Simpósio sobre Espectro Autista

A Associação Médica de Minas Gerais sediou o Simpósio sobre Espectro Autista (TEA), sete de abril, promovido pela Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil – Regional Minas Gerais (Abenepi-MG).

Aberto à população, o encontro orienta profissionais e público leigo sobre a questão. A estimativa, segundo especialistas, é de que uma em cada 68 crianças no Brasil tem o TEA. O diagnóstico, muitas vezes difícil, leva a uma demora nas intervenções e, consequentemente, no tratamento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta uma a cada 160 pessoas no mundo como portadora do TEA. Segundo o presidente da Abenepi-MG, o neuropediatra infantil Rodrigo Carneiro, consiste em um transtorno de ordem neurológica e tem como características dificuldade de interação social, o não fixar o olhar em uma pessoa, movimentos repetitivos, sensibilidade a determinados sons, atraso na fala e hiperfoco. “Conviver com pessoas que estão dentro do Transtorno do Espectro Autista é cada vez mais comum, mas para os pais, que recebem o diagnóstico fica a grande dúvida: meu filho irá levar uma vida normal? Ele irá conseguir fazer as atividades do dia-a-dia?”

Para Carneiro, estas e outras perguntas são muito comuns ao se diagnosticar uma pessoa com o TEA. A intervenção precoce e os estímulos para o desenvolvimento da criança portadora devem ser feitos por diversos especialistas. “É uma força tarefa que envolve neurologistas, psiquiatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, dentre outros. A terapia comportamental é uma das intervenções com maior comprovação científica”, reforça o médico. Ele explica que esse é um transtorno de desenvolvimento da primeira infância, com apresentações heterogêneas e graduações com diferentes intensidades, daí o nome espectro autista. Ainda segundo Carneiro, o TEA pode estar associado à outros sintomas neurológicos e comportamentais, podendo ser confundido com outros problemas isolados. As crianças podem ter convulsões, distúrbios do sono, ansiedade, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), distúrbios alimentares e de linguagem.

A programação incluiu: ‘Mitos e verdades no tratamento do TEA’, ‘Terapia Cognitivo Comportamental  e Treinamento de Pais’ e ‘A Inclusão no Transtorno do Espectro Autista’, com os médicos Rodrigo Carneiro, Simone Facuri e Walter Camargos e as psicólogas  Aline Abreu e Isabel F.S Barros.

Fotos: Clóvis Campos