirmos evoluindo. Pesquisas recentes mostram que incentivar o protagonismo feminino e investir em equidade de gênero resultam em bons negócios. Estudos conduzidos pelo FMI e pelo McKinsey Global, por exemplo, mostram que uma maior diversidade de gênero em cargos de liderança está associada a uma maior rentabilidade e a obtenção de excelência organizacional. Conheça a história da Vanuza Formada em 1979 pela Faculdade Federal de Minas Gerais (UFMG), Vanuza Fortes Ribeiro, médica da Psiquiatria, precisou vencer o preconceito para ganhar reconhecimento na escolha profissional e na vida.  “Eu ouvi de vários professores que Medicina não era coisa para mulher. Eu me lembro de um professor que chegou a comentar que a entrada de mulheres na Medicina iria desvalorizar a profissão médica e, com isso, reduzir os salários dos homens.” Ela conta que viveu inúmeros momentos difíceis ao longo da sua vida e que sempre foi incansável ao batalhar pela igualdade em uma sociedade marcada pelo machismo e pela desigualdade de gênero. “Por várias vezes fui prejudicada profissionalmente e deixei de ter um bom cargo e, ao questionar, eu sempre ouvia “Você é mulher e seu pai te sustenta”. Depois passou a ser ‘Você não precisa de dinheiro, o seu marido te sustenta”. Isso era muito comum, frequente. A todo momento eu ouvia e vivia tentativas de desvalorização da minha competência”. Vanuza também lembra que as ‘piadinhas’ e as ‘brincadeirinhas’ ainda existem. “Se nos posicionamos de uma maneira mais firme, logo nos perguntam se estamos de TPM. Somos confrontadas a todo momento simplesmente por sermos mulheres”. “O respeito nos une” Em maio deste ano, a Unimed-BH, com o apoio do Conselho Regional de Minas Gerais (CRM-MG), da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), da Unimed Federação Minas e da Federação Nacional das Cooperativas Médicas (Fencom), lançou um movimento pela valorização da diversidade e o combate ao assédio em um evento destinado a todos os médicos do Estado. Os médicos que participaram da campanha representam tantas outras pessoas que são alvo de atitudes discriminatórias, algumas vezes por meio de perguntas ou comentários inapropriados, que apenas dão luz a questões culturais ainda muito enraizadas na nossa sociedade. Para conhecer toda a campanha acesse https://comunicacao.unimedbh.com.br/diversidade Como atuar para não compactuar com a discriminação contra a mulher? Clique aqui e acesse a cartilha para ler mais sobre o tema EMPODERAMENTO FEMININO. https://static.unimedbh.io/gecc/uploads/CAPITULO_EMPODERAMENTO_FEMININO.pdf

Leia mais »
AMMG em dia

JUNHO/JULHO 2024

Na edição do Jornal da AMMG Junho/Julho, a reportagem de capa fala sobre a importância do médico ter um olhar para a própria saúde. Pesquisas apontam que os profissionais da área médica apresentam uma redução da qualidade de vida, pois vivem no limite da exaustão, quase sempre em vigília e prontos para algum chamado de emergência. Mesmo com os desafios da profissão, é necessário que ele se coloque na posição também de paciente. Como mudar esse cenário? Veja outros destaques Entrevista: Desafios da formação médica Dificuldades no diagnóstico no câncer de mama Ponto de vista: O futuro da Residência Médica Leia aqui!

Leia mais »
AMMG em dia

Julho Turquesa

‘Julho Turquesa’ alerta sobre Olho Seco Doença afeta milhares de brasileiros e pode levar a problemas mais sérios da visão Você já sentiu aquela sensação de olho seco, provocando muitas vezes dores e a sensação de areia ao enxergar? Julho é lembrado como o mês do ‘Olho Seco’ e a sede da Associação Médica de Minas Gerais é iluminada de azul, alusivo a cor turquesa que celebra o tema. Em parceria com a Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), a campanha tem como objetivo alertar e combater uma doença que atinge 20 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco (Apos), o que representa entre 34% da população no país que sofrem com alterações na produção de lágrimas. Essa é uma condição relativamente comum, caracterizada por composição anormal do filme lacrimal e inflamação da superfície ocular. Estima-se uma prevalência mundial estimada de 5% a 50%. De acordo com o diretor da SMO e da AMMG, Luiz Carlos Molinari Gomes, isso inicia um ciclo vicioso de inflamação e dano da superfície ocular que pode prejudicar a qualidade de vida e a visão dos pacientes afetados. “Muitos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença, incluindo as doenças oculares e sistêmicas, o uso de medicamentos tópicos e sistêmicos, as condições ambientais, o uso de lentes de contato, a má qualidade do ar, o tabagismo, a história médica pregressa, a poluição e pós operatórios de cirurgia oculares.” Molinari explica que é uma causa comum de visita ao oftalmologista, afetando mais mulheres que homens, associada a sintomas como visão borrada, desconforto ocular e sensação de ressecamento. Dentre os sintomas estão: ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldades para ficar em lugares com ar-condicionado ou em frente ao computador, olhos embaçados ao final do dia, coceira, vermelhidão, lacrimejamento excessivo e sensibilidade à luz. O especialista explica que pelo fato do distúrbio ser crônico, o tratamento geralmente é de longo prazo e pode utilizar intervenções farmacológicas e não farmacológicas para abordar todos os componentes etiológicos. “O gerenciamento a longo prazo pode ser desafiador e, na maioria das vezes, deve envolver o encaminhamento de um oftalmologista. No entanto, os médicos de cuidados primários são, frequentemente, os primeiros a atender os pacientes com a doença e, de maneira importante, fornecem diagnóstico inicial e educação preliminar do paciente sobre o processo da doença. Eles devem considerar a prescrição de medicamentos com menos efeitos na superfície ocular sempre que possível em pacientes com risco ou com doença de olho seco existente.” O diretor reforça que o manejo bem sucedido da doença do olho seco geralmente requer o uso de várias terapias farmacológicas e/ou não farmacológicas, bem como modificações ambientais e de estilo de vida, para mitigar as etiologias subjacentes e restaurar a homeostase do filme lacrimal. “O problema pode estar ligado a outros fatores como o uso exagerado de tecnologias como smartphones e computadores.” Além disto, o médico afirma que a expectativa de vida aumentou, expandindo as doenças crônicas, deficiência de vitaminas e a ingestão de medicamentos diuréticos, antidepressivos e anti-histamínico. Ele alerta ainda para a necessidade de procurar um médico oftalmologista para obter um diagnóstico correto e identificar as causas da doença.

Leia mais »