
Março amarelo
Alerta para diagnóstico precoce da endometriose Condição pode começar na adolescência, comprometer a fertilidade e afetar outros órgãos. A endometriose é uma condição que pode provocar dor intensa, impacto na qualidade de vida e, em alguns casos, infertilidade. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de prevalência é estimada entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. Segundo o presidente do Comitê de Cirurgia e Endoscopia Ginecológica da SOGIMIG, Rodrigo Manieri Rocha, o problema pode surgir ainda na adolescência e não deve ser tratado como algo “normal”. A endometriose é caracterizada por uma formação tecidual com elementos específicos, compostos por células glandulares (semelhantes ao revestimento interno do útero) e fibrose intensa, muito possivelmente de origem congênita. Esse tecido pode estar implantado nos ovários, no intestino, na bexiga e em estruturas profundas da pelve. Entre os principais sintomas estão dor durante a menstruação, dor nas relações sexuais, dor para evacuar ou urinar, alterações intestinais como constipação ou diarreia e dificuldade para engravidar. Algumas mulheres podem não apresentar sintomas evidentes, o que reforça a importância do acompanhamento ginecológico regular. “Hoje sabemos que a dor não deve ser considerada normal. Qualquer dor menstrual que cause incômodo e atrapalhe o dia a dia merece investigação”, destaca o especialista. Apesar de historicamente considerada de difícil diagnóstico, a realidade vem mudando. “Com profissionais capacitados e o uso adequado do ultrassom transvaginal, é possível diagnosticar a endometriose com bastante eficiência”, afirma Rodrigo. A demora no diagnóstico, segundo ele, está mais relacionada ao acesso aos exames do que à ausência de métodos diagnósticos. Embora tenha relação com a infertilidade, a maioria das mulheres com a condição engravida espontaneamente. Em casos mais avançados, alternativas como preservação da fertilidade, congelamento de óvulos ou embriões e técnicas de reprodução assistida podem ser consideradas. Além do sistema reprodutivo, a condição pode comprometer outros órgãos. Intestino, bexiga, ureter e, em situações mais raras, diafragma e nervos da pelve. O tratamento inclui terapias hormonais para reduzir a atividade biológica da doença, cirurgia para remoção de lesões em casos específicos e medidas complementares como fisioterapia pélvica, atividade física, alimentação adequada e controle da dor. “É possível que a mulher tenha vida plena mesmo convivendo com a endometriose, desde que haja acompanhamento adequado”, explica. Segundo o médico, dor pélvica recorrente não deve ser ignorada. “Dor não é normal! Não é normal sentir dor intensa na menstruação, dor na relação ou dificuldade importante no funcionamento do intestino ou da bexiga. É fundamental procurar avaliação especializada para identificar a causa e evitar sofrimento desnecessário”, conclui. Sobre a SOGIMIG A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica e para a defesa e a valorização dos profissionais da área. ————————————————- Contato para imprensa: Flávio Amaral Assessoria de Imprensa Sogimig (31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br +Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes.
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