Dia: 1/11/2024

AMMG em dia

Autonomia do Paciente

No dia 7 de novembro, às 18h30, o CRM-MG promove o Fórum “Autonomia do Paciente”, voltado para médicos e profissionais do Direito interessados em debater temas que envolvam as implicações legais e éticas relacionadas a autonomia do paciente.O evento será híbrido, permitindo participação presencial ou virtual pelo YouTube do CRM-MG. Para participar presencialmente e receber certificado, é necessário se inscrever previamente pelo site (https://app.crmmg.org.br/login) . As inscrições são gratuitas e ficam abertas até o dia 6 de novembro. Confira a programação e inscreva-se. Vagas limitadas!

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Novembro Azul

No combate ao câncer de próstata, a prevenção é a palavra-chave. A sua detecção é feita por meio de exame de toque retal (exame de próstata). Especialistas comentam que o exame é importante para detectar precocemente o aparecimento da doença, bem como problemas na próstata. A AMMG ilumina a sua sede e junto a Sociedade Brasileira de Urologia – Regional Minas Gerais (SBU MG) alerta para a importância do cuidado com a saúde do homem #novembroazul #ammg #urologia #cancerdeprostata Brasil aguarda aprovação de novos tratamentos minimamente invasivos já utilizados internacionalmente O prognóstico para o câncer de próstata não é nada animador. Estudo conduzido este ano pela Comissão de Câncer de Próstata da revista científica Lancet, uma das publicações de maior fator de impacto no mundo, previu uma duplicação global de casos para 2,9 milhões e um aumento de 85% nas mortes para quase 700.000 até 2040. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, no Brasil, em 2023, foram registrados 17.093 óbitos devido à doença, ou seja, 47 mortes por dia. Tendo em vista esse cenário preocupante, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realiza mais uma edição da campanha Novembro Azul, alertando para a importância do cuidado com a saúde global masculina, com a realização periódica de exames e consulta com o especialista, o que pode prevenir doenças e até mesmo detectá-las em estágio inicial, quando aumentam as chances de cura, como é o caso do câncer de próstata. De acordo com a publicação, o grande aumento no número de casos ocorrerá principalmente devido ao aumento da expectativa de vida e o de mortes pelo diagnóstico tardio, comum em países de baixa renda. “No Brasil, muitos casos de câncer de próstata são diagnosticados em estágio avançado, quando o tratamento é apenas paliativo. O câncer de próstata é uma doença do envelhecimento masculino, então estar ciente do seu risco e diagnosticá-la de forma precoce é fundamental”, ressalta o presidente da SBU, Dr. Luiz Otávio Torres. Ao longo do mês, no perfil do Portal da Urologia (@portaldaurologia) no Instagram, Facebook e TikTok, vídeos, posts e lives vão esclarecer as principais dúvidas sobre a saúde do homem. Câncer de próstata: quase 200 casos por dia O câncer de próstata é o segundo tumor mais incidente entre os homens, excetuando-se o de pele. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam para 71.730 novos casos da doença em 2024, ou seja, 196 por dia. O estudo realizado pela Comissão de Câncer de Próstata da revista científica Lancet ressalta que o aumento de casos não pode ser evitado apenas com mudanças no estilo de vida ou intervenções de saúde pública, e os governos precisam preparar estratégias para lidar com essa situação. “Há muito se sabe que o câncer de próstata, em suas fases iniciais, não produz sintomas, justamente por ser um câncer periférico, mais longe da uretra, e que somente as mudanças no estilo de vida não serão capazes de prevenir a maioria dos casos. Contudo, algumas entidades, incluindo o Ministério da Saúde e Inca, no Brasil, orientam que os homens procurem atendimento ao perceberem sintomas e sugerem que hábitos saudáveis poderiam suficientemente prevenir a doença, bem como evitar os incômodos e complicações de um rastreamento e de um tratamento, que não compensaria ter que se submeter. A Urologia e a SBU, justamente por conhecerem cada vez mais a história natural da doença e vivenciarem o dia a dia dos pacientes com câncer de próstata, sempre adotaram recomendações conforme a faixa etária e fatores de risco. Hoje, vemos que essas recomendações encontram cada vez mais eco e prosperam em diferentes cenários pelo mundo, mesmo entre os anteriormente mais resistentes. Ficamos satisfeitos e aliviados que uma entidade importante como o Lancet venha corroborar muito do que já fazíamos, trazer sugestões e reforçar a importância do diagnóstico precoce”, comenta Dra. Karin Jaeger Anzolch, diretora de Comunicação da SBU e coordenadora das campanhas de awareness da Sociedade. De acordo com o relatório da Lancet, corroborado pela SBU, para controlar o inevitável crescimento dos casos de câncer de próstata no mundo quatro pilares são fundamentais: 1 – Diagnóstico: as vias de diagnóstico devem ser modificadas para facilitar a detecção precoce do câncer de próstata e evitar o diagnóstico e tratamento excessivos. Assim, o argumento a favor do rastreamento do câncer de próstata para todos os homens com idade entre 50 e 70 anos (e todos os homens de origem africana com idade entre 45 e 70 anos) nos países de alta renda está se fortalecendo com o uso aprimorado de tecnologias como a ressonância magnética e com a crescente evidência da segurança da vigilância ativa (tratamento para cânceres indolentes, no qual não há intervenção, apenas o acompanhamento da doença). 2 – Incorporação da inteligência artificial na biópsia: os sistemas de inteligência artificial poderiam suplementar os déficits de números e habilidades dos profissionais de saúde, especialmente nos países de baixa renda. Esses sistemas poderiam não apenas diagnosticar cânceres com precisão, mas também subdividir a doença em subgrupos adicionais potencialmente valiosos para ajudar na seleção do tratamento. 3 – Expansão dos serviços de radioterapia e cirurgia: as diretrizes sensíveis aos recursos devem ser implementadas para maximizar o efeito das terapias disponíveis, especialmente a cirurgia e a radioterapia, cujo uso é frequentemente limitado nos países de baixa e média renda. 4 – Pesquisa e desenvolvimento de modelos regulatórios estratificados por risco precisam ser facilitados: novos projetos de ensaios clínicos devem ser apoiados e expandidos. Devem ser aprendidas as lições da forma como os medicamentos de baixo custo para o HIV foram disponibilizados e distribuídos globalmente para assim melhor contemplar também as necessidades de tratamento dos homens com câncer nos países de baixa e média renda, e o que aprendemos com a rápida implementação de estudos de vacinas e terapias como foi contra a Covid-19. É necessária mais investigação sobre como o prognóstico da doença, os resultados e os efeitos do tratamento (e efeitos secundários) diferem em diferentes grupos étnicos e contextos socioeconômicos. Números do SUS: em

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