Dia: 15/07/2026

AMMG em dia

Ginecologia: 1ª consulta

Primeira consulta ao ginecologista: Quando marcar e o que esperar desse atendimento? Médica esclarece dúvidas comuns de pais e responsáveis e reforça que a primeira ida ao consultório tem caráter educativo e preventivo. Quando deve ser a primeira consulta ao ginecologista? A dúvida é comum entre pais e responsáveis e, muitas vezes, vem acompanhada de insegurança, tabus e medo de expor meninas e adolescentes a um atendimento considerado “adulto” antes da hora. No entanto, essa primeira avaliação não está necessariamente ligada ao início da vida sexual e pode ser um momento importante para orientar sobre puberdade, menstruação, vacinação, hábitos saudáveis e saúde reprodutiva. Foto: imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial. Segundo a médica ginecologista e membro da diretoria da Sogimig, Mariana Seabra, a primeira consulta tem, na maioria das vezes, caráter educativo e preventivo. O objetivo é criar um vínculo de confiança, esclarecer dúvidas e ajudar a adolescente a compreender as mudanças do próprio corpo com segurança. 1. Qual é o momento mais indicado para a primeira consulta? Não existe uma idade única para a primeira ida ao ginecologista. A avaliação inicial pode acontecer a partir da primeira menstruação ou entre 13 e 15 anos, mesmo que a adolescente ainda não tenha iniciado a vida sexual. Essa primeira consulta permite orientar sobre as mudanças da puberdade, ciclo menstrual, vacinação, hábitos saudáveis e saúde reprodutiva, além de criar um vínculo de confiança com o médico. 2. A consulta deve acontecer apenas se houver algum problema? Não. A primeira consulta também pode ter papel preventivo. Mesmo sem queixas, o acompanhamento ajuda a adolescente e a família a entenderem o que é esperado nessa fase e quais sinais merecem atenção. O consultório pode ser um espaço para falar sobre menstruação, cólicas, higiene íntima, corrimentos, desenvolvimento puberal e dúvidas relacionadas às transformações físicas e emocionais da adolescência. 3. Quais sinais indicam que a consulta deve ser antecipada? Algumas situações exigem avaliação antes da faixa etária habitual. Entre elas estão sinais de puberdade precoce ou muito tardia, ausência da primeira menstruação na idade esperada, cólicas intensas ou incapacitantes, dor pélvica persistente, sangramentos menstruais muito intensos ou irregulares, alterações na região genital, suspeita de abuso sexual ou qualquer dúvida importante da criança, da adolescente ou da família. Nesses casos, a consulta ajuda a esclarecer o diagnóstico e iniciar o tratamento quando necessário. 4. A primeira consulta envolve exame ginecológico? Na maioria das vezes, não. A primeira avaliação costuma ser principalmente uma conversa. O médico busca conhecer a adolescente, entender sua história, esclarecer dúvidas e orientar sobre o funcionamento do corpo, puberdade e saúde sexual. O exame físico geral pode ser realizado quando indicado, mas o exame ginecológico específico raramente é necessário nesse primeiro atendimento. Quando há indicação clínica, tudo deve ser explicado previamente, respeitando idade, privacidade, conforto e consentimento da paciente. 5. Como pais e responsáveis podem lidar com tabus sobre o assunto? O primeiro passo é entender que levar a adolescente ao ginecologista não significa antecipar discussões, mas oferecer informação segura e cuidado preventivo. O tema deve ser tratado com naturalidade, sem medo ou constrangimento. A consulta também pode ajudar os responsáveis a conduzirem conversas importantes sobre saúde, limites, prevenção, vacinação e autocuidado. Criar um ambiente de confiança é fundamental para que a adolescente se sinta segura para tirar dúvidas e buscar ajuda sempre que necessário. Os pais e responsáveis não devem esperar apenas o surgimento de sintomas para buscar acompanhamento. A primeira consulta pode ser uma oportunidade para transformar dúvidas em informação e fortalecer o cuidado com a saúde da mulher desde cedo. Sobre a SOGIMIGA Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Trabalha para a atualização científica e para a defesa e valorização dos profissionais da área. —————————- Contato para imprensa:Flávio AmaralAssessoria de Imprensa Sogimig(31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br+Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes.

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