Médicos de diversas especialidades se reuniram, dia 21 de outubro, para o Encontro Multidisciplinar Outubro Rosa. Em sintonia com o tema da campanha de 2026, ‘A vida nos une, o cuidado nos move’, foram ministradas importantes aulas para um público atento que esteve presente no Centro de Convenções e Eventos da Associação Médica de Minas Gerais (Cencon AMMG) e acompanhou a transmissão online pelo canal do YouTube da AMMG. Voltado à atualização científica, à comunicação médica e aos desafios atuais no cuidado com o câncer de mama, foram debatidos evidências, condutas, tratamentos, novidades em torno do Câncer de Mama e a jornada da paciente desde a prevenção da doença, a descoberta, passando pelo diagnóstico até o tratamento. Na abertura, o mastologista e presidente da AMMG, Gabriel de Almeida Silva Júnior falou sobre formatação do evento que teve como objetivo reunir várias especialidades para discutir a saúde da mulher sobre vários aspectos. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais (SBM MG), Henrique Lima Couto, a iniciativa levou em conta a importância da atuação de diversas especialidades na abordagem do câncer de mama e, também, a participação das instituições não governamentais que acompanham de perto a jornada das mulheres que passam pelo câncer de mama. No painel ‘A imagem na detecção precoce e rastreamento’ , moderado pelo presidente da AMMG, o presidente da SBM MG falou sobre ‘Novo protocolo de diretrizes clínicas e terapêuticas do câncer de mama: Progressos e como avançar mais?’, com as vitórias de novas incorporações no Sistema Único de Saúde e os maiores desafios ainda a serem transpassados. A vice-presidente da Sociedade de Radiologia e Diagnóstico de Minas Gerais (SRMG), Ivie Braga de Paula reforçou sobre a importância dos exames de imagem para o rastreamento como ferramentas fundamentais no diagnóstico precoce e também da falta de organização o sistema como um todo para fazer a mulher chegar a consulta, fazer seus exames, antes mesmo de ter qualquer tipo de sintoma da doença. O endocrinologista, Márcio Weissheimer Lauria abordou o ‘Impacto dos agonistas do receptor de GLP1 na redução do risco de câncer de mama’, com a apresentação de pesquisas com dados científicos sobre o papel dos agonistas na redução do risco do câncer de mama. A ginecologista e obstetra, Larissa Aquino falou sobre o tema ‘Prevenção primária e reconhecimento de alto risco para câncer de mama’, ressaltando importância do rastreamento e dos fatores de risco para o desenvovimento da deonça. No painel ‘Cuidado integral e qualidade de vida’, a vice-presidente da Sociedade Mineira de Cardiologia (SMC), Tânia Félix Lorenzato da Fonseca Peixoto elencou sobre os ‘Cuidados cardiológicos associado ao tratamento sistêmico do câncer de mama’. A médica do trabalho, Adriana Souza Andrade, apresentou a aula sobre ‘Saúde ocupacional, retorno ao trabalho durante e após tratamento do câncer de mama’ e o cirurgião plástico, Eduardo Eustáquio Salera de Carvalho trouxe a abordagem sobre a ‘Reconstrução mamária imediata: deveria ser uma prioridade para a maioria dos casos?’, levando em conta a individualidade e o cenário no qual a mulher está inserida. No último painel, a vice presidente da SBM MG, Renata Capanema Saliba, moderou o tema central ‘Acesso e Desafios na Jornada´. Ministraram as aulas, a oncologista Carolina Martins Vieira, com o tema ‘O desafio de garantir os melhores tratamentos no SUS e na Saúde Suplementar’. O médico radio-oncologista, Marcus Castilho com ‘A rede de radioterapia no estado de Minas Gerais, desafios assistenciais’ e o médico geneticista, Henrique Galvão, com a palestra ‘Câncer de mama no SUS: aconselhamento genético pré e pós teste’. Também fez parte deste quadro, Maria Luíza de Oliveira, coordenadora do Pérolas de Minas falando sobre ‘O que realmente as pacientes demandam no dia a dia?’. Participaram do debate final o presidente da Ação Solidária às Pessoas com Câncer (Aspec), Marcelo Pedroso e a diretora administrativa da Associação de Prevenção do Câncer na Mulher (Asprecam), Cláudia Magalhães. Em todos os intervalos dos painéis, os especialistas discutiram com os participantes tópicos importantes e tiraram dúvidas sobre os temas. O encontro foi realizado pela Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais (SBM MG), Sociedade de Radiologia e Diagnóstico de Minas Gerais (SRMG) e Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), com o apoio da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia – Regional Minas Gerais (Sbem MG), Sociedade Mineira de Cardiologia (SMC), Associação Mineira de Medicina do Trabalho (Amimt), Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Minas Gerais, Associação (SBCP MG), Associação Mineira de Medicina de Família e Comunidade (AMMFC), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – Regional Minas Gerais (SBOC MG), Sociedade Brasileira de Genética Médica – Regional Minas Gerais (SBGM MG), a Sociedade dos Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais (Sammg), Ação Solidária as Pessoas com Câncer (Aspec), Pérolas de Minas e Associação de Prevenção do Câncer na Mulher (Asprecam). Em 2026, com o Slogan ‘A vida nos une, o cuidado nos move’, chama a atenção para o cuidado com o câncer de mama como um movimento de acolhimento. Cada ação, cada gesto de apoio e cada informação compartilhada ajuda a transformar essa realidade. CENÁRIO O crescimento do número de casos de câncer de mama no Brasil é alarmante De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que, em 2025, cerca de 74 mil novos casos sejam diagnosticados, o que torna o câncer de mama o tipo mais comum entre as mulheres no país. Conheça alguns números sobre o câncer de mama Incidência 1 em cada 3O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum em todo o mundo, representando cerca de 1 em cada 3 casos de câncer diagnosticados em mulheres no Brasil. Estimativas 74 mil/ano Nas mulheres brasileiras, o câncer de mama também é o mais incidente (depois do de pele não melanoma), com 74 mil casos novos previstos por ano até 2025. Chances de cura Acima de 95% Quando o câncer de mama é diagnosticado em estágios iniciais, as chances de cura são significantemente maiores, podendo superar