login
Primeiro acesso? Clique aqui

Este site foi desenvolvido com tecnologias avançadas para
lhe proporcionar uma experiência incrível.
Infelizmente, este navegador não é suportado

Sugerimos que você use o
Google Chrome para melhores resultados.

Sífilis é tema de RM

8 de julho de 2019

Multidisciplinar fala sobre Sífilis

Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam que os casos de sífilis no Brasil aumentaram, consideravelmente, nos últimos anos.

Alarmados com os números, especialistas reuniram-se na sede da AMMG, no dia seis de julho, para falar sobre o tema.

A Reunião Multidisciplinar, evento promovido pela entidade, reuniu integrantes da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Minas Gerais, líder no encontro.

Participaram também Sociedade Mineira e Infectologia e Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais.

Também, a Sociedade Mineira de Neurologia e Associação dos Patologistas do Estado de Minas Gerais.

Boletim

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Sífilis, publicado em novembro de 2018 pelo Ministério da Saúde, em comparação a 2016, observou-se um aumento em todos os casos de infecção.

A elevação foi de 28,5% na taxa de detecção em gestantes;

O aumento também foi de 16,4% na incidência de sífilis congênita.

Já o aumento foi de 31,8% na incidência da adquirida, que passou de 44,1/100 mil habitantes em 2016 para 58,1 casos para cada 100 mil, em 2017.

Para Agnaldo Soares Lima, diretor científico da AMMG, a grande preocupação é o fato de a doença, muitas vezes, passar despercebida.

Assim, Lima explica que, ao não se tratar, pode ser transmitida para outras pessoas.

De acordo com a infectologista, Tatiana Fereguetti, é preciso ter muito cuidado com a doença.

Segunda a médica, ela pode atingir a um público diverso, desde bebês, homens e mulheres.

“Notamos um aumento em homens, praticantes de sexo com homens. O desfio é vencer, muitas vezes, barreiras sociais e sexuais.”

Durante o encontro foram apresentados os aspectos epidemiológicos, o diagnóstico clínico e as formas de condução no tratamento.

Em Belo Horizonte, de 2016 a 2018, portanto, o número de casos cresceu 20,2%, passando de 3840 para 4616.

A alta se deu, principalmente, na transmissão de mãe para filho na gestação ou parto, que aumentou 104,7%, e em gestantes, que aumentou 42,16%.

Fotos: Clóvis Campos