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AMGV fala sobre pandemia

16 de dezembro de 2020

Presidente da Associação Médica de Valadares faz panorama dos nove meses de pandemia

Estar na linha de frente de combate ao novo coronavírus desde o início da pandemia não tem sido fácil. Já são mais de nove meses de enfrentamento à Covid-19, doença causada pelo vírus. A presidente da Associação Médica de Governador Valadares (AMGV), Dra. Rosimara Moraes Bonfim, falou sobre os desafios da profissão e do árduo trabalho dos médicos que estão atuando contra a pandemia, e lamentou a morte de colegas pela doença.

Lidando diretamente com o vírus, médicos, enfermeiros e fisioterapeutas enfrentam todos os dias o medo, a insegurança e a apreensão com o avanço das contaminações. Sexta cidade com maior número de casos confirmados em Minas Gerais (11.53 casos), Governador Valadares ainda encara outro problema: a falta de profissionais na área da saúde.

Em entrevista ao DRD, a presidente da Associação Médica de Governador Valadares, Dra. Rosimara Moraes Bonfim, falou sobre a contribuição da instituição neste momento tão delicado para a classe médica: “A Associação Médica de Valadares tem membros que trabalham tanto no serviço público de saúde quanto no privado. A Associação tem participado efetivamente das discussões referentes aos diagnósticos, tratamentos e protocolos em relação ao combate ao coronavírus. Nós temos tentando dar o maior apoio possível quanto ao fornecimento de informações e atualizações da Secretaria de Saúde. Há sempre uma disponibilidade nessa troca de informações para auxiliar no gerenciamento das ações”.

“Lamentavelmente, tivemos muitas perdas em Governador Valadares. Além da tristeza de perder um colega de profissão, tem a perda de colegas que trabalham na linha de frente. Essa situação faz com que a gente reflita sobre a nossa responsabilidade. As pessoas estão seguindo corretamente as orientações de proteção?”, questiona. Dra. Rosimara Moraes Bonfim.

Como fica o período de férias em meio a pandemia?

Janeiro é um mês em que médicos fecham seus consultórios e saem de férias dos hospitais onde trabalham para viajar com a família ou tirar algumas semanas de descanso. A dúvida que fica é como será em 2021, devido à alta de casos e internações no fim do ano.

Para Rosimara Bonfim, gestores hospitalares precisam ficar atentos para que não corram o risco de ficar sem médicos plantonistas neste período.

“Todos nós estamos vivendo uma situação diferente do que é o normal. Há essa preocupação dos médicos de evitar certas aglomerações. Falando individualmente, muitos não vão seguir seus planos de férias no mês de janeiro. Regularmente, quando um médico entra de férias, há sempre a busca de outro médico para cobrir o seu lugar. Neste ano atípico, muitos médicos estão ficando doentes. Alguns contaminados pelo vírus e outros com agravamento de situações de estresse, os quais também foram obrigados a cancelar as viagens de fim de ano devido ao cansaço. A frente de trabalho contra a Covid-19 é altamente estressante e de alto risco. Sem contar com os profissionais que se encaixam no grupo de risco, pois muitos médicos em Valadares têm mais de 60 anos. Essa questão das férias é de responsabilidade dos gestores hospitalares de cada hospital público ou privado”, comentou.

Perdas

Na luta contra a Covid-19, médicos valadarenses que são do grupo de risco não abandonaram seus pacientes. Contudo, muitos acabaram contraindo a doença. Alguns, depois de meses em internação, conseguiram vencer a Covid. Outros, porém, não resistiram.

“É um ano triste. Perdemos dois colegas para essa doença, o Dr. Dilermando e, recentemente, o Dr. Marcílio, que foram fundamentais no desenvolvimento da medicina em Governador Valadares. Lamento muito todas as perdas que aconteceram na nossa cidade”, lamentou Rosimara.

Publicação/Reprodução: Diário do Rio Doce/ 15 de dezembro de 2020, por Eduardo Lima

Foto: Diário do Rio Doce