Autor: Renata Clímaco

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O que é Genética Médica

Há 40 anos, a genética médica já ajudava a decifrar doenças. Hoje, transforma diagnósticos, tratamentos e o futuro da medicina A genética médica transforma a jornada dos pacientes e traz novas possibilidades para a prática clínica. A Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) apoia a campanha idealizada pela Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM) e divulga em seus canais o papel do especialista. Durante décadas, a medicina conviveu com perguntas para as quais simplesmente não havia respostas. Por que uma mesma doença acometia várias pessoas da mesma família? Como explicar crianças que apresentavam múltiplas malformações sem uma causa aparente? Por que alguns pacientes respondiam a determinados tratamentos enquanto outros não apresentavam qualquer melhora? Essas e inúmeras outras questões começaram a ser respondidas a partir de uma das maiores conquistas científicas da humanidade: a compreensão do genoma humano. Até então já era possível compreender as bases genéticas de condições que alteram o material genético de forma mais visível, as alterações cromossômicas, como as que levam a Síndrome de Down. Mas milhares de doenças genéticas são causadas por alterações muito menores, ao nível dos genes. O conhecimento sobre a estrutura e o funcionamento do DNA inaugurou uma nova era para a medicina. A partir dele, tornou-se possível identificar alterações genéticas responsáveis por milhares de doenças, compreender mecanismos biológicos antes desconhecidos e abrir caminho para uma medicina cada vez mais precisa, preventiva e personalizada. SOBRE A SBGM Mas quando a Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM) foi fundada, em 15 de julho de 1986, esse cenário de Medicina de Precisão ainda estava distante. O Projeto Genoma Humano sequer havia sido lançado e a genética médica dava seus primeiros passos rumo à revolução que transformaria a prática clínica. Os médicos geneticistas baseavam seus diagnósticos principalmente na avaliação clínica, no histórico familiar, nos estudos cromossômicos e nas primeiras ferramentas da biologia molecular. Muitas famílias conviviam durante anos sem uma resposta definitiva para doenças hereditárias ou síndromes raras, e a busca por um diagnóstico frequentemente se tornava uma longa jornada. Quatro anos depois, em 1990, a comunidade científica internacional iniciou oficialmente o Projeto Genoma Humano, um dos maiores empreendimentos da história da ciência. O objetivo era mapear toda a sequência do DNA humano e compreender como os genes influenciam o desenvolvimento das doenças. Em 2000, foi anunciado o primeiro rascunho do genoma humano, oferecendo à ciência uma visão inédita da estrutura genética da nossa espécie. Em 2003, com a conclusão oficial do projeto, a medicina entrou definitivamente na era da genômica. Décadas depois, em 2022, pesquisadores conseguiram completar o sequenciamento das regiões do DNA que ainda permaneciam desconhecidas, consolidando o mapa mais completo do genoma humano já produzido. Mais do que uma conquista tecnológica, o conhecimento do genoma humano transformou profundamente a maneira como médicos e pesquisadores compreendem a saúde e a doença. Desde então, a genética médica deixou de ocupar um espaço restrito aos laboratórios de pesquisa para tornar-se uma das áreas mais estratégicas da prática clínica. Hoje, as avaliações clínicas feitas por médicos geneticistas, associadas aos exames genéticos permitem