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Ação simula acidente

Simulação de acidente orienta motociclistas

Evento educativo revela números de óbitos sob duas rodas e como evitar o aumento da grave estatística

 

A Associação Brasileira de Medicina de Emergência – Regional Minas Gerais (Abramede-MG), em parceria com a Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (Somiti), Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Trauma (Sbait), Câmara de Diretores Lojistas de Belo Horizonte (CDL BH), Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER MG), Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) e Guarda Municipal de Belo Horizonte, realizam simulação de acidente de moto e socorro à vítima, no dia 22 de setembro, às 9h30, em frente ao número 161 da Avenida João Pinheiro (Centro de Convenções e Eventos da AMMG).

 

Além de promover uma ação educativa para orientar motocicletas que passarem pelo local sobre como evitar acidentes, o evento apresenta como são realizados os primeiros socorros às vítimas de acidente de moto. Um ator fará o papel do ferido e a equipe do CBMMG irá simular o atendimento. As estatísticas não são favoráveis quanto o assunto é andar sobre duas rodas. Dados do Observatório Nacional de Segurança Viária apontam que na região Sudeste do país, em 2019, foram 2.289 mortes, o que implica em 25% das ocorrências, perdendo apenas para o Nordeste que soma 39% de acidentes fatais com moto.

 

Para a presidente da Abramede (MG), Maria Aparecida Braga, o cenário só mudará quando os motociclistas se conscientizarem sobre o real perigo de comportamentos como pilotar em alta velocidade, não usar os equipamentos de segurança, andar entre carros, cometer ultrapassagens proibidas, entre outras infrações ao Código Brasileiro de Trânsito (CTB). “Costumamos socorrer acidentados que vêm a óbito pela gravidade dos ferimentos. Nosso objetivo é orientar em relação ao socorro, mas como esses pilotos podem preservar a própria vida”, explica Braga.

 

Entre os dez municípios mineiros com mais fatalidades com moto, Belo Horizonte ocupa o topo da lista: foram 18% das mortes em 2019. Em seguida, para o mesmo ano, aparecem Governador Valadares (5%), Uberlândia (3%), em com 2% as cidades de Patos de Minas, Juiz de Fora, Uberaba, Sete Lagoas, Alfenas, Contagem e Teófilo Otoni. A imprudência é a maior causa dos acidentes. No entanto, algo para o qual o motociclista não está preparado é para as linhas cortantes de cerol que aparecem quando alguém solta pipa perto do asfalto. A ação incluirá a distribuição de antenas que evitam os ferimentos e, até mesmo, que a pessoa seja derrubada da moto com o impacto.

 

Com o prolongamento da pandemia da Covid-19, aumentou visivelmente a quantidade de motociclistas nas ruas atuando como entregadores. Embora eles movimentem a economia do Brasil, o número de acidentados graves e fatais cresceu ao mesmo tempo. Para colaborar com a manutenção desse público que, em algumas famílias, tornou-se a principal fonte de renda, a CDL BH entregará ao governador do Estado, Romeu Zema, um documento solicitando a redução do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

 

As ações para a comunidade fazem parte do III Congresso Mineiro de Medicina de Emergência que vai até o dia 25 de setembro na AMMG.