Controle do Colesterol

Ações para a população

Data: Dia 5 de agosto (sábado)

Horário: 8h às 12h30

Local: Avenida Vilarinho – Bairro Venda Nova

 

Em oito de agosto se comemora o ‘Dia Nacional de Controle do Colesterol’. A Sociedade Mineira de Cardiologia (SMC) promove campanha para reforçar junto à comunidade a importância do tema para uma vida mais saudável. A atividade será realizada na Avenida Vilarinho, bairro Venda Nova, dia cinco de agosto, de 8h às 12h30. O público receberá material e orientações educativas e preventivas sobre doenças cardiovasculares e poderá medir a pressão arterial. A Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), Sociedade de Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais (Sammg) e Laboratório Hermes Pardini apoiam o evento.

O diretor da SMC, Eustáquio Guerino, explica que o colesterol é importante na formação de membranas celulares, produção de vitamina D pelo corpo, síntese de hormônios, sais biliares e na composição de células do sistema nervoso, mas sua persistência em níveis elevados contribui para surgimento de doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte no mundo. “O risco de doença arterial coronariana é diretamente relacionado com os níveis aumentados de colesterol circulantes que são o de baixa densidade, LDL, denominado comumente de ‘ruim’, o de alta densidade, HDL, denominado como ‘bom’ e os níveis de triglicérides.”

Guerino esclarece que, aproximadamente 40% da população adulta mundial possuem o colesterol e/ou triglicérides elevados, associados a outros fatores de risco cardiovascular. “No Brasil, um estudo envolvendo mais de 80 mil pessoas de diversas regiões mostrou que 42% das mulheres e 38% dos homens analisados possuem níveis acima de 200mg/dl, sendo que no sexo feminino e nas faixas etárias mais avançadas, as concentrações são maiores e observa-se uma associação desse aumento com o desenvolvimento de doença aterosclerótica.” A maioria das condições de elevação do colesterol e/ou triglicérides decorre da associação do efeito de vários genes com o meio ambiente. Entretanto, algumas doenças e/ou uso de medicamentos, também podem estar envolvidos, destacando diabetes mellitus, obesidade, uso de corticosteroides e esteroides anabolizantes, como também o alcoolismo.

De acordo com o especialista, a aterosclerose na vida adulta está relacionada à agregação de fatores de risco cardiovasculares na infância. As alterações decorrentes da aterosclerose podem ser identificadas muito antes do surgimento de sintomas relacionados às suas consequências. No final da adolescência, aproximadamente 61% das pessoas apresentam algum tipo de lesão aterosclerótica nas artérias coronárias, e cerca de 15% delas são de intensidade moderada ou mais intensas. O descuido na falta de seu controle facilita seu acúmulo nas artérias levando ao surgimento de insuficiência circulatória, precipitando angina, infarto no coração, acidente vascular encefálico (derrame) e insuficiência renal, que em fase adiantada, leva a necessidade de hemodiálise e até transplante renal.

O colesterol elevado associado a outros fatores de risco, principalmente hipertensão arterial e tabagismo, muito potencializa o risco para o acidente vascular encefálico, que foi identificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2002, como a terceira maior causa de morte no mundo, 5,7 milhões a cada ano. O diretor orienta que mudanças no estilo de vida com bons hábitos, adequação alimentar, preferindo ingestão de vegetais, frutas, grãos, legumes e/ou verduras, prática de exercícios físicos e controle de peso corporal evitando a obesidade, por outro lado abolindo uso de ácidos graxos trans, gorduras e frituras, substituindo-os por óleos vegetais, constituem excelentes condições para prevenção de doenças de causa ateroscleróticas.

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