diagnosticar doenças raras, identificar síndromes hereditárias, orientar casais sobre riscos reprodutivos, prever predisposições a determinados tipos de câncer, auxiliar na escolha de medicamentos mais eficazes e indicar terapias direcionadas conforme o perfil genético de cada paciente. Essa evolução também mudou a forma como diversas doenças passaram a ser classificadas. Antes agrupadas apenas por sinais e sintomas, muitas condições hoje são compreendidas a partir de sua causa molecular, permitindo diagnósticos mais precisos e tratamentos específicos. Em inúmeras situações, pacientes que durante anos receberam diagnósticos inconclusivos finalmente encontraram respostas graças aos avanços da genética médica e da genômica. IMPACTO O impacto é especialmente significativo no universo das doenças raras. Estima-se que existam mais de sete mil doenças raras descritas, sendo que cerca de 80% possuem origem genética. Para milhares de famílias, o acesso ao diagnóstico representa o fim de uma longa jornada em busca de explicações — conhecida internacionalmente como “odisseia diagnóstica” — e o início de um acompanhamento mais adequado, com aconselhamento genético, planejamento familiar e, em muitos casos, acesso a terapias inovadoras. Se nas décadas de 1980 e 1990 o maior desafio era descobrir a causa genética das doenças, atualmente a medicina genética vive uma nova fase: a de intervir diretamente na origem de doenças. Os avanços científicos impulsionaram o desenvolvimento de tratamentos que, há poucos anos, pareciam inimagináveis. As terapias gênicas, capazes de introduzir, substituir ou corrigir genes alterados, já fazem parte da realidade para algumas doenças genéticas. Paralelamente, terapias celulares, medicamentos desenvolvidos para alterações genéticas específicas e estratégias de medicina de precisão vêm modificando a história natural de diversas enfermidades. Tecnologias de edição gênica, como o CRISPR-Cas9, inauguram uma nova fronteira terapêutica e apontam para um futuro em que será possível corrigir alterações no DNA com níveis de precisão antes inimagináveis. Nesse cenário de rápida transformação, cresce também o protagonismo do médico geneticista. Muito além de solicitar exames, esse especialista desempenha papel essencial na avaliação clínica de pacientes e seus familiares, interpretação das informações genéticas, na correlação entre as manifestações clínicas, no aconselhamento às famílias e na definição e execução das melhores estratégias diagnósticas e terapêuticas. Em um momento em que o volume de dados genômicos aumenta exponencialmente e novas doenças são descritas continuamente, a atuação desse profissional torna-se indispensável para transformar informação em conhecimento clínico e decisões médicas seguras. O médico geneticista é treinado para aliar o avanço tecnológico com a prática médica ética, sensível e acolhedora. A presença da genética médica também se expandiu para praticamente todas as especialidades. Hoje, oncologia, neurologia, cardiologia, imunologia, endocrinologia, pediatria, medicina fetal, reprodução humana, e diversas outras áreas utilizam conhecimentos genéticos como parte da rotina assistencial. Essa integração demonstra que a genética deixou de ser uma especialidade de nicho para tornar-se um dos pilares da medicina contemporânea. E o Médico Geneticista tem um papel de protagonismo na Medicina, que quando a SBGM foi fundada há 40 anos, ainda precisava ser conquistado. No Brasil, essa evolução foi acompanhada de perto pela Sociedade Brasileira de Genética

