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Câncer de Próstata

1 de novembro de 2022

Associação Médica de Minas Gerais alerta para a importância da prevenção do Câncer de Próstata

No mês de novembro, as atenções se voltam para a prevenção e diagnóstico precoce do Câncer de Próstata. A sede da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), em Belo Horizonte, é iluminada durante a primeira quinzena de azul, como forma de conscientizar sobre uma doença comum entre os homens. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

 

Fatores de risco:

- Histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio;

- Raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer;
- Obesidade.

 Sintomas:

Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são:

- Dor óssea;
- Dores ao urinar;
- Vontade de urinar com frequência;
- Presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

Prevenção e tratamento:

Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer de próstata, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.

A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.

Fontes:

Agência Brasil e Sociedade Brasileira de Urologia

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