Projeto Vida no Trânsito

A Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) participou, dia 10 de agosto,  de encontro na Prefeitura de Belo Horizonte para atuar no Projeto Vida no Trânsito.  A entidade foi representada pelo seu diretor de Promoções Culturais, Marconi Gomes. A reunião foi coordenada pelo prefeito em exercício, Paulo Lamac, e pelo secretário Municipal de Segurança e Prevenção, Genilson Zeferino. Representantes da BHTrans, Departamento Estadual de Trânsito, Associação Mineira da Indústria de Panificação, Guarda Civil, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Estado de Transportes, dentre outros, integraram a iniciativa.

A diretora da BHTrans Jussara Bellavinha explicou que  a proposta prevê o desenvolvimento de ações de promoção da saúde e de prevenção de lesões e mortes causadas por acidentes, gerando oportunidades de colaboração e coordenação conjuntas da saúde com outros setores, governamentais e não-governamentais. Ela esclareceu que a adesão é feita por cidades e que, por apresentar um potencial para o desenvolvimento do projeto, Belo Horizonte foi uma das cinco localidades escolhidas pelo Ministério da Saúde (MS), além de Teresina (PI), Palmas (TO), Campo Grande (MS) e Curitiba (PR).

Segundo a especialista, os motociclistas são os que mais contribuem e estão envolvidos em acidentes, o que justifica o direcionamento da campanha pares este público, este ano. Em 2016 foram registrados 12.361 acidentes, com 14.194 vítimas. Dentre as principais causas estão alta velocidade (17,9%), comportamento inadequado (14,7%) e consumo de álcool (13,4%). O custo para o setor público de saúde é também elevado representando mais de 15 milhões, dos quais 5,13 apenas com custo de CTI, além da ocupação dos leitos com casos evitáveis.  Bellavinha explica que o projeto oferece a campanha educativa com o ‘Programa o Jovem e a Mobilidade ‘, para o jovem do ensino médio, e o ‘Programa Motofrete Seguro’. Há também as ações de fiscalização com ‘Blitz Motofrete’, ‘Blitz Álcool e Direção’ e ampliação da fiscalização eletrônica.

O diretor da AMMG sugeriu que a iniciativa envolva também os ciclistas. Em 2012 foi sancionada a Lei de Mobilidade Urbana para ser aplicada em municípios de mais de 20 mil habitantes. As iniciativas almejam a melhoria dos transportes públicos e a construção de ciclovias e ciclofaixas. Gomes ressalta que a utilização das bicicletas com segurança, também contribui para a redução do sedentarismo.

Saúde e mobilidade urbana

Estudo divulgado pela Organização mostra que uma rede de transportes públicos e de ciclovias eficientes contribuem no combate a problemas como estresse, sedentarismo e obesidade. “Quem anda de transporte coletivo gasta por dia em média 350 calorias a mais em comparação com quem faz o mesmo percurso de carro e estas 350 calorias gastas por dia a mais poderiam fazer muita diferença no ano. Ônibus, metrô e bicicletas devem receber mais incentivos”, publicou.