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AMMG recebe especialista

A Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) recebeu, na noite de terça-feira (6 de outubro), a professora Anne Gompel com a palestra sobre ‘Terapia Hormonal da Menopausa (THM) segundo a expertise Francesa e avaliação de risco de câncer de mama’, com a moderação do professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da UFMG, coordenador do Ambulatório de Climatério do HC UFMG e pós Doc na Unidade de Ginecologia Endócrina do Hospital Cochin, em Paris, Márcio Rodrigues. O evento foi uma realização da AMMG, Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) e Sociedade Brasileira de Mastologia Regional Minas Gerais (SBM MG). Para o presidente da AMMG, Gabriel de Almeida Silva Júnior, o encontro além de abrir as atividades do Outubro Rosa, reforça o papel do médico para além do diagnóstico e tratamento do câncer de mama. “Estamos juntos pela valorização da qualidade de vida das mulheres.” O presidente da Sogimig, Eduardo Batista Cândido, enalteceu a parceria entre as sociedades de especialidades e a importância de debater a medicina de qualidade aliado à ciência. Henrique Lima Couto, presidente da SBM MG, agradeceu a presença dos colegas e a possibilidade de transmitir o evento online, permitindo assim a disseminação do conhecimento também para o interior. Em sua palestra, Gompel apresentou os diferentes tipos de câncer de mama e a importância da avaliação para a indicação do THM, levando em conta cada caso, seus benefícios e riscos. A especialista também mostrou dados sobre a importância de levar em consideração a incidência de câncer de mama na família, assim como a idade, obesidade, sedentarismo, tabagismo e ingestão alcoólica, dentre outros, para o aumento dos casos da doença. “É muito importante levar em conta o histórico familiar e fazer uma árvore genealógica, seguindo os graus de parentesco para avaliar o risco do desenvolvimento do câncer da mama.”   Após a palestra participaram dos debates, o presidente da SBM MG, Henrique Lima Couto; a vice-presidente da Sociedade Mineira de Radiologia (SMR), Ivie Braga; Maribene Bahia, diretora do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Mineira de Cardiologia e a diretora Cientifica da Associação Mineira de Medicina do Trabalho (Amimt) e diretora de Comunicação e Marketing da AMMG, Walnéia Cristina de Almeida Moreira. As perguntas foram abertas também aos participantes. Sobre Anne Gompel Professora Emérita de Endocrinologia Reprodutiva e Ginecologia da Universidade Paris Cité, Gompe foi chefe do Departamento de Endocrinologia Ginecológica do Hospital Port Royal Cochin, em Paris. Formou-se em endocrinologia e ginecologia médica, obtendo o título de médica pela Universidade de Paris em 1981 e o de doutora em 1987. Possui responsabilidades acadêmicas nacionais na gestão da especialidade de Ginecologia como presidente Honorária do Colégio Nacional de Professores de Ginecologia Médica. Gompel desenvolveu pesquisas biológicas básicas sobre células mamárias e hormônios, com foco no papel da progesterona e dos progestágenos em células mamárias normais e cancerosas, além de prática clínica e publicações na área de menopausa, contracepção, hormônios e doenças sistêmicas. Atuou como membro do Conselho de diversas sociedades internacionais (EMAS, IMS, ESC). É membro do Conselho da ISGE e vice-presidente da Sociedade Francesa de Menopausa. Publicou extensivamente nas áreas de menopausa, contracepção, angioedema induzido por bradicinina e câncer de mama. É membro do Conselho Editorial da revista Climacteric e revisora ​​de diversos periódicos internacionais. PALESTRA ONLINE Para assistir a palestra acesse o Canal do YouTube da AMMG pelo link: https://youtube.com/live/r-atod2Q9Ok?feature=share Veja os registros de fotos: https://www.flickr.com/photos/185103191@N03/albums/72177720336043019/with/55574926931 Fotos: Gláucia Rodrigues

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Lançamento Obra de JK

A Semana do Médico 2026 será também cenário para o lançamento da obra Juscelino Kubitschek — O Médico, de Fernando Araújo, com organização de José Carlos Serufo, no dia 16 de Outubro, a partir das 20h, no Centro de Convenções e Eventos da Associação Médica de Minas Gerais. O lançamento integra a programação das solenidades Personalidades Médicas e Médico Mineiro em Destaque, promovidas durante a Semana do Médico 2026. Um momento dedicado à memória da medicina e à trajetória de uma das personalidades mais marcantes da história de Minas Gerais e do Brasil. A publicação recupera a trajetória médica de JK, que exerceu a profissão antes e durante sua ascensão na vida pública. Sua trajetória vai muito além da política. Antes de se tornar presidente da República e um dos personagens mais conhecidos da história brasileira, JK exerceu a medicina — dimensão de sua vida resgatada na obra Juscelino Kubitschek, o Médico, de Fernando Araújo.

