Dia: 8/08/2024

Ginecologia e Obstetrícia

Febre oropouche

Doença pode comprometer a saúde das gestantes Especialista alerta para quadros graves de coagulopatia e comprometimento hepático. A febre Oropouche, doença viral transmitida pelo mosquito maruim, tem se espalhado rapidamente pelo Brasil, com registros em 16 estados, incluindo Minas Gerais, que ocupa a 9ª posição com 83 confirmações, até o fechamento desta edição. Comumente mais leve que dengue e febre amarela, a febre Oropouche pode ter comportamento diferente em gestantes. O médico Julio Couto, membro do Comitê de Gravidez de Alto Risco e Medicina Fetal da Sogimig, alerta: “A febre Oropouche em gestantes pode evoluir para uma forma mais grave, levando a quadros de coagulopatia e comprometimento hepático.” No Brasil, já foram confirmadas duas mortes de mulheres, as primeiras no mundo provocadas pela doença. As pacientes, que não eram gestantes, apresentaram sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia e fraqueza, com rápida progressão para complicações fatais. As gestantes devem redobrar a atenção procurar assistência médica ao apresentarem sintomas como febre de início súbito, dor de cabeça, dores musculares e articulares, tontura, dor na região posterior dos olhos, calafrios, náuseas e vômitos. Os sintomas da febre Oropouche podem durar de dois a sete dias, com possibilidade de recorrência. Conforme a nota técnica 15/2024 da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, a partir de estudos realizados e os ainda em andamento, foram demonstradas evidências da ocorrência da transmissão vertical do vírus Oropouche (OROV). Devido a limitações dos estudos, ainda não é possível afirmar relação direta entre a infecção por OROV durante a vida intrauterina. “Casos de recém-nascidos com microcefalia foram associados à infecção materna pelo vírus, além de um caso em que material genético do vírus foi encontrado em um feto de 30 semanas. Embora ainda não haja evidências conclusivas, esses achados sugerem que a infecção pode causar malformações neurológicas no bebê”, destaca o médico. Proteção É importante evitar áreas com alta concentração de mosquitos, utilizar telas de malha fina em portas e janelas, aplicar repelente nas áreas expostas da pele e usar roupas que cubram a maior parte do corpo. Manter a casa e os terrenos limpos, evitando o acúmulo de folhas e frutos que possam atrair insetos, também é essencial. “As gestantes devem seguir rigorosamente as orientações das autoridades de saúde e evitar ao máximo o contato com vetores da doença,” reforça Julio Couto. Sobre a SOGIMIG A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica e para a defesa e a valorização dos profissionais da área. Contato para imprensa: Flávio AmaralAssessoria de Imprensa Sogimig(31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br+Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes

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Ginecologia e Obstetrícia

Prolapso Genital

Conheça os fatores de risco e Tratamentos Especialista esclarece as principais dúvidas sobre a condição. O prolapso genital é a descida ou queda da parede vaginal anterior, da parede vaginal posterior ou do ápice vaginal em mulheres que já não possuem útero. É uma condição que causa desconforto e impacta na qualidade de vida da paciente. De acordo com o Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados do Reino Unido, os sintomas da condição estão presentes em até 50% das mulheres que são submetidas aos exames físicos. “Os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento do prolapso são a idade acima de 60 anos, obesidade, múltiplos partos vaginais, principalmente com o uso de fórceps, doenças genéticas de defeito do colágeno e condições que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse crônica,” explica a Dra. Liv Braga, médica e membro da diretoria da SOGIMIG. Os sintomas mais comuns do prolapso genital incluem uma sensação de peso na região vaginal e a percepção de uma massa ou “bola” que sai pela vagina. “Esses sintomas causam grande desconforto para as pacientes. Dependendo do tamanho do prolapso, pode haver dificuldades para evacuar, infecções urinárias recorrentes e retenção de urina na bexiga,” destaca a Dra. Liv Braga. A médica explica que as opções de tratamento variam de acordo com a gravidade do caso e as condições de saúde da paciente. “Para aquelas com risco cirúrgico aumentado ou que preferem evitar cirurgia, tratamentos conservadores como fisioterapia para fortalecimento do assoalho pélvico ou o uso de pessários vaginais podem ser eficazes. Esses dispositivos ajudam a manter os órgãos pélvicos no lugar. No entanto, o tratamento mais eficaz para casos graves é a cirurgia, que corrige o prolapso e pode envolver o uso de telas para reforçar a estrutura vaginal.” Prevenção A diretora da SOGIMIG destaca que algumas medidas podem reduzir os riscos. “Fortalecer a musculatura do assoalho pélvico através de fisioterapia e exercícios específicos durante a vida, manter um peso saudável e tratar condições que aumentam a pressão abdominal, como constipação e tosse crônica, podem ajudar,” recomenda a especialista. “Embora não haja evidências claras de que um tipo específico de parto previna o prolapso, evitar o uso de fórceps durante o parto, quando possível, pode ser benéfico.” Sobre a SOGIMIG A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Possui cerca de 2.000 associados e trabalha para a atualização científica e para a defesa e a valorização dos profissionais da área. Contato para imprensa: Flávio AmaralAssessoria de Imprensa Sogimig(31) 9 9235-9531 | flavio@maisinovacao.com.br+Inovação | Comunicação e Estratégias Inteligentes

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