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Encontro Multidisciplinar

No dia 21 de outubro, as 19h30, no Centro de Convenções e Eventos da Associação Médica de Minas Gerais, acontece o Encontro Multidisciplinar Outubro Rosa. Voltado à atualização científica, à comunicação médica e aos desafios atuais no cuidado com o câncer de mama, reunirá especialistas de diversas áreas para discutir evidências, condutas, tratamentos, novidades em torno do Câncer de Mama. O encontro é uma promoção da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), com o apoio da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais (SBM MG), Sociedade de Radiologia e Diagnóstico de Minas Gerais (SRMG), Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Sociedade de Endocrinologia e Metabologia – Regional Minas Gerais (Sbem MG), Sociedade Mineira de Cardiologia (SMC), Associação Mineira de Medicina do Trabalho (Amimt), Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Minas Gerais, Associação  (SBCP MG), Associação Mineira de Medicina de Família e Comunidade (AMMFC), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – Regional Minas Gerais (SBOC MG), Sociedade Brasileira de Genética Médica – Regional Minas Gerais (SBGM MG), a Sociedade dos Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais (Sammg), Ação Solidária as Pessoas com Câncer (Aspec), Pérolas de Minas e Associação de Prevenção do Câncer na Mulher (Asprecam) Em 2026, com o Slogan ‘A vida nos une, o cuidado nos move’, chama a atenção para o cuidado com o câncer de mama como um movimento de acolhimento. Cada ação, cada gesto de apoio e cada informação compartilhada ajuda a transformar essa realidade. CENÁRIO Em um cenário em que o Brasil registra cerca de 73,6 mil novos casos por ano, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), falar do tema é uma forma concreta de salvar vidas — porque, quando a doença é identificada no início, as chances de cura podem superar 95% em muitos casos. FAÇA AQUI SUA INSCRIÇÃO E CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

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Palestra Anne Gompel

Abrindo as atividades do ‘Outubro Rosa’, a Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) recebe, no dia 6 de outubro, as 19h, a professora Anne Gompel, para palestrar sobre ‘Terapia Hormonal da Menopausa segundo a expertise Francesa e avaliação de risco de câncer de mama’. A moderação ficará a cargo do especialista Márcio Rodrigues, professor associado do Departamento de Ginecologia e Obsetrícia da UFMG, coordenador do Ambulatório de Climatério do HC UFMG e pós Doc na Unidade de Ginecologia Endócrina do Hospital Cochin, em Paris. O evento é uma promoção da Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) e da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais (SBM MG) e da AMMG. Professora Emérita de Endocrinologia Reprodutiva e Ginecologia da Universidade Paris Cité, Gompe foi chefe do Departamento de Endocrinologia Ginecológica do Hospital Port Royal Cochin, em Paris. Formou-se em endocrinologia e ginecologia médica, obtendo o título de médica pela Universidade de Paris em 1981 e o de doutora em 1987. Possui responsabilidades acadêmicas nacionais na gestão da especialidade de Ginecologia como presidente Honorária do Colégio Nacional de Professores de Ginecologia Médica. Desenvolveu pesquisas biológicas básicas sobre células mamárias e hormônios, com foco no papel da progesterona e dos progestágenos em células mamárias normais e cancerosas, além de prática clínica e publicações na área de menopausa, contracepção, hormônios e doenças sistêmicas. Atuou como membro do Conselho de diversas sociedades internacionais (EMAS, IMS, ESC). É membro do Conselho da ISGE e vice-presidente da Sociedade Francesa de Menopausa. Publicou extensivamente nas áreas de menopausa, contracepção, angioedema induzido por bradicinina e câncer de mama. É membro do Conselho Editorial da revista Climacteric e revisora ​​de diversos periódicos internacionais. INSCRIÇÕES ABERTAS AQUI

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Câncer de Mama

A informação e o diagnóstico precoce são as ferramentas mais poderosas para aumentar as chances de cura e salvar vidas. Neste ano, o Slogan A vida nos une, o cuidado nos move!, reforça que o cuidado é um movimento de acolhimento. Durante o Outubro Rosa, vamos falar da importância do autocuidado durante toda a vida. Em outubro, a cor rosa ilumina o mês para reforçar a luta contra o câncer de mama, o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e a sede da Associação Médica de Minas Gerais se veste de rosa. DADOS CÂNCER DE MAMA O câncer de mama faz parte da realidade de milhares de pessoas no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama, por ano, até 2028. Ter acesso à informação de qualidade pode mudar os números de incidência, ajudar a compreender a jornada e buscar o apoio correto, quando necessário, no decorrer da jornada.Conhecer os fatores de risco, adotar hábitos saudáveis, estar atento aos sinais de alerta e saber quando procurar atendimento são iniciativas que salvam vidas. SAIBA MAIS SOBRE O CÂNCER DE MAMA O câncer de mama se caracteriza pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada, das células do tecido mamário. A doença se desenvolve em decorrência de alterações genéticas. Porém, isso não significa que os tumores da mama são sempre hereditários. Em seu funcionamento normal, o corpo substituiu as células antigas por células novas e saudáveis. As mutações genéticas podem alterar a habilidade da célula de manter sua divisão e reprodução sob controle, produzindo células em excesso, formando o tumor. Um tumor pode ser benigno (não perigoso para a saúde) ou maligno (tem o potencial de ser perigoso). Os benignos não são considerados cancerígenos: suas células têm aparência próxima do normal. Elas crescem lentamente e não invadem os tecidos vizinhos, nem se espalham para outras partes do corpo. Já os tumores malignos são cancerosos. Caso suas células não sejam controladas, podem crescer e invadir tecidos e órgãos vizinhos, eventualmente se espalhando para outras partes do corpo. O câncer de mama consiste em um tumor maligno que se desenvolve a partir de células da mama. Geralmente, ele começa nas células do epitélio que reveste a camada mais interna do ducto mamário. Mais raramente, o câncer pode começar em outros tecidos, tais como o adiposo e o fibroso da mama. O câncer de mama pode ser “in situ”, aquele em que ainda não há risco de invasão e metástase, com chances de cura de aproximadamente 100%. Mesmo os tumores invasivos (quando invadem a membrana basal da célula) podem ser curados se o diagnóstico for estabelecido em fase precoce. As alterações nos genes podem ser herdadas (casos dos cânceres hereditários) ou adquiridas. O câncer de mama hereditário corresponde a cerca de 5% a 10% dos casos, ou seja, quando existem parentes de primeiro grau com a doença. Portanto, 90% dos casos decâncer de mama não têm origem hereditária. As alterações genéticas, que são chamadas mutações, podem ser determinadas por vários fatores, entre eles: exposição a hormônios (estrogênios), irradiação na parede torácica para tratamento de linfomas, excesso de peso, ausência de atividade física, excesso de ingestão de gordura saturada e álcool. Fonte: Sociedade Brasileira de Mastologia

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Manifesto AMB

Manifesto da Associação Médica Brasileira por uma Medicina de qualidade e uma saúde melhor para o Brasil Aos candidatos à Presidência da República e à sociedade brasileira A Associação Médica Brasileira (AMB) é uma instituição que há 75 anos representa a Medicina brasileira, reúne 27 Federadas e 54 Sociedades de Especialidades e tem como missão defender a dignidade profissional do médico, promover uma Medicina de qualidade, comprometida com o cuidado de cada paciente e com a saúde da população brasileira. Neste momento em que o Brasil se prepara para escolher seu próximo presidente, a AMB apresenta uma agenda de 12 PRIORIDADES para a saúde brasileira. O propósito é contribuir para que cada pessoa, em todas as regiões do país, tenha acesso a uma assistência digna, segura e de qualidade. A saúde não pode ser apenas uma política de governo. Deve ser uma política permanente de Estado, baseada em evidências, planejamento, avaliação de resultados e continuidade das políticas que funcionam AMB reforça que esta não é uma agenda partidária. É uma agenda de Estado. O Brasil da saúde em números (Fontes: Ministério da Saúde, MEC/Inep, IBGE e Demografia Médica 2025/FMUSP/AMB/MS). · Há mais de 600 mil médicos. O Brasil ultrapassou a marca de 600 mil médicos e vive uma rápida expansão, com muitos profissionais sem formação adequada. Há necessidade de avaliação dessa formação e das particularidades de cada região. · 40,9% dos médicos são generalistas. Dos cerca de 597 mil médicos em atividade em 2024, mais de 40% eram generalistas, reforçando a importância da formação de especialistas e da residência médica. Há urgência em supervisionar e qualificar melhor os cursos, além de aumentar e qualificar as vagas da residência. · No Sudeste estão 55,4% dos especialistas. Mais da metade dos especialistas está concentrada na região, evidenciando a necessidade de políticas de melhor distribuição e fixação de médicos, assim como melhores condições de trabalho. · Há hoje no Brasil 494 cursos de Medicina e 351 cursos foram avaliados pelo Enamed em 2025. Na primeira edição do exame, 107 cursos (30,5%) receberam conceitos 1 ou 2, considerados insatisfatórios, o que demonstra a necessidade urgente de avaliação aprofundada e de medidas corretoras. · Já há mais de 50% de mulheres entre os médicos atuando no Brasil, com tendência de aumento deste número, sobretudo em algumas especialidades. É um fato que requer várias reflexões e políticas específicas. · Há 53,1 milhões de beneficiários de planos de saúde. Em julho de 2026, a saúde suplementar registrava mais de 53 milhões de vínculos em planos de assistência médica, o que reforça a necessidade de uma atenção e avaliação mais críticas. · Há 2,8 bilhões de atendimentos anuais do SUS. O SUS realiza bilhões de procedimentos por ano, da atenção ambulatorial à alta complexidade, e atende cerca de 180 milhões de brasileiros, demonstrando a necessidade de aperfeiçoamento constante, atenção e ampliação. · Há 22,2 milhões de brasileiros com 65 anos ou mais. Segundo o Censo 2022, essa população cresceu 57,4% em 12 anos e já representa 10,9% da população brasileira. Esses números oficiais mostram que o desafio do Brasil não é apenas ampliar o número de profissionais e serviços, mas assegurar qualificação, distribuição adequada, valorização profissional e segurança para os pacientes. A saúde da população representa um dos pilares de uma sociedade justa, desenvolvida e comprometida com a dignidade humana. Propostas AMB 1. Formação médica de qualidade O Brasil precisa formar médicos em quantidade adequada às suas necessidades, mas, sobretudo, com qualidade. A expansão de cursos e vagas deve ser acompanhada de avaliação rigorosa, infraestrutura adequada, corpo docente qualificado e campos de prática estruturados. A residência médica deve ser fortalecida e ampliada como instrumento estratégico para a formação de especialistas, considerando as necessidades regionais e epidemiológicas do país. 2. Exame de Proficiência Médica A AMB defende, há anos, a criação de um Exame Nacional de Proficiência Médica como requisito para o exercício profissional, a exemplo do que ocorre em outras profissões regulamentadas. A proposta ganha ainda mais relevância diante dos resultados do Enamed 2025, que evidenciaram desafios na qualidade da formação médica. O exame DEVE SER REALIZADO pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e demais entidades médicas, assegurando que o médico recém-formado possua os conhecimentos, habilidades e competências necessários para exercer a profissão com segurança e responsabilidade. Esta avaliação busca oferecer uma garantia aos pacientes. 3. Especialização e segurança do paciente A especialização médica é garantia de qualificação profissional e proteção da sociedade. A AMB defende critérios rigorosos e transparentes para o reconhecimento das especialidades e a preservação da certificação realizada em conjunto com as Sociedades de Especialidades. Qualificação médica é segurança para o paciente. 4. Políticas públicas voltadas para as mulheres médicas É fundamental desenvolver políticas que apoiem as mulheres médicas na assistência, ensino, pesquisa e posições de liderança, em programas de apoio à gestação, amamentação e identificação de desigualdade de gênero. 5. Fortalecimento do SUS O Sistema Único de Saúde é patrimônio da sociedade brasileira e deve ser fortalecido como política de Estado. É necessário garantir financiamento adequado, gestão eficiente, redução das desigualdades regionais, fortalecimento da atenção primária, ampliação do acesso à média e alta complexidade e redução das filas. 6. Valorização e distribuição dos médicos O Brasil não enfrenta apenas um problema quantitativo de médicos. Não precisamos de MAIS MÉDICOS, precisamos, sim, de distribuição adequada, qualificação, formação, especialização e fixação profissional. E isto só será possível com o fortalecimento das residências médicas e com uma política nacional da carreira médica. A valorização deve alcançar os médicos que atuam no SUS, na saúde suplementar, na assistência privada, na pesquisa e na docência. A AMB defende a criação de uma Política Nacional de Carreira Médica, especialmente para o SUS, com critérios de ingresso, progressão, remuneração, educação continuada, condições adequadas de trabalho e mecanismos de fixação em regiões de maior necessidade. 7. Autonomia médica e defesa da Medicina O exercício da Medicina deve estar fundamentado em ciência, ética, responsabilidade e autonomia técnica. A atuação multiprofissional é essencial, mas deve respeitar as competências e

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AMMG debate projetos

Nesta terça-feira, 22 de setembro, a nova diretoria da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) realizou sua primeira reunião. O encontro abriu as atividades da gestão 2026/2029, presidida pelo mastologista Gabriel de Almeida Silva Júnior. Temas como planejamento para os próximos anos, associativismo, a participação dos novos médicos nas entidades de classe, dentre outros assuntos importantes da medicina foram debatidos durante a reunião. Conheça a nova diretoria da AMMG no site: https://ammg.org.br/diretorias/

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Aula aberta Mindfulness

🙆‍♀️ Sabemos que dormir bem, alimentar-se de forma saudável, praticar atividade física, cuidar das relações e manejar o estresse fazem diferença para a saúde. Mas saber o que nos faz bem nem sempre é suficiente para conseguirmos transformar nossos hábitos. É nesse espaço entre saber e fazer que se situa a proposta deste novo curso do NUMI. 🍀 Ao longo de 12 encontros semanais, o Prof. Ramon Cosenza irá integrar conhecimentos da Medicina do Estilo de Vida, Psicologia Positiva e Mindfulness, articulando evidências científicas, reflexão e práticas aplicáveis ao cotidiano. Entre os temas abordados estarão sono, alimentação, atividade física, equilíbrio atencional, cognitivo e emocional, relações sociais, emoções positivas, propósito de vida e manejo do estresse. 🧘‍♀️ As práticas de mindfulness serão utilizadas como recurso para ampliar a atenção e a autorregulação, favorecendo escolhas mais conscientes e a construção de hábitos mais saudáveis. 📅 Início: 15/09/2026🗓️ Terças-feiras | 12 encontros semanais⏰ 19h às 21h💻 Online, síncrono (ao vivo) ‼️As gravações das aulas serão disponibilizadas aos alunos pelo período de 6 meses. 🔸 Investimento: R$ 890,00🔸 Condições especiais:🔸 20% sobre as inscrições padrão e antecipadas para associados da AMMG 👨‍🏫 Prof. Ramon CosenzaMédico, Neurocientista e Professor (aposentado) da UFMG. Autor dos livros Estilo de Vida – Saúde Positiva e o Bem-Estar e Neurociência e Mindfulness. 🌱 Ciência, prática e escolhas diárias para transformar hábitos, cuidar da saúde e viver com equilíbrio. ‼️Link para a inscrição com desconto para associados AMMG

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Atlas AMMG: 80 anos

A história da Associação Médica de Minas Gerais agora está reunida em uma publicação que celebra oito décadas de compromisso com a medicina, a ciência e a defesa da classe médica. O Atlas AMMG – 80 Anos de História (1946–2026) apresenta uma rica linha do tempo da entidade, seus presidentes, diretorias, departamentos científicos, sociedades de especialidade, grandes eventos, campanhas, conquistas e personalidades que contribuíram para construir o legado da Associação. Mais do que um registro histórico, a obra preserva a memória da medicina mineira e homenageia gerações de médicos que fizeram e continuam fazendo parte dessa trajetória. Acesse gratuitamente a versão on-line e conheça essa história.

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